{"id":194597,"date":"2022-02-04T15:23:21","date_gmt":"2022-02-04T18:23:21","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=194597"},"modified":"2022-02-04T15:23:21","modified_gmt":"2022-02-04T18:23:21","slug":"indicadores-industriais-mostram-desaceleracao-no-segundo-semestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=194597","title":{"rendered":"Indicadores Industriais mostram desacelera\u00e7\u00e3o no segundo semestre"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria brasileira registrou crescimento nos \u00edndices de emprego, faturamento e utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada em 2021. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, no entanto, destaca que o bom resultado tem, como base de compara\u00e7\u00e3o 2020, ano at\u00edpico e com \u201cdesempenho excessivamente fraco\u201d em decorr\u00eancia da pandemia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1440408&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1440408&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>\u201cApesar do avan\u00e7o verificado na compara\u00e7\u00e3o anual, h\u00e1 desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de crescimento do emprego, tend\u00eancia de queda do faturamento e da utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada no segundo semestre de 2021\u201d, detalha a CNI por meio do levantamento Indicadores Industriais, divulgado\u00a0hoje\u00a0(4).<\/p>\n<p>Os indicadores registram alta de 3,7% no faturamento da ind\u00fastria de 2021, na compara\u00e7\u00e3o com 2020. Em dezembro, no entanto, esse indicador apresentou uma queda de 0,3% na s\u00e9rie livre de efeitos sazonais. \u201cEsse aumento se deve ao patamar elevado em que o faturamento come\u00e7ou o ano, uma vez que o indicador registrou quedas sucessivas ao longo dos meses\u201d, explica a CNI.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, em dezembro de 2021, o faturamento estava 7,5% abaixo do registrado no mesmo m\u00eas de 2020. No acumulado de 2021, o faturamento foi 5% menor do que o\u00a0de fevereiro\u00a0de 2020, antes da chegada da pandemia de covid-19 ao pa\u00eds, detalha o estudo.<\/p>\n<p>Ainda segundo os Indicadores Industriais, a massa salarial real e sobretudo o rendimento m\u00e9dio real, pressionados pela infla\u00e7\u00e3o, seguiram em queda na maior parte de 2021.<\/p>\n<p>Os indicadores divulgados\u00a0hoje\u00a0fecham os dados obtidos ao longo de 2021. O levantamento revela que os pontos que contribu\u00edram para o recuo no segundo semestre v\u00e3o al\u00e9m dos efeitos da persist\u00eancia da pandemia de covid-19, abrangendo tamb\u00e9m \u201co desarranjo das cadeias de suprimentos, que contribuem para que a recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se complete e para que se mantenha o contexto de incerteza e altos custos na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO resultado faz o enceramento do ano de 2021. Na compara\u00e7\u00e3o, temos resultados positivos na compara\u00e7\u00e3o com 2020. Mas \u00e9 preciso lembrar que 2020 foi um ano muito dif\u00edcil para a ind\u00fastria, que praticamente parou por dois meses durante aquele ano, por conta da pandemia. Ent\u00e3o essa compara\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com uma base muito baixa\u201d, resume o gerente de an\u00e1lise econ\u00f4mica da CNI, Marcelo Azevedo.<\/p>\n<h2>Capacidade instalada<\/h2>\n<p>A Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,6 ponto percentual\u00a0de novembro\u00a0para dezembro de 2021. Tendo por base de compara\u00e7\u00e3o dezembro de 2020, o recuo registrado \u00e9 de 0,7 ponto percentual.<\/p>\n<p>A CNI lembra que, em junho de 2021, esse indicador chegou a atingir o patamar de 82,3%, \u201cponto mais alto desde 2014\u201d. No entanto, acabou entrando em uma \u201ctend\u00eancia de queda no segundo semestre, encerrando o ano em 79,6% em dezembro\u201d.