{"id":193214,"date":"2022-01-04T14:46:14","date_gmt":"2022-01-04T17:46:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=193214"},"modified":"2022-01-04T14:46:14","modified_gmt":"2022-01-04T17:46:14","slug":"superavit-da-balanca-comercial-bate-recorde-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=193214","title":{"rendered":"Super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial bate recorde em 2021"},"content":{"rendered":"<p>Beneficiada pela acelera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o das\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0(bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional), a balan\u00e7a comercial encerrou 2021 com recorde. No ano passado, o Brasil exportou US$ 61,01 bilh\u00f5es a mais do que importou, o melhor resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1989.<\/p>\n<p>O resultado representa crescimento de 21,1% em rela\u00e7\u00e3o ao super\u00e1vit comercial de US$ 50,39 bilh\u00f5es registrado em 2020. Em rela\u00e7\u00e3o ao recorde anterior, registrado em 2017, houve crescimento de 8,9%. Naquele ano, o Brasil tinha exportado US$ 56,04 bilh\u00f5es a mais do que tinha importado.<\/p>\n<p>Apesar do recorde, o n\u00famero final ficou abaixo das estimativas do Minist\u00e9rio da Economia. A pasta previa que o super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial encerraria 2021 em\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2021-10\/ministerio-diminui-para-us-709-bi-projecao-de-superavit-comercial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">US$ 70,9 bilh\u00f5es<\/a>. O resultado final, no entanto, ficou acima da previs\u00e3o do boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, que projetava super\u00e1vit de US$ 59,15 bilh\u00f5es no ano passado.<\/p>\n<p>No ano passado, as exporta\u00e7\u00f5es bateram recorde. O Brasil vendeu para o exterior US$ 280,39 bilh\u00f5es, com alta de 34% em rela\u00e7\u00e3o a 2020 pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria. O recorde anterior havia sido registrado em 2011, quando o pa\u00eds tinha exportado US$ 253,67 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Impulsionadas pela recupera\u00e7\u00e3o da economia e pela alta do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo, as importa\u00e7\u00f5es cresceram mais. No ano passado, o Brasil importou US$ 219,39 bilh\u00f5es, com alta de 38,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2020, tamb\u00e9m pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria. Apesar do crescimento, o valor importado foi o quinto maior da hist\u00f3ria, sendo superado pelos montantes registrados em 2013 (recorde de US$ 241,5 bilh\u00f5es), 2014, 2011 e 2012.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1435034&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1435034&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p><strong>Dezembro<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro, o saldo da balan\u00e7a comercial ficou positivo em US$ 3,948 bilh\u00f5es. O super\u00e1vit aumentou 39,3% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 2020 pela m\u00e9dia di\u00e1ria. Mesmo assim, o resultado est\u00e1 longe do recorde mensal de US$ 5,617 bilh\u00f5es registrado em dezembro de 2018.<\/p>\n<p>Tanto as exporta\u00e7\u00f5es como as importa\u00e7\u00f5es bateram recorde em dezembro. No m\u00eas passado, as vendas para o exterior somaram US$ 24,37 bilh\u00f5es, alta de 26,3% sobre dezembro de 2020 pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria. As importa\u00e7\u00f5es totalizaram US$ 15,749 bilh\u00f5es, alta de 26% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Produtos<\/strong><\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o por produtos, a valoriza\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0impulsionou as exporta\u00e7\u00f5es em 2021. No ano passado, o volume de mercadorias embarcadas subiu apenas 3,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2020. Os pre\u00e7os subiram, em m\u00e9dia, 28,3% na mesma compara\u00e7\u00e3o, com destaque para min\u00e9rio de ferro, que ficou 64,9% mais caro; petr\u00f3leo bruto (+58,9%) e soja (+30,3%).<\/p>\n<p>Por causa da quebra na safra de milho, afetada pela seca e pelas geadas, as exporta\u00e7\u00f5es do produto ca\u00edram 27,5% em 2021 na compara\u00e7\u00e3o com 2020. A quantidade embarcada caiu 40,6%, enquanto o pre\u00e7o subiu 21,9%. Em rela\u00e7\u00e3o aos a\u00e7\u00facares e mela\u00e7os, que tamb\u00e9m enfrentaram problemas de safra, as exporta\u00e7\u00f5es subiram 4,8%. A quantidade vendida caiu 11%, mas o pre\u00e7o aumentou 17,7%.<\/p>\n<p>A suspens\u00e3o das compras de carne bovina pela China, que vigorou em boa parte do segundo semestre, fez a quantidade vendida cair 7% em 2021. O pre\u00e7o, no entanto, subiu 18,9% em todo o ano passado, fazendo o valor final das exporta\u00e7\u00f5es registrar alta de 7%.<\/p>\n<p><strong>Estimativa<\/strong><\/p>\n<p>Para 2022, o governo prev\u00ea super\u00e1vit de US$ 79,4 bilh\u00f5es, valor parecido com o deste ano. A estimativa j\u00e1 considera a nova metodologia de c\u00e1lculo da balan\u00e7a comercial. As proje\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus projeta super\u00e1vit de US$ 55 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Em abril do ano passado, o Minist\u00e9rio da Economia\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2021-04\/superavit-comercial-de-2021-sobe-quase-cinco-vezes-com-novo-calculo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mudou o c\u00e1lculo da balan\u00e7a comercial<\/a>. Entre as principais altera\u00e7\u00f5es, est\u00e3o a exclus\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es fict\u00edcias de plataformas de petr\u00f3leo. Nessas opera\u00e7\u00f5es, plataformas de petr\u00f3leo que jamais sa\u00edram do pa\u00eds eram contabilizadas como exporta\u00e7\u00e3o, ao serem registradas em subsidi\u00e1rias da Petrobras no exterior, e como importa\u00e7\u00e3o, ao serem registradas no Brasil.<\/p>\n<p>Outras mudan\u00e7as foram a inclus\u00e3o, nas importa\u00e7\u00f5es, da energia el\u00e9trica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilh\u00e3o por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria a importa\u00e7\u00f5es usadas para produ\u00e7\u00e3o de bens que ser\u00e3o exportados. Toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beneficiada pela acelera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o das\u00a0commodities\u00a0(bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional), a balan\u00e7a comercial encerrou 2021 com recorde. No ano passado, o Brasil exportou US$ 61,01 bilh\u00f5es a mais do que importou, o melhor resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1989. 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