{"id":190988,"date":"2021-11-12T19:12:27","date_gmt":"2021-11-12T22:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190988"},"modified":"2021-11-12T19:12:27","modified_gmt":"2021-11-12T22:12:27","slug":"ibge-pib-de-22-estados-tem-aumento-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190988","title":{"rendered":"IBGE: PIB de 22 estados tem aumento em 2019"},"content":{"rendered":"<p>Entre as 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, 13 tiveram aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 acima da m\u00e9dia nacional, que foi de 1,2%, alcan\u00e7ando R$7,4 trilh\u00f5es. Ao todo, 22 estados tiveram crescimento naquele ano. Os dados s\u00e3o das Contas Regionais 2019, divulgadas hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1427404&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1427404&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A maior alta no ano foi do Tocantins, que cresceu 5,2%, seguido por Mato Grosso (4,1%), Roraima (3,8%), Santa Catarina (3,8%) e Sergipe (3,6%). Pelo lado das quedas, a maior retra\u00e7\u00e3o ocorreu no Esp\u00edrito Santo (-3,8%). Par\u00e1 (-2,3%), Piau\u00ed (-0,6%) e Mato Grosso do Sul (-0,5%) completam a lista das redu\u00e7\u00f5es e Minas Gerais ficou est\u00e1vel. As demais altas foram abaixo do \u00edndice nacional.<\/p>\n<p>De acordo com a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Po\u00e7a, no Tocantins, que tem 0,5% de participa\u00e7\u00e3o no PIB nacional, o crescimento foi puxado pela silvicultura. \u201cNo Tocantins, o crescimento \u00e9 atrelado \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o em volume de 278,2% na produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura, principalmente na silvicultura, impulsionada em grande medida pela extra\u00e7\u00e3o de madeira em tora de eucalipto. Al\u00e9m disso, houve um crescimento do com\u00e9rcio no per\u00edodo\u201d.<\/p>\n<p>A gerente destaca que o com\u00e9rcio contribuiu para o crescimento do PIB em seis unidades da federa\u00e7\u00e3o em 2019. \u201cDentre essas 13 unidades [que tiveram alta acima da m\u00e9dia nacional], o com\u00e9rcio tem um peso consider\u00e1vel na economia, \u00e9 uma atividade que consta em seis unidades da federa\u00e7\u00e3o entre as duas maiores contribui\u00e7\u00f5es: Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Santa Catarina, Amap\u00e1 e Amazonas. Atividades imobili\u00e1rias [\u00e9 quesito que] aparece em cinco [AP, GO, CE, AL e RN] e a Agricultura em quatro: Mato Grosso, Sergipe, Cear\u00e1 e Alagoas\u201d.<\/p>\n<p>No Mato Grosso, o crescimento da agricultura foi amparado nos cultivos de algod\u00e3o herb\u00e1ceo e de soja na s\u00e9rie hist\u00f3rica, segundo Po\u00e7a. \u201cNa an\u00e1lise de desempenho ao longo da s\u00e9rie 2002-2019, o Mato Grosso continua se destacando com a maior varia\u00e7\u00e3o em volume acumulada entre os entes federativos, um crescimento de 130,4% no per\u00edodo. O desempenho do estado esteve bastante vinculado \u00e0 agropecu\u00e1ria, devido ao cultivo de algod\u00e3o e \u00e0 pecu\u00e1ria no per\u00edodo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Quedas<\/strong><\/p>\n<p>Entre os estados que apresentaram queda no PIB em 2019, no Esp\u00edrito Santo e no Par\u00e1 a retra\u00e7\u00e3o da economia foi vinculada \u00e0s ind\u00fastrias extrativas, com redu\u00e7\u00e3o na extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro. O Piau\u00ed apresentou queda na agricultura e no com\u00e9rcio e repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas. J\u00e1 no Mato Grosso do Sul, houve decr\u00e9scimo na cadeia de produ\u00e7\u00e3o da celulose, al\u00e9m do cultivo de soja e cria\u00e7\u00e3o de bovinos e su\u00ednos.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, Po\u00e7a explica que a estabilidade se deveu \u00e0 retra\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro e da agropecu\u00e1ria, com a bienalidade negativa do caf\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o mineral teve queda de 45,6% em 2019 no estado, ocasionada pelo rompimento da barragem em Brumadinho e pela paralisa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria na opera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias minas por motivos de monitoramento e seguran\u00e7a. Isso foi determinante para a inflex\u00e3o do volume desse grupo de atividades, visto que os demais agregados industriais apresentaram expans\u00e3o no n\u00edvel de atividade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Concentra\u00e7\u00e3o regional<\/strong><\/p>\n<p>O Sudeste, que tem a maior participa\u00e7\u00e3o no PIB nacional, diminuiu de 53,1% para 53%, com a desacelera\u00e7\u00e3o das economias fluminense e capixaba. Na passagem de 2018 para 2019, as regi\u00f5es Norte (0,2 p.p.) e Sul (0,1 p.p.) elevaram suas participa\u00e7\u00f5es, alcan\u00e7ando 5,7% e 17,2%, respectivamente.<\/p>\n<p>Nordeste teve redu\u00e7\u00e3o de 0,1 ponto percentual, respondendo em 2019 por 14,2% das riquezas produzidas no pa\u00eds. O Centro-Oeste se manteve no mesmo patamar de contribui\u00e7\u00e3o para a economia brasileira, com 9,9% do total.<\/p>\n<p>O estado de S\u00e3o Paulo concentra cerca de um ter\u00e7o do PIB nacional, com R$2,35 trilh\u00f5es. Na s\u00e9rie hist\u00f3rica, SP passou de 34,9% da economia brasileira em 2002 para 31,8% em 2019. A gerente da pesquisa destaca que o estado teve crescimento de 1,7% de 2018 para 2019.<\/p>\n<p>\u201cOs maiores acr\u00e9scimos na economia paulista foram no grupo de atividades de servi\u00e7os (2%), entre elas atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados; com\u00e9rcio e repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas e atividades profissionais, cient\u00edficas e t\u00e9cnicas, administrativas e servi\u00e7os complementares\u201d.<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro vem em segundo, com R$779,9 bilh\u00f5es, e em terceiro est\u00e1 Minas Gerais, com PIB de R$ 651,87 bilh\u00f5es. RJ, MG, RS e PR respondem juntos por outro ter\u00e7o do PIB, passando de 33,3% em 2002 para 32,2% em 2019. Os outros 22 estados somados passaram de 31,9% do PIB nacional em 2002 para 36% em 2019.<\/p>\n<p><strong>PIB\u00a0<em>Per Capta<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na an\u00e1lise de PIB\u00a0<em>per capta<\/em>, o Distrito Federal se manteve na frente em 2019, com o valor de R$ 90.742,75, o que representa cerca de 2,6 vezes o valor m\u00e9dio do pa\u00eds, que \u00e9 R$ 35.161,70.<\/p>\n<p>Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, todos os estados das regi\u00f5es Norte e Nordeste t\u00eam o PIB\u00a0<em>per capta<\/em>\u00a0menor do que o nacional, enquanto no Sul todos os estados est\u00e3o acima.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, apenas Goi\u00e1s est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia nacional e, no Sudeste, Esp\u00edrito Santo e Minas Gerais ficam abaixo.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, 13 tiveram aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 acima da m\u00e9dia nacional, que foi de 1,2%, alcan\u00e7ando R$7,4 trilh\u00f5es. 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