<\/p>\n<h2>Massa salarial e rendimento m\u00e9dio<\/h2>\n<p>A massa salarial paga pelo setor industrial caiu 1,2% em dezembro, na compara\u00e7\u00e3o com novembro, na s\u00e9rie dessazonalizada. No acumulado do ano, tendo por base a m\u00e9dia registrada em 2020, o item registrou aumento de 0,7%.<\/p>\n<p>\u201cEsse aumento, no entanto, se deve \u00e0 forte queda observada em 2020 e \u00e0 alta que se concentrou na primeira metade de 2021. Em dezembro de 2021, a massa salarial se encontra 1,2% abaixo do \u00edndice\u00a0de dezembro\u00a0de 2020 e 4,8% abaixo do registrado em fevereiro de 2020\u201d, explica a CNI.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real do trabalhador manteve a \u201ctend\u00eancia de queda\u201d, diz o levantamento, ao registrar diminui\u00e7\u00e3o de\u00a01,4% de novembro para\u00a0dezembro de 2021, na s\u00e9rie livre de efeitos sazonais. Na compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia registrada em 2020, a queda registrada \u00e9 de 3,2%<\/p>\n<p>\u201cA queda no rendimento m\u00e9dio provocada pela pandemia de covid-19 em 2020 foi seguida de uma recupera\u00e7\u00e3o, verificada at\u00e9 setembro, mas que posteriormente foi corro\u00edda ao longo dos meses\u201d, diz o levantamento ao observar que o n\u00edvel observado em dezembro \u201c\u00e9 pr\u00f3ximo \u2013 apenas 1,4% acima \u2013 do ponto mais cr\u00edtico da pandemia, de maio de 2020\u201d.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o\u00a0de dezembro\u00a0de 2021 com o mesmo m\u00eas de 2020, o recuo observado \u00e9 de -4,7%.<\/p>\n<h2>Horas trabalhadas e emprego<\/h2>\n<p>J\u00e1 o indicador referente a \u201choras trabalhadas na produ\u00e7\u00e3o\u201d apresentou\u00a0alta de 3,3% em dezembro, acumulando avan\u00e7o de 9,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2020.<\/p>\n<p>O volume de horas trabalhadas caiu ao longo do primeiro semestre, mas voltou a registrar altas consistentes nos \u00faltimos tr\u00eas meses do ano. Dessa forma, a compara\u00e7\u00e3o entre dezembro de 2021 e o mesmo m\u00eas de 2020 indica alta de 1,4%.<\/p>\n<p>\u201cVale notar que o patamar\u00a0de dezembro\u00a0\u00e9 superior ao registrado antes da pandemia: na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 2020, as horas trabalhadas na produ\u00e7\u00e3o aumentam 4,3%\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O emprego na ind\u00fastria ficou est\u00e1vel no m\u00eas\u00a0de dezembro, mas encerrou 2021 com avan\u00e7o de 4,1% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. De acordo com a CNI, o crescimento ocorreu \u201cessencialmente no primeiro semestre\u201d.<\/p>\n<p>O segundo semestre foi marcado pela estabilidade. Entre janeiro e junho, o \u00edndice relativo a emprego subiu 3,2%. Entre julho e dezembro, o avan\u00e7o ficou em 0,5%. Tendo por base de compara\u00e7\u00e3o dezembro de 2020, o \u00faltimo m\u00eas de 2021apresentou crescimento de 3,6%.<\/p>\n<h2>Dezembro<\/h2>\n<p>\u201cO resultado\u00a0de dezembro\u00a0foi negativo para muitas vari\u00e1veis. Ele consolida o que a gente vinha percebendo nos \u00faltimos indicadores, de uma desacelera\u00e7\u00e3o da atividade industrial no segundo semestre. O ano tinha come\u00e7ado bem para a ind\u00fastria, mas foi perdendo for\u00e7a. Isso se intensificou no segundo semestre, consolidando agora com esse resultado\u00a0de dezembro, com acelera\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia de queda do faturamento e de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada. O emprego que vinha crescendo na primeira metade do ano parou de crescer, consolidando ent\u00e3o esse cen\u00e1rio\u201d, conclui o gerente da CNI.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria brasileira registrou crescimento nos \u00edndices de emprego, faturamento e utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada em 2021. 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