{"id":190139,"date":"2021-10-25T20:05:40","date_gmt":"2021-10-25T23:05:40","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190139"},"modified":"2021-10-25T20:05:40","modified_gmt":"2021-10-25T23:05:40","slug":"juros-para-familias-e-empresas-sobem-em-setembro-diz-bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190139","title":{"rendered":"Juros para fam\u00edlias e empresas sobem em setembro, diz BC"},"content":{"rendered":"<p>As taxas de juros est\u00e3o em trajet\u00f3ria de eleva\u00e7\u00e3o e\u00a0fam\u00edlias e empresas pagaram valores mais altos em setembro, de acordo com as Estat\u00edsticas Monet\u00e1rias e de Cr\u00e9dito divulgadas\u00a0hoje\u00a0(25)\u00a0pelo Banco Central (BC). A taxa m\u00e9dia de juros para pessoas f\u00edsicas no cr\u00e9dito livre chegou a 41,3% ao ano, aumento de 0,5 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a agosto e de 3,2 pontos percentuais em 12 meses. Nas contrata\u00e7\u00f5es com empresas, a taxa livre cresceu 0,9 ponto percentual no m\u00eas e 5,6 ponto percentual em 12 meses, alcan\u00e7ando 17,1% ao ano.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1425482&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1425482&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A alta dos juros banc\u00e1rios m\u00e9dios ocorre em um momento de aumento da taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic. Depois de chegar ao menor n\u00edvel da hist\u00f3ria no m\u00eas\u00a0de agosto\u00a0do ano passado, em 2% ao ano, a taxa Selic come\u00e7ou a subir em mar\u00e7o deste ano diante do aumento da infla\u00e7\u00e3o e est\u00e1 em 6,25% ao ano, definida pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC. O colegiado se re\u00fane novamente nesta semana e deve repetir os aumentos promovidos nos \u00faltimos encontros.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento utilizado pelo BC para regular a infla\u00e7\u00e3o. Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os, porque\u00a0os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>O chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, explicou que o\u00a0movimento\u00a0da pol\u00edtica monet\u00e1ria\u00a0acontece tanto para o aumento como para a redu\u00e7\u00e3o. \u201cAno passado, quando se atingiu o pico de redu\u00e7\u00e3o [na Selic] tamb\u00e9m se viu uma redu\u00e7\u00e3o na maior parte das modalidades de juros banc\u00e1rios, chegando em patamares m\u00ednimos em diversas delas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse ambiente macroecon\u00f4mico, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como inadimpl\u00eancia, perspectivas de opera\u00e7\u00f5es, lucro e despesas administrativas. Rocha explicou, por exemplo, que as taxas de inadimpl\u00eancia est\u00e3o est\u00e1veis e em n\u00edveis baixos e n\u00e3o devem estar influenciando as mudan\u00e7as nos juros.<\/p>\n<p>Por outro lado, como as empresas maiores, que t\u00eam risco menor, est\u00e3o crescendo no mercado de capital e reduzindo as contrata\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito no sistema financeiro, outras empresas de maior risco se tornam mais preponderantes na carteira de clientes dos bancos. Ele explicou que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel quantificar esses itens agregados, mas que esse fator de mudan\u00e7a de perfil pode\u00a0ter\u00a0influ\u00eancia no aumento atual das taxas.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito livre<\/strong><\/p>\n<p>No cr\u00e9dito livre para as pessoas f\u00edsicas, o destaque foi para o cart\u00e3o de cr\u00e9dito rotativo, que teve alta de 3,7 pontos percentuais\u00a0no m\u00eas, alcan\u00e7ando 339,5% ao ano. O rotativo \u00e9 o cr\u00e9dito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o e dura 30 dias. Ap\u00f3s o prazo, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida. Nesse caso, no cart\u00e3o parcelado, os juros tamb\u00e9m subiram no m\u00eas: 5,1 pontos percentuais\u00a0para 168,7% ao ano.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m influenciaram o crescimento de juros,\u00a0para\u00a0fam\u00edlias, as taxas do cheque especial, que tiveram\u00a0alta de 3,5 pontos percentuais (128,6% ao ano), e o financiamento para aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, com alta de 1,2 ponto percentual (23,9% ao ano). O\u00a0cr\u00e9dito pessoal n\u00e3o consignado\u00a0registrou queda de 2,7 pontos percentuais, para 77,4% ao ano. Os juros do cr\u00e9dito pessoal consignado variaram positivamente 0,2 ponto percentual no m\u00eas de 18,8% para 19% ao ano.