{"id":194790,"date":"2022-02-09T15:00:23","date_gmt":"2022-02-09T18:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=194790"},"modified":"2022-02-09T15:00:23","modified_gmt":"2022-02-09T18:00:23","slug":"inflacao-e-de-054-em-janeiro-maior-resultado-para-o-mes-desde-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=194790","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 0,54% em janeiro, maior resultado para o m\u00eas desde 2016"},"content":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o caiu para 0,54% em janeiro. No m\u00eas anterior, tinha ficado em 0,73%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que divulgou hoje (9), no Rio de Janeiro, os dados do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), esse foi o maior resultado para o m\u00eas de janeiro desde 2016, quando atingiu 1,27%.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1441229&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1441229&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o indicador apresentou alta de 10,38%, patamar superior aos 10,06% registrados no per\u00edodo imediatamente anterior. Em janeiro de 2021, a varia\u00e7\u00e3o mensal ficou em 0,25%.<\/p>\n<p>Segundo Andr\u00e9 Filipe Almeida, analista da pesquisa, o resultado foi influenciado, principalmente, por alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (1,11%), o que provocou o maior impacto no \u00edndice do m\u00eas (0,23 ponto percentual).<\/p>\n<p>\u201cFoi a alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio (1,44%) que influenciou essa alta. Mais do que a alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio, que desacelerou de 0,98% para 0,25%. Os principais destaques foram as carnes (1,32%) e as frutas (3,40%), que, embora tenham desacelerado em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, tiveram os maiores impactos nesse grupo, 0,04 pp [ponto percentual] e 0,03 pp, respectivamente\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Pelo 11\u00ba m\u00eas consecutivo, os pre\u00e7os do caf\u00e9 mo\u00eddo avan\u00e7aram, desta vez 4,75%, acumulando alta de 56,87% nos \u00faltimos 12 meses. Houve destaque tamb\u00e9m para a cenoura (27,64%), cebola (12,43%),\u00a0 batata-inglesa (9,65%) e tomate (6,21%). Em movimento contr\u00e1rio, houve queda nos pre\u00e7os do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em peda\u00e7os (-0,71%).<\/p>\n<h2>Transportes<\/h2>\n<p>O recuo de 0,11% no grupo de transportes, que \u00e9 o de maior peso no IPCA, a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, contribuiu para a desacelera\u00e7\u00e3o do indicador em janeiro. Em dezembro, ele tinha apresentado alta de 0,58%. Esse foi o \u00fanico dos nove grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados a ter redu\u00e7\u00e3o em janeiro.<\/p>\n<p>\u201cA queda no grupo de transportes foi influenciada, principalmente, pela defla\u00e7\u00e3o observada nas passagens a\u00e9reas, que haviam subido em dezembro e tamb\u00e9m pelo recuo dos combust\u00edveis, especialmente na gasolina e etanol\u201d, disse o analista do IBGE.<\/p>\n<p>O recuo nos pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas ficou em 18,35% e dos combust\u00edveis em 1,23%, sendo que na gasolina alcan\u00e7ou 1,14%. No etanol, a redu\u00e7\u00e3o chegou a 2,84% e, no g\u00e1s veicular, a 0,86%. O \u00f3leo diesel subiu 2,38% e foi o \u00fanico a aumentar em janeiro. Os transportes por aplicativo (-17,96%) e o aluguel de ve\u00edculo (-3,79%) tamb\u00e9m registraram retra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o analista da pesquisa, a queda nas passagens a\u00e9reas pode ser explicada pelo componente sazonal. J\u00e1 com os combust\u00edveis, a contribui\u00e7\u00e3o foi dos reajustes negativos aplicados nas refinarias pela Petrobras, em dezembro.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os do g\u00e1s de botij\u00e3o recuaram 0,73%, pela primeira vez ap\u00f3s 19 meses consecutivos de alta. Em 12 meses, o botij\u00e3o acumula alta de 31,78%.<\/p>\n<p>Na habita\u00e7\u00e3o, a alta de 0,16% representou desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, quando ficou em 0,74%. A queda de 1,07% da energia el\u00e9trica influenciou o resultado, apesar da perman\u00eancia da bandeira Escassez H\u00eddrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Outra influ\u00eancia foi das mudan\u00e7as do Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (PIS\/Cofins, do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) e de tarifa de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica em algumas \u00e1reas pesquisadas.<\/p>\n<p>A maior varia\u00e7\u00e3o nos demais grupos foi nos artigos de resid\u00eancia (1,82%), e os destaques ficaram com eletrodom\u00e9sticos e equipamentos (2,86%), mobili\u00e1rio (2,41%) e TV e som e inform\u00e1tica (1,38%), que tiveram alta na compara\u00e7\u00e3o com dezembro. \u201cEsses itens contribu\u00edram conjuntamente com 0,06 pp no IPCA de janeiro. Os grupos vestu\u00e1rio (1,07%) e comunica\u00e7\u00e3o (1,05%) tamb\u00e9m tiveram altas. Os demais ficaram entre 0,25% (educa\u00e7\u00e3o) e 0,78% (despesas pessoais)\u201d, informou a pesquisa.<\/p>\n<h2>\u00c1reas pesquisadas<\/h2>\n<p>Todas as \u00e1reas pesquisadas tiveram alta em janeiro, com exce\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, onde caiu 0,53%. Aracaju foi o munic\u00edpio com maior varia\u00e7\u00e3o (0,90%) por conta das altas no tomate (34,90%) e nas frutas (6,41%). Na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre (-0,53%), houve ainda recuo nos pre\u00e7os da energia el\u00e9trica (-6,81%) e da gasolina (-6,20%).<\/p>\n<h2>INPC<\/h2>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) cresceu 0,67% em janeiro. O resultado ficou abaixo do m\u00eas anterior: 0,73%. Foi ainda a maior varia\u00e7\u00e3o para o m\u00eas desde 2016. A alta foi de 1,51%. Nos \u00faltimos 12 meses, o indicador acumula eleva\u00e7\u00e3o de 10,60% e ficou acima dos 10,16% observados no per\u00edodo imediatamente anterior. Em janeiro de 2021, a taxa alcan\u00e7ou 0,27%.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os dos produtos aliment\u00edcios subiram 0,76% em dezembro, indo para 1,08% em janeiro. Os n\u00e3o aliment\u00edcios tiveram alta menos intensa que a do m\u00eas anterior e sa\u00edram de 0,72% em dezembro para 0,54% em janeiro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no INPC, Porto Alegre (-0,52%) foi a \u00fanica das \u00e1reas pesquisadas com varia\u00e7\u00e3o negativa no primeiro m\u00eas de 2022. Aracaju tamb\u00e9m foi a maior varia\u00e7\u00e3o (0,96%), influenciada pelas altas no tomate (34,90%) e nas frutas (7,22%). Na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre a queda foi resultado, principalmente, dos recuos da energia el\u00e9trica (-6,62%) e da gasolina (-6,20%).<\/p>\n<h2>Indicadores<\/h2>\n<p>Segundo o IBGE, o IPCA abrange as fam\u00edlias com rendimentos de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, e o INPC as fam\u00edlias com rendimentos de 1 a 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, residentes nas regi\u00f5es metropolitanas de Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba e Porto Alegre, al\u00e9m do Distrito Federal, Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o caiu para 0,54% em janeiro. No m\u00eas anterior, tinha ficado em 0,73%. 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