{"id":195894,"date":"2022-03-09T14:01:35","date_gmt":"2022-03-09T17:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=195894"},"modified":"2022-03-09T14:01:35","modified_gmt":"2022-03-09T17:01:35","slug":"mulheres-sao-fundamentais-para-levar-a-vacina-contra-covid-ao-braco-dos-mineiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=195894","title":{"rendered":"Mulheres s\u00e3o fundamentais para levar a vacina contra covid ao bra\u00e7o dos mineiros"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 586 mil quil\u00f4metros quadrados de extens\u00e3o, 21 milh\u00f5es de habitantes, 853 munic\u00edpios. Os n\u00fameros expressivos de Minas representam a dimens\u00e3o do desafio: realizar a maior opera\u00e7\u00e3o de vacina\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do estado e fazer a vacina contra a covid chegar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel no bra\u00e7o das pessoas. Uma miss\u00e3o que foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de milhares de mulheres, que tiveram papel fundamental na rota da vacina \u2013 desde a recep\u00e7\u00e3o, planejamento, transporte at\u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o &#8211; levando mais de 40 milh\u00f5es de doses de esperan\u00e7a a todos os mineiros.<\/p>\n<p>Ser parabenizada neste dia oito de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, n\u00e3o \u00e9 novidade para Maria de F\u00e1tima\u00a0Ara\u00fajo, a Fatinha, como \u00e9 conhecida. Afinal, oito de mar\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 seu anivers\u00e1rio \u2013 hoje ela completa 65 anos de idade. Mas o seu trabalho, principalmente nesse \u00faltimo ano, merece destaque especial.<\/p>\n<p>Coordenadora da Central Estadual de Rede de Frio da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.saude.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES-MG)<\/a>, local onde as vacinas do calend\u00e1rio nacional de imuniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o armazenadas \u2013 incluindo as contra a covid-19 \u2013, Fatinha foi uma das respons\u00e1veis por receber cada uma das doses enviadas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a Minas at\u00e9 agora.<\/p>\n<p><strong>Pontap\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Fatinha diz que \u00e9 na Rede de Frio\u00a0o pontap\u00e9 inicial da longa jornada da rota da vacina em Minas, desde a sua chegada na capital at\u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o no bra\u00e7o dos milhares de mineiros, por todos os cantos do estado. Segundo ela, este \u00e9 o trabalho mais marcante dos 15 anos em que atua no setor, sendo tr\u00eas deles na coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs vacinas passam pelas m\u00e3os de toda nossa equipe. Todos s\u00e3o treinados e capacitados para o armazenamento, transporte e distribui\u00e7\u00e3o com agilidade e seguran\u00e7a. Todo o transporte das vacinas que saem da Rede de Frio at\u00e9 as regionais de sa\u00fade \u00e9 monitorado com term\u00f4metro para o controle da temperatura e demais cuidados para evitarmos perdas. \u00c9 um processo muito rigoroso\u201d, explica Fatinha.<\/p>\n<p>A coordenadora ainda destaca a mobiliza\u00e7\u00e3o e empenho de sua equipe e de toda a opera\u00e7\u00e3o montada pelo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Governo de Minas<\/a>\u00a0para executar o plano de vacina\u00e7\u00e3o no estado. \u201cTivemos todo o apoio do governo, das For\u00e7as de Seguran\u00e7a, com a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.policiamilitar.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edcia Militar<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.policiacivil.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edcia Civil<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bombeiros.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Corpo de Bombeiros<\/a>. Foi uma \u2018tropa de choque\u2019 mesmo. A vacina chegava aqui \u00e0 noite, e cinco horas da manh\u00e3 ela j\u00e1 estava saindo nos avi\u00f5es, helic\u00f3pteros, rumo \u00e0s regionais. A gente conseguia entregar em um dia s\u00f3\u201d, lembra, orgulhosa.