{"id":196709,"date":"2022-03-25T10:46:45","date_gmt":"2022-03-25T13:46:45","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=196709"},"modified":"2022-03-25T10:46:45","modified_gmt":"2022-03-25T13:46:45","slug":"taxa-de-empreendedorismo-voltou-a-cair-no-brasil-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=196709","title":{"rendered":"Taxa de empreendedorismo voltou a cair no Brasil em 2021"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ter perdido 9,4 milh\u00f5es de empreendedores ao longo de 2020, o Brasil voltou a registrar queda da taxa nacional de empreendedorismo total em 2021. Segundo o relat\u00f3rio Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizado pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, o n\u00famero de pessoas entre 18 e 64 anos de idade que, no ano passado, tinham seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio formal ou fizeram algo para abri-lo n\u00e3o passou de 43 milh\u00f5es. Um ano antes, este resultado chegava a 44 milh\u00f5es. E em 2019, a 53,4 milh\u00f5es de pessoas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1450404&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1450404&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Apesar de \u201cligeira\u201d se comparada \u00e0 de 2020, a queda verificada no \u00faltimo ano foi suficiente para que, em 2021, a Taxa de Empreendedorismo Total (TTE) chegasse ao patamar mais baixo desde 2013. A taxa indica o percentual da popula\u00e7\u00e3o adulta ocupada como empreendedor. Em 2021, a propor\u00e7\u00e3o foi de 30,4%, contra 31,6% em 2020 e 38,7% em 2019, quando foi registrado o mais alto \u00edndice ap\u00f3s 2015 (39,3%).<\/p>\n<p>Apesar do resultado negativo, o Brasil ascendeu duas posi\u00e7\u00f5es no\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0global em termos de taxa de empreendedorismo total, subindo do s\u00e9timo lugar ocupado em 2020, para o quinto lugar em 2021, ficando atr\u00e1s apenas da Rep\u00fablica Dominicana (45,2%); Sud\u00e3o (41,5%); Guatemala (39,8%) e Chile (35,9%). Entre 47 pa\u00edses listados no relat\u00f3rio, o Canad\u00e1 ocupa o oitavo lugar das na\u00e7\u00f5es com maiores taxas de empreendedorismo (27,4%); os Estados Unidos a 14\u00aa posi\u00e7\u00e3o (24,5%) e a Noruega o \u00faltimo lugar, com apenas 6,6% da popula\u00e7\u00e3o adulta empreendendo.<\/p>\n<h2>Empreendedores Estabelecidos<\/h2>\n<p>Um dado considerado positivo pelo Sebrae foi a volta do crescimento dos chamados empreendedores estabelecidos, ou seja, aqueles que est\u00e3o \u00e0 frente de um neg\u00f3cio h\u00e1 mais de 3,5 anos. Ap\u00f3s dois anos em queda, a taxa teve um incremento de 1,2 ponto percentual e passou de 8,7% da popula\u00e7\u00e3o adulta, em 2020, para 9,9%, em 2021.<\/p>\n<p>Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o dado revela que parte dos empreendedores que abriram uma empresa pouco antes do in\u00edcio da pandemia de covid-19 conseguiu sobreviver \u00e0s consequ\u00eancias econ\u00f4micas da crise sanit\u00e1ria. Em parte, gra\u00e7as a pol\u00edticas p\u00fablicas de acesso ao cr\u00e9dito, como o Programa Nacional de Apoio \u00e0s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), e de iniciativas como o Programa Emergencial de Manuten\u00e7\u00e3o do Emprego e da Renda (BEm).<\/p>\n<p>\u201cEssas iniciativas deram mais f\u00f4lego para os empreendedores e permitiram que eles sobrevivessem aos impactos da pandemia. Esses programas foram essenciais para que muitas empresas se mantivessem abertas\u201d, disse Melles ao apresentar a jornalistas o resultado da pesquisa.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Taxa de Empreendedorismo Inicial (TEA), formada por quem abriu um neg\u00f3cio h\u00e1 menos de 3,5 anos e tamb\u00e9m por quem realizou alguma a\u00e7\u00e3o para ter seu pr\u00f3prio empreendimento ou o tinha inaugurado at\u00e9 tr\u00eas meses antes da data da pesquisa, recuou 2,4 pontos percentuais, passando de 23,4%, em 2020, para 21%, em 2021. Isto apesar dos chamados empreendedores nascentes (os do segundo grupo, que tomaram alguma iniciativa para se tornar dono de um neg\u00f3cio), isoladamente, terem se mantido no mesmo patamar do ano anterior \u2013 o que, segundo o Sebrae, \u201cevidencia que ainda h\u00e1 muitas pessoas procurando o empreendedorismo como alternativa de ocupa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h2>Maior\u00a0escolaridade, renda parecida<\/h2>\n<p>Por outro lado, o relat\u00f3rio tamb\u00e9m aponta que, em 2021, diminuiu a taxa de empreendedorismo por necessidade. Enquanto em 2020, 50,4% dos entrevistados afirmaram ter investido em um neg\u00f3cio em busca de uma fonte de renda, no ano passado este percentual recuou para 48,9% &#8211; terceiro maior percentual da s\u00e9rie hist\u00f3rica (55,4% em 2002 e 50,4% em 2020).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisa aponta que os novos empreendedores t\u00eam maior grau de escolaridade que aqueles que os precederam neste setor, pois ao menos 28,5% dos entrevistados conclu\u00edram o ensino superior (em 2020, eles eram 24,4%).<\/p>\n<p>O aumento da escolaridade, contudo, ainda n\u00e3o se reflete em um maior ganho de renda:\u00a057%\u00a0dos empreendedores ganharam, em 2021, menos de tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos. Em 2019, eram 52%. Na outra ponta, 10% deles afirmaram ganhar mais de nove sal\u00e1rios m\u00ednimos. Em 2020, eram 10,3%.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s ter perdido 9,4 milh\u00f5es de empreendedores ao longo de 2020, o Brasil voltou a registrar queda da taxa nacional de empreendedorismo total em 2021. 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