{"id":190133,"date":"2021-10-25T19:59:36","date_gmt":"2021-10-25T22:59:36","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190133"},"modified":"2021-10-25T19:59:36","modified_gmt":"2021-10-25T22:59:36","slug":"falta-de-material-e-custos-impactam-a-industria-da-construcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190133","title":{"rendered":"Falta de material e custos impactam a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pelo quinto trimestre consecutivo, a falta de material da constru\u00e7\u00e3o e o aumento dos custos continuam sendo os principais problemas da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o, segundo a pesquisa Sondagem Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, realizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) com o apoio da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), divulgada hoje (25). Os dois itens foram citados por 54,2% dos empres\u00e1rios entrevistados.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1425523&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1425523&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Apesar de continuar preocupando os empres\u00e1rios, a pesquisa mostra que houve uma pequena redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, quando 55,5% dos entrevistados manifestaram preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de materiais.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros tamb\u00e9m mostram que houve um aumento da preocupa\u00e7\u00e3o do empresariado com a eleva\u00e7\u00e3o da taxa de juros, ganhando for\u00e7a na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano. Enquanto no segundo trimestre menos de 10% dos empres\u00e1rios manifestaram preocupa\u00e7\u00e3o com os juros, no terceiro trimestre esse n\u00famero aumentou para 16%.<\/p>\n<p>De acordo com a CBIC, a alta pode ser comprovada pelo \u00cdndice Nacional de Custo da Constru\u00e7\u00e3o (INCC) para materiais e equipamentos, que acumulou, nos \u00faltimos 12 meses encerrados em setembro, alta de 30,24%, um recorde para o per\u00edodo, na era p\u00f3s-real.<\/p>\n<p>\u201cOs insumos que mais influenciaram esse aumento, segundo o INCC, foram os vergalh\u00f5es e arames de a\u00e7o ao carbono, os tubos e conex\u00f5es de ferro e a\u00e7o e os tubos e conex\u00f5es de PVC. A alta de custos \u00e9 o principal problema da ind\u00fastria, na vis\u00e3o dos empres\u00e1rios\u201d, informou a CBIC.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram ainda que mesmo com a falta de materiais e o aumento dos juros, h\u00e1 uma expectativa do segmento de que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor suba para 5% neste terceiro trimestre, o que seria o maior crescimento dos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n<p>A alta \u00e9 puxada pela melhora no n\u00edvel de atividade da constru\u00e7\u00e3o, que voltou a ficar positivo em setembro, com 50,5 pontos, ap\u00f3s apresentar pequeno recuo em agosto.<\/p>\n<p>A melhora das atividades da constru\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre, o incremento do financiamento imobili\u00e1rio, a demanda consistente, o avan\u00e7o do processo de vacina\u00e7\u00e3o, a desacelera\u00e7\u00e3o do aumento de pre\u00e7os dos materiais de constru\u00e7\u00e3o, mesmo que modesta, e a continuidade de pequenas obras e reformas s\u00e3o algumas das raz\u00f5es que ajudam a justificar a proje\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>Outro indicador que favorece a expectativa \u00e9 o do mercado de trabalho formal da constru\u00e7\u00e3o, que registra resultados positivos nos oito primeiros meses do ano. Nesse per\u00edodo, a constru\u00e7\u00e3o civil gerou 237.985 novos postos de trabalho com carteira assinada.<\/p>\n<p>Com o resultado, o setor fechou agosto com 2,512 milh\u00f5es de trabalhadores com carteira assinada. Esse n\u00famero n\u00e3o era atingido desde novembro de 2015.<\/p>\n<p>Os dados tamb\u00e9m mostram que a Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Operacional (UCO) encerrou o m\u00eas de setembro em 65%, valor que \u00e9 superior a sua m\u00e9dia hist\u00f3rica, de 62%.<\/p>\n<p>Contudo, o crescimento de 5%, aguardado pelo segmento este ano, n\u00e3o indica recupera\u00e7\u00e3o do seu pico de atividades. Mesmo crescendo cerca de 5% este ano, o seu patamar de atividades ainda est\u00e1 baixo, diz o CBIC.<\/p>\n<p>Para que o setor da constru\u00e7\u00e3o volte ao pico de atividades, registrado em 2014, ele precisa manter o crescimento de 5% ao ano at\u00e9 2028. Se a expans\u00e3o m\u00e9dia ficar no patamar de 3% ao ano, a recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel m\u00e1ximo de atividades ficar\u00e1 para 2033.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da CBIC, Jos\u00e9 Carlos Martins, os n\u00fameros mostram que o setor poderia ter um crescimento maior, n\u00e3o fosse a falta de materiais e os aumentos das taxas de juros.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00fameros apresentados comprovam que a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente uma Ferrari com freio puxado. Estamos andando bem, mas poder\u00edamos andar muito mais. Dif\u00edcil achar outro setor que sofreu uma infla\u00e7\u00e3o como o nosso, e o tanto que esse fator inibiu nossa capacidade de contribuir com o crescimento do PIB\u201d, disse.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo quinto trimestre consecutivo, a falta de material da constru\u00e7\u00e3o e o aumento dos custos continuam sendo os principais problemas da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o, segundo a pesquisa Sondagem Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, realizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) com o apoio da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), divulgada hoje (25). 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