<\/p>\n<p>Fatinha \u00e9 um exemplo da for\u00e7a e do empenho das mulheres que atuaram no caminho da vacina. Para ela, a emo\u00e7\u00e3o de fazer parte de um momento t\u00e3o importante na hist\u00f3ria \u00e9 grande.<\/p>\n<p>\u201cT\u00ednhamos uma ansiedade muito grande de come\u00e7ar a campanha. No in\u00edcio eram poucas doses, todo mundo querendo a vacina. Agora, felizmente, temos um quantitativo suficiente para vacinar todos. \u00c9 um sentimento indescrit\u00edvel de miss\u00e3o cumprida, de saber que nosso trabalho contribui para que a vacina chegue com qualidade e rapidez nas salas de vacina e que realmente elas salvam vidas\u201d, finaliza a coordenadora.<\/p>\n<p><strong>Rota da esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Na Rede de Frios, v\u00e1rias mulheres tamb\u00e9m cumpriram papel importante neste processo da rota da vacina por Minas Gerais, trabalhando em v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A chegada dos imunizantes, h\u00e1 pouco mais de um ano, representou oportunidade de emprego para Val\u00e9ria Aparecida Souza, contratada como operadora de atividade log\u00edstica para atuar na equipe da Fatinha.<\/p>\n<p>\u201cA gente recebe, confere, armazena, separa, coloca nas caixas de isopor na temperatura certa e despacha. E temos que fazer isso no menor tempo poss\u00edvel\u201d, explica Val\u00e9ria.<\/p>\n<p>\u201cFicamos emocionados quando chegaram as primeiras cargas e pens\u00e1vamos: nossa, isso vai acabar? Foi uma esperan\u00e7a, um al\u00edvio. Tentamos desempenhar o melhor para n\u00e3o perder nenhuma vacina e para que todo mundo pudesse receber com agilidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Por terra e pelo ar<\/strong><\/p>\n<p>Da Rede de Frios, percorrer os milhares de quil\u00f4metros quadrados de Minas para levar a vacina ao bra\u00e7o dos mineiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste, exigiu muito planejamento e trabalho. E de miss\u00f5es importantes e desafiadoras a major Karla Lessa, comandante de helic\u00f3ptero da Esquadrilha Arcanjo do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), entende bem.<\/p>\n<p>Com mais de 20 anos na corpora\u00e7\u00e3o, major Karla \u00e9 piloto de helic\u00f3ptero h\u00e1 11 anos, se tornando a primeira comandante de helic\u00f3ptero de bombeiros militar do Brasil.<\/p>\n<p>Ela \u00e9 reconhecida pela atua\u00e7\u00e3o em diversas miss\u00f5es de resgates e salvamento, como na trag\u00e9dia de Brumadinho e em ocorr\u00eancias envolvendo acidentes graves e em locais de dif\u00edcil acesso, por exemplo. A major tamb\u00e9m trabalha como assessora militar na SES-MG, no planejamento e log\u00edstica de a\u00e7\u00f5es integradas entre a secretaria e os Bombeiros.<\/p>\n<p>\u201cDesenvolvemos esta a\u00e7\u00e3o junto com a Secretaria de Sa\u00fade, em um trabalho conjunto envolvendo outros \u00f3rg\u00e3os de Seguran\u00e7a P\u00fablica, em que a\u00e7\u00f5es distintas precisavam ser desenvolvidas em sinergia para a vacina chegar em todos os cantos. Somos um estado muito grande, com uma log\u00edstica vi\u00e1ria muito espec\u00edfica e era necess\u00e1ria uma agilidade. Atuei na distribui\u00e7\u00e3o das vacinas, propriamente dita, transportando-as nas aeronaves, e na gest\u00e3o, atrav\u00e9s deste planejamento\u201d, afirma\u00a0a comandante.<\/p>\n<p>Mesmo com v\u00e1rias miss\u00f5es hist\u00f3ricas de salvamento em seu curr\u00edculo, major Karla disse que a distribui\u00e7\u00e3o das vacinas teve um sentimento especial.<\/p>\n<p>\u201cEu era uma agente de salvamento, de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, mas, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m atuava como uma cidad\u00e3 que estava na expectativa de chegarmos a uma solu\u00e7\u00e3o para a pandemia. Nas primeiras distribui\u00e7\u00f5es, quando cheg\u00e1vamos a determinados munic\u00edpios, o ambiente era de festa, as pessoas iam recepcionar a chegada da vacina. Havia um clima muito positivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 esta miss\u00e3o que era efetuada, de esperan\u00e7a, de al\u00edvio\u201d, revela\u00a0a comandante.