{"id":193125,"date":"2021-12-31T16:28:30","date_gmt":"2021-12-31T19:28:30","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=193125"},"modified":"2021-12-31T16:28:30","modified_gmt":"2021-12-31T19:28:30","slug":"retrospectiva-2021-brasil-faz-historia-na-olimpiada-de-toquio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=193125","title":{"rendered":"Retrospectiva 2021: Brasil faz hist\u00f3ria na Olimp\u00edada de T\u00f3quio"},"content":{"rendered":"<p>A capital japonesa foi palco, em 2021, de um feito hist\u00f3rico do esporte ol\u00edmpico brasileiro. Na edi\u00e7\u00e3o dos Jogos de 2020, disputada nesse ano por causa da pandemia do novo coronav\u00edrus (covid-19), o Time Brasil faturou 21 medalhas. Foram sete ouros (igualando o recorde da edi\u00e7\u00e3o de 2016 no Rio de Janeiro), seis pratas e oito bronzes. Total que representou a melhor campanha verde e amarela nos 125 anos de hist\u00f3ria dos Jogos Ol\u00edmpicos da era moderna, desde a edi\u00e7\u00e3o inaugural em Atenas 1896.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1433687&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1433687&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>As conquistas levaram o Brasil ao 12\u00ba lugar no quadro de medalhas e ao p\u00f3dio em 13 modalidades. O desempenho feminino colaborou de forma decisiva para o sucesso nacional. De forma in\u00e9dita, as brasileiras conquistaram 3 ouros em uma edi\u00e7\u00e3o e totalizaram 9 p\u00f3dios (foram ainda 4 pratas e 2 bronzes). Ao todo, 42,3% dos p\u00f3dios verde e amarelos vieram de atletas do sexo feminino. A marca mais expressiva anteriormente era de 41,2% das conquistas, obtida em Pequim 2008 (2 ouros, 1 prata e 4 bronzes).<\/p>\n<p>A prata de Rayssa Leal, no skate, foi uma das conquistas mais emblem\u00e1ticas. Aos 13 anos, a Fadinha ignorou a press\u00e3o de estar na estreia da modalidade em Olimp\u00edadas e deu um verdadeiro show, ficando atr\u00e1s apenas da anfitri\u00e3 Momiji Nishiya na pista do Complexo Ariake.<\/p>\n<p>Outra brasileira que fez hist\u00f3ria em T\u00f3quio foi Rebeca Andrade. A paulista de Guarulhos foi espetacular no Centro de Gin\u00e1stica de Ariake. Com o ouro no salto, e a prata no individual geral, ela faturou as primeiras medalhas do pa\u00eds no naipe feminino da modalidade em Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 Mayra Aguiar alcan\u00e7ou o bronze na categoria at\u00e9 78 kg do jud\u00f4 e se tornou a primeira mulher brasileira a ser dona de tr\u00eas medalhas na hist\u00f3ria dos Jogos em modalidades individuais. Por outro lado, a dupla Laura Pigossi e Luisa Stefani talvez tenha sido a respons\u00e1vel pela medalha mais improv\u00e1vel do Time Brasil no Jap\u00e3o. Elas conseguiram a vaga para participar dos Jogos na data limite (16 de julho), ap\u00f3s a desist\u00eancia de outras duplas. E, depois, foram derrubando v\u00e1rias advers\u00e1rias consideradas favoritas at\u00e9 chegarem \u00e0 decis\u00e3o do bronze contra as russas Elena Vesnina e Veronika Kudermetova. Na quadra n\u00famero 1 do Ariake Tennis Park, as paulistas fizeram 2 a 1 de virada e colocaram o Brasil pela primeira vez no p\u00f3dio da modalidade.<\/p>\n<p>Se a conquista das tenistas n\u00e3o era esperada, o bicampeonato de Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX n\u00e3o surpreendeu ningu\u00e9m. Ap\u00f3s faturarem o ouro no Rio de Janeiro e em T\u00f3quio, as velejadoras ingressaram na seleta lista de bicampe\u00e3s, que tem as jogadoras de v\u00f4lei Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline Carvalho, Paula Pequeno, Sheilla Castro e Thaisa, campe\u00e3s nos Jogos de 2018 (Pequim) e de 2012 (Londres).<\/p>\n<p>Outra medalha cercada por uma hist\u00f3ria sensacional foi o ouro da maratonista aqu\u00e1tica Ana Marcela Cunha. Antes de T\u00f3quio, ela j\u00e1 estava entre as maiores atletas da hist\u00f3ria da modalidade, tendo no curr\u00edculo conquistas como quatro ouros em Mundiais e 18 t\u00edtulos em Copas do Mundo. Mas faltava a medalha ol\u00edmpica. Em Pequim e no Rio de Janeiro, ela ficou fora do p\u00f3dio. Por\u00e9m, no Jap\u00e3o a brasileira n\u00e3o deu chance para nenhuma advers\u00e1ria e foi dominante no circuito de 10 quil\u00f4metros montado na Marina de Odaiba, fechando a prova em 1h59min30s8.