{"id":192133,"date":"2021-12-09T14:54:46","date_gmt":"2021-12-09T17:54:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=192133"},"modified":"2021-12-09T14:54:46","modified_gmt":"2021-12-09T17:54:46","slug":"produtos-da-biomassa-representaram-9-da-energia-eletrica-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=192133","title":{"rendered":"Produtos da biomassa representaram 9% da energia el\u00e9trica em 2018"},"content":{"rendered":"<p>Em 2018, a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica proveniente dos produtos energ\u00e9ticos da biomassa foi 54,4 mil gigawatt-hora (GWh), o que representou 9% de toda a energia el\u00e9trica produzida no Brasil. Os dois insumos naturais mais utilizados para a gera\u00e7\u00e3o desse tipo de eletricidade foram a biomassa da cana e a lix\u00edvia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1431115&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1431115&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o das Contas Econ\u00f4micas Ambientais da Energia: Produtos da Biomassa, divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A soma do valor de produ\u00e7\u00e3o dos quatro principais produtos energ\u00e9ticos da biomassa (\u00e1lcool, o biodiesel, o carv\u00e3o vegetal e a lenha) totalizou R$ 84 bilh\u00f5es, correspondendo a 0,7% do valor bruto da produ\u00e7\u00e3o total da economia para o mesmo ano. O \u00e1lcool teve o maior peso, com 73,9% do valor bruto da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 resultado de uma coopera\u00e7\u00e3o entre o IBGE e a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), com o apoio, em seus est\u00e1gios iniciais, da Ag\u00eancia Internacional de Coopera\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (GIZ GmbH), por interm\u00e9dio do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. O estudo traz informa\u00e7\u00f5es sobre os recursos e usos dos produtos energ\u00e9ticos da biomassa no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de um importante instrumento para demonstrar os fluxos de recursos e usos dos insumos naturais e produtos energ\u00e9ticos entre o meio ambiente e a economia, tanto nos aspectos f\u00edsicos quanto nos monet\u00e1rios\u201d, disse, em nota, o gerente da pesquisa Michel Lapip.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o nacional dos insumos naturais energ\u00e9ticos da biomassa foi 91,3 milh\u00f5es em 2018. Este valor representa cerca de 30% do total da produ\u00e7\u00e3o nacional prim\u00e1ria dos produtos energ\u00e9ticos do Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional, elaborado pela EPE.<\/p>\n<p>Entre os insumos est\u00e3o a biomassa da cana (baga\u00e7o, mela\u00e7o e caldo de cana); a lenha; a lix\u00edvia; e outros energ\u00e9ticos da biomassa como o biog\u00e1s, a biomassa e os \u00f3leos vegetais. Os dois mais utilizados foram a biomassa da cana (62,2%), vindo essencialmente do baga\u00e7o, e a lix\u00edvia (27%).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, de 2015 a 2018, o crescimento m\u00e9dio dos insumos naturais energ\u00e9ticos da biomassa foi de 1,4%. A produ\u00e7\u00e3o do biodiesel foi a que teve o maior crescimento m\u00e9dio no per\u00edodo (10,7%), seguida pela de lix\u00edvia (6,5%) e pela do \u00e1lcool (3,0%). A lenha tamb\u00e9m teve aumento (0,9%).<\/p>\n<p><strong>Aumento do consumo de lenha<\/strong><\/p>\n<p>O uso da lenha\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0pelas fam\u00edlias apresentou crescimento m\u00e9dio de 3,7% de 2015 para 2018, quando atingiu 112,1 quilos por habitante. J\u00e1 o consumo\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0de \u00e1lcool pelas fam\u00edlias caiu 0,8% no per\u00edodo, com 122,4 litros por habitante em 2018. \u201cAs fam\u00edlias utilizam o \u00e1lcool e o biodiesel para transporte e a lenha e o carv\u00e3o para cozinhar e aquecimento\u201d, afirmou Lapip.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s fatias de participa\u00e7\u00f5es no uso dos produtos, o estudo aponta que o \u00e1lcool vem sendo mais usado pelas fam\u00edlias do que pelas atividades econ\u00f4micas. Em 2018, a participa\u00e7\u00e3o do primeiro grupo foi de 82% contra 18% do segundo, atingindo R$ 86,2 bilh\u00f5es e R$ 18,9 bilh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n<p>Por outro lado, a participa\u00e7\u00e3o dos gastos com biodiesel pelas atividades econ\u00f4micas foi 95,6%, atingindo R$ 16,9 bilh\u00f5es enquanto as fam\u00edlias gastaram apenas R$ 786 milh\u00f5es com biodiesel (4,4%).<\/p>\n<p><strong>Produtos da biomassa<\/strong><\/p>\n<p>Os gastos com os produtos energ\u00e9ticos da biomassa pelas fam\u00edlias totalizaram R$ 90,4 bilh\u00f5es em 2018, representando 34,5% das despesas associadas ao total de produtos energ\u00e9ticos, exceto a eletricidade. O gerente da pesquisa explicou a retirada da eletricidade da conta.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um gasto que n\u00e3o conseguimos separar a origem. Quando usamos a eletricidade em nossa casa, n\u00e3o sabemos o quanto dela vem de energia hidr\u00e1ulica ou energia e\u00f3lica, e o quanto vem da energia do baga\u00e7o da cana\u201d, disse Lapip.<\/p>\n<p>Dentre os produtos utilizados, o \u00e1lcool foi o que concentrou a maior parcela desses gastos. Usado principalmente para transporte, ele representou 95,3% dos gastos das fam\u00edlias, atingindo R$ 86,2 bilh\u00f5es em 2018, enquanto o biodiesel representou 0,9% das despesas das fam\u00edlias, com R$ 800 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2018, a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica proveniente dos produtos energ\u00e9ticos da biomassa foi 54,4 mil gigawatt-hora (GWh), o que representou 9% de toda a energia el\u00e9trica produzida no Brasil. 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