<\/p>\n<p>O trabalho no transporte por terra tamb\u00e9m foi duro. Mar\u00edlia Dias Duarte que o diga. Em janeiro deste ano, por exemplo, ela voltou de suas f\u00e9rias antecipadamente para ajudar no processo de imuniza\u00e7\u00e3o em Sete Lagoas, regi\u00e3o metropolitana da capital.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1ria da Superintend\u00eancia Regional de Sa\u00fade no munic\u00edpio, Mar\u00edlia tem autoriza\u00e7\u00e3o para dirigir os ve\u00edculos oficiais e aceitou a miss\u00e3o de contribuir no transporte das vacinas da Rede de Frios, em Belo Horizonte, at\u00e9 a sua cidade.<\/p>\n<p>\u201cAquela era uma carga muito valiosa para todo mundo. Eu olhava e conseguia ver o valor que era gasto nela e o quanto ela significava. E, infelizmente, ainda hoje a gente v\u00ea pessoas que n\u00e3o querem se vacinar, o que \u00e9 muito triste. Adoro ajudar, participar. Ent\u00e3o, trabalhei com muita vontade. Foi \u00f3timo fazer parte deste trabalho. Sempre perguntava: n\u00e3o tem mais nada para buscar?\u201d, disse Mar\u00edlia.<\/p>\n<p>As vacinas levadas por ela eram distribu\u00eddas tanto em Sete Lagoas quanto em outras cidades da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00e3o na primeira crian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Aos 27 anos e m\u00e3e de uma crian\u00e7a de um ano e sete meses, Rafaelle Andyara\u00a0Cunha participou de um momento hist\u00f3rico em Minas Gerais. A t\u00e9cnica de enfermagem foi a respons\u00e1vel pela aplica\u00e7\u00e3o da primeira vacina pedi\u00e1trica no estado. Miguel Bittencourt, de 10 anos, autista, recebeu a primeira dose do imunizante contra a covid-19 em 14 de janeiro deste ano, em Vespasiano, na regi\u00e3o metropolitana da capital.<\/p>\n<p>\u201cFiquei muito emocionada em ter sido escolhida para vacinar a primeira crian\u00e7a em Minas Gerais. Eu pude vacinar o Miguel, que tem o mesmo nome do meu filho. \u00c9 uma crian\u00e7a especial. N\u00e3o vou esquecer nunca\u201d, contou Rafaelle.<\/p>\n<p><strong>Vacinas salvam vidas<\/strong><\/p>\n<p>Para que toda esta rota da vacina pudesse ser executada com \u00eaxito foi preciso muito planejamento. E, mais uma vez, uma mulher foi essencial nesta campanha.<\/p>\n<p>Coordenadora do Programa de Imuniza\u00e7\u00e3o da SES-MG, Josiane Gusm\u00e3o destacou a integra\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os estaduais para garantir que mais de 40 milh\u00f5es de doses fossem aplicadas no estado, o colocando como um dos que mais imunizaram a sua popula\u00e7\u00e3o. O principal desafio, segundo ela, foi garantir a distribui\u00e7\u00e3o de forma \u00e1gil, segura e equ\u00e2nime para todos os munic\u00edpios mineiros.<\/p>\n<p>A coordenadora tamb\u00e9m falou sobre a emo\u00e7\u00e3o de participar deste momento hist\u00f3rico. E, neste Dia Internacional da Mulher, Josiane celebra, tamb\u00e9m, a esperan\u00e7a por dias melhores.<\/p>\n<p>\u201cVacinas salvam vidas. Ent\u00e3o, cada dose representa uma esperan\u00e7a de dias melhores. Ela \u00e9 a forma de enxergarmos o final da pandemia. O que nos motivou a passar por todas estas dificuldades \u00e9 saber que a gente conseguiu, com a vacina, evitar muitos \u00f3bitos. E isso nos deixa com o sentimento de dever cumprido. \u00c9 uma grande satisfa\u00e7\u00e3o representar tantas mulheres neste processo e fazer a diferen\u00e7a\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 586 mil quil\u00f4metros quadrados de extens\u00e3o, 21 milh\u00f5es de habitantes, 853 munic\u00edpios. Os n\u00fameros expressivos de Minas representam a dimens\u00e3o do desafio: realizar a maior opera\u00e7\u00e3o de vacina\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do estado e fazer a vacina contra a covid chegar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel no bra\u00e7o das pessoas. 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