<\/p>\n<p>Outras duas pratas fecharam as conquistas das mulheres do Brasil em T\u00f3quio. Na categoria at\u00e9 60 kg do boxe, Bia Ferreira foi superada apenas na final pela irlandesa Kellie Harrington. J\u00e1 a sele\u00e7\u00e3o feminina de v\u00f4lei acabou perdendo na decis\u00e3o para o time dos Estados Unidos por 3 sets a 0 (25\/21, 25\/20 e 25\/14) e ficou com o vice-campeonato. A campanha marcou a despedida da sele\u00e7\u00e3o de, pelo menos, duas atletas: a ponteira Fernanda Garay e a l\u00edbero Camila Brait. Mas, por outro lado, apresentou no palco ol\u00edmpico novos talentos como as estreantes em Jogos Rosamaria, Ana Cristina e Carol.<\/p>\n<p>Entre os homens, foram tr\u00eas ouros em modalidades individuais e outra medalha dourada em esportes coletivos. \u00cdtalo Ferreira deixou para tr\u00e1s todos os concorrentes, entre eles o compatriota Gabriel Medina, e foi o melhor nas \u00e1guas da Praia de Tsurigasaki na estreia da modalidade no programa ol\u00edmpico.<\/p>\n<p>No boxe, na categoria at\u00e9 75 kg, Hebert Souza tamb\u00e9m foi o melhor no Ryogoku Sum\u00f4 Hall. Na canoagem, na prova do C1 1000 metros, o baiano Isaquias Queiroz conquistou o bicampeonato ol\u00edmpico nas \u00e1guas da Sea Forest Waterway.<\/p>\n<p>Liderada pelo t\u00e9cnico Andr\u00e9 Jardine, a equipe brasileira de futebol masculino faturou o bicampeonato com quatro vit\u00f3rias e dois empates. Na decis\u00e3o, o time verde e amarelo ganhou da Espanha por 2 a 1 na prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 as pratas dos homens brasileiros vieram do skate. Kelvin Hoefler, na modalidade street, foi ao p\u00f3dio atr\u00e1s apenas do japon\u00eas Yuto Horigome e faturou a primeira medalha do Time Brasil em T\u00f3quio. A terceira e \u00faltima conquista brasileira no Centro de Esportes Urbanos de Ariake, local das disputas do skate, veio com Pedro Barros na modalidade park.<\/p>\n<p>Enquanto isso, seis atletas brasileiros voltaram do Jap\u00e3o com medalhas de bronze. Na primeira edi\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica, Daniel Cargnin, na categoria meio-leve (at\u00e9 66 kg), foi ao p\u00f3dio e ganhou a segunda medalha do Time Brasil em T\u00f3quio. No Centro Aqu\u00e1tico da capital japonesa, Bruno Fratus cravou 21s57 nos 50 metros livre, a prova mais r\u00e1pida da nata\u00e7\u00e3o. O americano Caleb Dressel foi ouro, com o tempo de 21s07, novo recorde ol\u00edmpico, e o franc\u00eas Florent Manaudou levou a prata, com 21s55. O outro bronze foi do ga\u00facho Fernando Scheffer. Na prova dos 200 metros livres, o nadador do Minas T\u00eanis Clube ficou atr\u00e1s apenas dos brit\u00e2nicos Thomas Dean e Duncan Scott.<\/p>\n<p>O est\u00e1dio Ol\u00edmpico foi palco de outras duas conquistas. Uma saiu nas provas de campo, o bronze do Thiago Braz no salto com vara. Na pista, Alison dos Santos deu show nos 400 metros com barreiras conquistando a primeira medalha nacional nesse tipo de prova desde o bronze de Robson Caetano nos 200 metros rasos em Seul 1988.<\/p>\n<p>O outro bronze da delega\u00e7\u00e3o nacional foi conquistado no boxe. Na categoria peso pesado, Abner Teixeira acabou superado pelo cubano Julio la Cruz na semifinal e, como n\u00e3o h\u00e1 disputa pelo terceiro lugar na modalidade, o pugilista garantiu o bronze. Essa foi a primeira medalha da equipe nacional na modalidade no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capital japonesa foi palco, em 2021, de um feito hist\u00f3rico do esporte ol\u00edmpico brasileiro. Na edi\u00e7\u00e3o dos Jogos de 2020, disputada nesse ano por causa da pandemia do novo coronav\u00edrus (covid-19), o Time Brasil faturou 21 medalhas. Foram sete ouros (igualando o recorde da edi\u00e7\u00e3o de 2016 no Rio de Janeiro), seis pratas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":246,"featured_media":193126,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,257,439],"tags":[],"class_list":["post-193125","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-esporte","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/246"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=193125"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":193128,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193125\/revisions\/193128"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/193126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=193125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=193125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=193125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}