{"id":192072,"date":"2021-12-08T19:50:48","date_gmt":"2021-12-08T22:50:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=192072"},"modified":"2021-12-08T19:50:48","modified_gmt":"2021-12-08T22:50:48","slug":"aeb-projeta-queda-das-exportacoes-e-do-superavit-da-balanca-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=192072","title":{"rendered":"AEB projeta queda das exporta\u00e7\u00f5es e do super\u00e1vit da balan\u00e7a em 2022"},"content":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras dever\u00e3o atingir no pr\u00f3ximo ano US$ 262,379 bilh\u00f5es, o que representar\u00e1 queda de 4,7% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 275,316 bilh\u00f5es estimados para 2021. As importa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, poder\u00e3o crescer 4,5% ante os US$ 218,094 bilh\u00f5es projetados para este ano, atingindo US$ 227,855 bilh\u00f5es. A previs\u00e3o, divulgada hoje (8) pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB) para a balan\u00e7a comercial no pr\u00f3ximo ano, indica que o super\u00e1vit poder\u00e1 alcan\u00e7ar US$ 34,524 bilh\u00f5es, com queda de 39,7% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 57,222 bilh\u00f5es estimados para 2021.<\/p>\n<p>De acordo com a AEB, o aumento das importa\u00e7\u00f5es e a queda das exporta\u00e7\u00f5es provocar\u00e3o contribui\u00e7\u00e3o negativa do com\u00e9rcio exterior no c\u00e1lculo do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) de 2022.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do cen\u00e1rio interno de indefini\u00e7\u00e3o com a proximidade das elei\u00e7\u00f5es, o principal fator a afetar a balan\u00e7a comercial brasileira ser\u00e3o as<em>\u00a0commodities<\/em>\u00a0(produtos prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional), cujos pre\u00e7os est\u00e3o muito elevados, mas sem sustenta\u00e7\u00e3o para isso, disse o presidente executivo da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, \u00e0<strong>\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. \u201cOs pre\u00e7os das\u00a0<em>commoditie<\/em>s devem cair em 2022\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os do petr\u00f3leo e do min\u00e9rio de ferro, por exemplo, j\u00e1 est\u00e3o caindo, e a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que, no pr\u00f3ximo ano,tenham redu\u00e7\u00e3o de 18,5% e 34,1%, respectivamente. Quanto \u00e0 soja em gr\u00e3o, cuja previs\u00e3o \u00e9 de expans\u00e3o do pre\u00e7o em torno de 11,8% em 2022, Castro alertou que \u201ca tend\u00eancia \u00e9 que caia alguma coisa\u201d. Juntos, soja, petr\u00f3leo e min\u00e9rio de ferro dever\u00e3o responder por 37,5% das exporta\u00e7\u00f5es totais, o que significa retra\u00e7\u00e3o se comparado ao estimado para 2021 (40,7%). Segundo a AEB, a soja dever\u00e1 ser o produto l\u00edder nacional da pauta de exporta\u00e7\u00e3o, com US$ 45 bilh\u00f5es, o que representar\u00e1 novo recorde.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1430980&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1430980&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p><strong>Importa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es continuam crescendo, devido \u00e0 falta de componentes, cont\u00eaineres e navios, o que obriga as empresas a comprar no exterior. Com isso, muitos produtos t\u00eam tido aumento de pre\u00e7os e\u00a0<em>quantum\u00a0<\/em>(quantidade) significativo nas importa\u00e7\u00f5es. Um deles \u00e9 o g\u00e1s natural, que aumentou 98% em quantidade e 88% em pre\u00e7o. Tamb\u00e9m tiveram altas expressivas adubos (22% em volume e 48% em pre\u00e7o) e medicamentos (15% em quantidade e 52% em pre\u00e7o).<\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 Augusto de Castro, o c\u00e2mbio n\u00e3o ter\u00e1 efeito algum sobre a balan\u00e7a comercial, porque o pa\u00eds j\u00e1 se acostumou com ele em patamar elevado. \u201cTeoricamente, teria algum efeito sobre a exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados, mas, na pr\u00e1tica, a gente v\u00ea que o custo Brasil \u00e9 muito elevado, e o c\u00e2mbio n\u00e3o \u00e9 suficiente para compensar esse fator\u201d.<\/p>\n<p>Na importa\u00e7\u00e3o, onde o c\u00e2mbio alto poderia funcionar como um fator de barreira, Castro explicou que, sem produ\u00e7\u00e3o de diversas mercadorias no mercado dom\u00e9stico, \u201cas empresas s\u00e3o obrigadas a importar ou fechar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ref\u00e9m de commodities<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil continua ref\u00e9m das\u00a0<em>commodities<\/em>, disse Castro, ao destacar que os 15 principais produtos de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds s\u00e3o\u00a0<em>commodities<\/em>. Para o presidente executivo da AEB, ainda vai demorar muito tempo para que os manufaturados assumam a lideran\u00e7a no com\u00e9rcio externo brasileiro. \u201cSem reformas, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de exportar manufaturados\u201d, enfatizou Castro. Ele ressaltou a necessidade da reforma tribut\u00e1ria, dizendo que, sem ela, o pa\u00eds continuar\u00e1 a exportar custos tribut\u00e1rios. \u201cIsso inviabiliza as exporta\u00e7\u00f5es. A curto prazo, n\u00e3o consigo enxergar nada para a exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados\u201d.<\/p>\n<p>Castro lembrou que, no ano 2000, 59% das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil eram produtos manufaturados, de maior valor agregado, e que hoje s\u00e3o apenas 26%. \u201cEssa diferen\u00e7a significa empregos que deixaram de ser gerados internamente e aumento de importa\u00e7\u00e3o. Porque quando a gente deixa de produzir aqui, passa a importar.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras dever\u00e3o atingir no pr\u00f3ximo ano US$ 262,379 bilh\u00f5es, o que representar\u00e1 queda de 4,7% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 275,316 bilh\u00f5es estimados para 2021. As importa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, poder\u00e3o crescer 4,5% ante os US$ 218,094 bilh\u00f5es projetados para este ano, atingindo US$ 227,855 bilh\u00f5es. 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