{"id":196423,"date":"2022-03-21T19:07:23","date_gmt":"2022-03-21T22:07:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=196423"},"modified":"2022-03-21T19:07:23","modified_gmt":"2022-03-21T22:07:23","slug":"agricultores-familiares-de-campina-verde-retomam-producao-de-arroz-de-olho-nos-bons-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=196423","title":{"rendered":"Agricultores familiares de Campina Verde retomam produ\u00e7\u00e3o de arroz, de olho nos bons pre\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>A disparada nos pre\u00e7os do arroz em 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19, estimulou os produtores rurais do munic\u00edpio de Campina Verde, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, a retomar os investimentos numa cultura que j\u00e1 foi muito tradicional por l\u00e1, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1970. Agora, mais de 50 anos depois, e ainda com resqu\u00edcios do conhecimento das gera\u00e7\u00f5es passadas, os cachos dourados dos arrozais voltam a tomar, embora timidamente, parte do cen\u00e1rio da regi\u00e3o do Pontal do Tri\u00e2ngulo, que j\u00e1 chegou a ser conhecida como a &#8220;capital do arroz&#8221;.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Na propriedade do casal S\u00f4nia Fernandes e Donizetti de Matos foram plantados 2,5 hectares de arroz, em 2021. O resultado da experi\u00eancia foi positivo, com quase duas toneladas colhidas em mar\u00e7o de 2022. &#8220;Decidimos fazer um teste, e agora sabemos que foi uma boa ideia. Pretendemos expandir a produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o vai faltar quem compre. Eu acho que o lucro vai ser muito bom&#8221;, avalia a produtora rural.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>O marido de S\u00f4nia foi quem teve a iniciativa de transformar uma \u00e1rea de pastagem em lavoura de arroz, resgatando uma tradi\u00e7\u00e3o da \u00e9poca em que seu pai tocava a propriedade: &#8220;Naquela \u00e9poca, se plantava muito arroz por aqui e ele tinha at\u00e9 m\u00e1quina para limpar os gr\u00e3os. Mas foi todo mundo abandonando e a\u00ed eu parei tamb\u00e9m&#8221;, lembra Donizetti.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>A produ\u00e7\u00e3o na fazenda do casal j\u00e1 atrai o interesse dos vizinhos da \u00e1rea rural de Campina Verde. &#8220;Eles j\u00e1 querem comprar arroz meu para plantar tamb\u00e9m&#8221;, afirma Donizetti de Matos. Ele enumera algumas vantagens dessa retomada: &#8220;Se cada um plantar uma moitinha, o pre\u00e7o no mercado vai baixar. E tamb\u00e9m \u00e9 bom comer um arroz que a gente conhece a origem.&#8221;<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Para a safra de 2022, eles pretendem aumentar a \u00e1rea plantada para pelo menos quatro hectares. Atualmente, o carro-chefe da propriedade \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de leite, mas est\u00e3o diversificando com o plantio de hortali\u00e7as, estimulados pela oportunidade de ter um mercado garantido com o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (Pnae). &#8220;A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.emater.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"0\">Emater-MG<\/a>\u00a0est\u00e1 sendo muito importante para melhorar nossa produ\u00e7\u00e3o e as vendas. Os t\u00e9cnicos nos auxiliam muito, com as orienta\u00e7\u00f5es e os diversos cursos&#8221;, afirma S\u00f4nia Fernandes.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/><strong>Tradi\u00e7\u00e3o<\/strong><br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Mas ainda falta muito para a cultura retomar a import\u00e2ncia que tinha at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1970, quando a regi\u00e3o do Pontal do Tri\u00e2ngulo ficou conhecida como &#8220;a capital do arroz&#8221;. Naquela \u00e9poca, a produ\u00e7\u00e3o em Campina Verde chegou a 20 mil toneladas do cereal. Em 2020, a colheita ficou em pouco mais de 12 toneladas.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Como os agricultores familiares est\u00e3o plantando o arroz de sequeiro, \u00e9 fundamental contar com a chuva para uma boa produ\u00e7\u00e3o. Foi o que aconteceu na \u00faltima safra, o que animou ainda mais os produtores: &#8220;Na pr\u00f3xima safra, vou plantar pelo menos um hectare. Agora vou preparar a terra para plantar mais cedo, para aproveitar a chuva no per\u00edodo mais necess\u00e1rio, que \u00e9 quando ele est\u00e1 soltando os cachos. E em janeiro do ano que vem, j\u00e1 quero estar colhendo&#8221;, planeja Lindomar Francisco Alves.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>No final do ano passado, ele cultivou uma \u00e1rea de meio hectare com o aux\u00edlio de uma matraca, um instrumento artesanal que auxilia na coloca\u00e7\u00e3o das sementes no solo. E os resultados foram animadores. &#8220;Eu tive pouco gasto para preparar a terra, nem precisou da aduba\u00e7\u00e3o de cobertura, s\u00f3 com o adubo de plantio j\u00e1 ficou muito bom. Vou tirar um pouco para o meu consumo e vender o restante. J\u00e1 no ano que vem, eu quero vender para o Pnae&#8221;, conta. Entre as atividades desenvolvidas na propriedade, ele cita a produ\u00e7\u00e3o de leite entregue para latic\u00ednios, al\u00e9m de produ\u00e7\u00e3o de doces, queijo e hortali\u00e7as. &#8220;A gente vai fazendo um pouco de tudo&#8221;, conta seu Lindomar.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/><strong>Mercado institucional<\/strong><br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>A extensionista M\u00e1rcia Helena Barbosa, da Emater-MG no munic\u00edpio, ressalta a import\u00e2ncia da retomada do cultivo do arroz na regi\u00e3o. Al\u00e9m de reduzir os custos da alimenta\u00e7\u00e3o, as fam\u00edlias podem vender o excedente para programas institucionais, como o Pnae. &#8220;As escolas p\u00fablicas s\u00e3o obrigadas, por lei, a utilizar no m\u00ednimo 30% dos recursos destinados \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o dos alunos em produtos da agricultura familiar. Al\u00e9m da garantia de mercado para o produto, o pre\u00e7o estabelecido pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino costuma ser justo. Ou seja, \u00e9 um bom investimento, ainda mais considerando que o arroz \u00e9 um alimento b\u00e1sico e est\u00e1 presente em pelo menos 80% dos card\u00e1pios das escolas&#8221;, explica a assistente social da Emater-MG.<br aria-hidden=\"true\" \/><br aria-hidden=\"true\" \/>Em 2020, o arroz foi considerado um dos &#8220;vil\u00f5es da infla\u00e7\u00e3o&#8221;. Os pre\u00e7os no campo chegaram a disparar 100%. E, mesmo que as cota\u00e7\u00f5es tenham sofrido recuo nos \u00faltimos meses, ainda permanecem cerca de 30% acima do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia da covid-19, de acordo com dados do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea)\/USP.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A disparada nos pre\u00e7os do arroz em 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19, estimulou os produtores rurais do munic\u00edpio de Campina Verde, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, a retomar os investimentos numa cultura que j\u00e1 foi muito tradicional por l\u00e1, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1970. 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