<\/p>\n<p>No cr\u00e9dito livre \u00e0s empresas, o aumento dos juros ocorreu na maioria das modalidades, com destaque para as eleva\u00e7\u00f5es em cheque especial,\u00a07,1 pontos percentuais (333,7 % ao ano); capital de giro superior a 365 dias, 1,6 ponto percentual (17% ao ano); e financiamento para aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, 1,1 ponto percentual (15% ao ano). O financiamento a importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m teve aumento de 2,5 pontos percentuais, para 12,5% ao ano.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito direcionado<\/strong><\/p>\n<p>Essas taxas s\u00e3o do cr\u00e9dito livre, em que os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. J\u00e1 o cr\u00e9dito direcionado tem regras definidas pelo governo, e \u00e9 destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcr\u00e9dito.<\/p>\n<p>No caso do cr\u00e9dito direcionado, a taxa m\u00e9dia para pessoas f\u00edsicas ficou em 7,3% ao ano em setembro, alta de 0,2 ponto percentual no m\u00eas. Para as empresas, a taxa caiu 0,5 ponto percentual para 9,5% ao ano no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>No total, nas contrata\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito livre e direcionado, a taxa m\u00e9dia de juros do Sistema Financeiro Nacional (SFN) registrou aumento de 0,5 ponto percentual no m\u00eas e de 3,5 pontos percentuais em 12 meses, alcan\u00e7ando 21,6% ao ano.<\/p>\n<p><strong>Endividamento<\/strong><\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia (considerados atrasos acima de 90 dias) manteve-se est\u00e1vel pelo quinto m\u00eas consecutivo, em 2,3%,\u00a0nos menores n\u00edveis da hist\u00f3ria. No cr\u00e9dito livre houve estabilidade da inadimpl\u00eancia nos dois segmentos, enquanto no direcionado o segmento de empresas apresentou redu\u00e7\u00e3o de 0,3 ponto percentual.<\/p>\n<p>O endividamento das fam\u00edlias &#8211; rela\u00e7\u00e3o entre o saldo das d\u00edvidas e a renda acumulada &#8211; em 12 meses, ficou em 59,2% em julho, entre os patamares mais altos da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em janeiro de 2005, refletindo o aumento das concess\u00f5es de empr\u00e9stimos. Com a exclus\u00e3o do financiamento imobili\u00e1rio, que pega um montante consider\u00e1vel da renda, ficou em 36,5% no m\u00eas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o comprometimento da renda &#8211; rela\u00e7\u00e3o entre o valor m\u00e9dio para pagamento das d\u00edvidas e a renda m\u00e9dia apurada no per\u00edodo &#8211; ficou em 30,1% naquele m\u00eas. Para esses \u00faltimos dados, h\u00e1 uma defasagem maior do m\u00eas de divulga\u00e7\u00e3o, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) sobre a renda das fam\u00edlias.<\/p>\n<p><strong>Saldo das contrata\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o estoque de todos os empr\u00e9stimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 4,428 trilh\u00f5es, um aumento de 2% em rela\u00e7\u00e3o a agosto. O crescimento em 12 meses da carteira chegou a 16% em setembro. O saldo do cr\u00e9dito correspondeu a 52,9% de todos os bens e servi\u00e7os que o pa\u00eds produz &#8211; o Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito ampliado ao setor n\u00e3o-financeiro, que \u00e9 o cr\u00e9dito dispon\u00edvel para empresas, fam\u00edlias e\u00a0governos independente da fonte (banc\u00e1rio, mercado de t\u00edtulo ou d\u00edvida externa), alcan\u00e7ou R$ 13,076\u00a0trilh\u00f5es, crescendo 1,2% no m\u00eas e 14,7% em 12 meses.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o mensal refletiu, no mercado\u00a0dom\u00e9stico, o crescimento de 2,1% nos empr\u00e9stimos e financiamentos e a queda de 0,8% nos t\u00edtulos de d\u00edvida. J\u00e1 a d\u00edvida externa subiu 4% refletindo a alta cambial de 5,76% no m\u00eas. Na compara\u00e7\u00e3o interanual, o resultado se deve\u00a0principalmente\u00a0\u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da carteira de empr\u00e9stimos do Sistema Financeiro Nacional em 15,8% e de t\u00edtulos p\u00fablicos, em 20,3%.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As taxas de juros est\u00e3o em trajet\u00f3ria de eleva\u00e7\u00e3o e\u00a0fam\u00edlias e empresas pagaram valores mais altos em setembro, de acordo com as Estat\u00edsticas Monet\u00e1rias e de Cr\u00e9dito divulgadas\u00a0hoje\u00a0(25)\u00a0pelo Banco Central (BC). 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