{"id":194735,"date":"2022-02-08T19:25:10","date_gmt":"2022-02-08T22:25:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=194735"},"modified":"2022-02-08T19:25:10","modified_gmt":"2022-02-08T22:25:10","slug":"cooperativas-virtuais-beneficiam-produtores-do-sul-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=194735","title":{"rendered":"Cooperativas \u201cvirtuais\u201d beneficiam produtores do Sul de Minas"},"content":{"rendered":"<p>As cooperativas \u201cvirtuais\u201d est\u00e3o em expans\u00e3o no Sul de Minas. Apesar de serem conhecidas dessa forma entre os pecuaristas, elas n\u00e3o t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o direta com o mundo on-line. S\u00e3o cooperativas juridicamente constitu\u00eddas, mas sem uma base f\u00edsica ou quadro de funcion\u00e1rios. O modelo funciona bem h\u00e1 mais de 11 anos em Silvian\u00f3polis, onde existem duas cooperativas nesse formato, a Cooperativa de Produtores de Leite de Silvian\u00f3polis (Cooplesil) e a Cooperativa de Produtores de Leite Santana (Coopersanta).<\/p>\n<p>A Cooplesil foi fundada em 2010 e atualmente tem 69 produtores cooperados, que produzem cerca de 550 mil litros de leite por m\u00eas. J\u00e1 a Coopersanta, criada em 2015, tem 43 cooperados e uma produ\u00e7\u00e3o mensal aproximada de 330 mil litros. \u201cTudo come\u00e7ou com uma associa\u00e7\u00e3o. Os pecuaristas se juntaram para vender em conjunto, mas a estrutura jur\u00eddica de associa\u00e7\u00e3o tem muitas limita\u00e7\u00f5es e da\u00ed eles decidiram migrar para a cooperativa, que \u00e9 um formato organizacional mais eficiente para esse prop\u00f3sito\u201d, afirma o t\u00e9cnico local da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.emater.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Emater-MG<\/a>, Daniel de Oliveira.<\/p>\n<p>O modelo tem dado bastante certo na regi\u00e3o e at\u00e9 foi criado um bra\u00e7o da Cooplesil em Turvol\u00e2ndia, tamb\u00e9m no Sul de Minas. O munic\u00edpio de Cordisl\u00e2ndia, na mesma regi\u00e3o, tamb\u00e9m tem uma cooperativa virtual. O coordenador t\u00e9cnico regional da Emater-MG em Alfenas, Marcelo Martins, diz que o formato oferece v\u00e1rios benef\u00edcios para os pecuaristas. \u201cO principal benef\u00edcio que um grupo tem \u00e9 a sua uni\u00e3o e, da forma virtual, os custos s\u00e3o muito menores. Voc\u00ea tem o benef\u00edcio de fazer as compras e as vendas em conjunto, mas sem o custo de uma estrutura f\u00edsica\u201d, argumenta Martins.<\/p>\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o de custos<\/strong><\/p>\n<p>O coordenador explica que o leite \u00e9 vendido de forma coletiva e a coleta \u00e9 feita individualmente pelas empresas compradoras na propriedade de cada cooperado.<\/p>\n<p>&#8220;Como a negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de forma conjunta, o grupo consegue um valor maior pelo litro de leite. Al\u00e9m da venda, o mesmo benef\u00edcio de ter uma escala maior acontece na compra dos insumos, seja adubos, minerais ou concentrados, que pesam muito no custo do litro de leite produzido. Individualmente, o produtor n\u00e3o tem capacidade de comprar por um pre\u00e7o mais baixo, mas a cooperativa tem condi\u00e7\u00f5es de fechar um contrato para v\u00e1rios meses de fornecimento e assim pagar bem menos\u201d, explica Marcelo Martins.<\/p>\n<p>A possibilidade de ter acesso a produtos (polpa c\u00edtrica, caro\u00e7o de algod\u00e3o etc.) que s\u00e3o fontes de energia mais baratos para a alimenta\u00e7\u00e3o do rebanho, e n\u00e3o dispon\u00edveis normalmente no varejo, tamb\u00e9m ajuda na redu\u00e7\u00e3o dos custos dos pecuaristas. A cooperativa compra cargas fechadas, muitas vezes em locais distantes. A estrutura coletiva tamb\u00e9m reduz o risco de interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento de insumos, que foram bastante frequentes na pandemia. \u201cAs cooperativas virtuais t\u00eam diversas vantagens e custos muito pequenos, que s\u00e3o basicamente o contador e impostos\u201d, salienta o t\u00e9cnico da Emater em Silvian\u00f3polis.<\/p>\n<p>O coordenador regional da Emater-MG conta que, no Sul de Minas, muitas cooperativas grandes e com uma base f\u00edsica onerosa acabaram se extinguindo. Na opini\u00e3o dele, as organiza\u00e7\u00f5es virtuais permitem uma retomada do cooperativismo e s\u00f3 tendem a aumentar no estado. \u201cNos \u00faltimos anos, com a pandemia, boa parte das empresas no mundo viram que n\u00e3o tinham necessidade de dispor de espa\u00e7os f\u00edsicos para o neg\u00f3cio funcionar. Da mesma forma, as cooperativas virtuais s\u00e3o uma \u00f3tima alternativa para fortalecer os agricultores, mas com estrutura leve e enxuta\u201d, diz Marcelo Martins.<\/p>\n<p>A Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) \u00e9 vinculada \u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.agricultura.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Seapa)<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cooperativas \u201cvirtuais\u201d est\u00e3o em expans\u00e3o no Sul de Minas. Apesar de serem conhecidas dessa forma entre os pecuaristas, elas n\u00e3o t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o direta com o mundo on-line. S\u00e3o cooperativas juridicamente constitu\u00eddas, mas sem uma base f\u00edsica ou quadro de funcion\u00e1rios. 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