{"id":190059,"date":"2021-10-22T14:36:40","date_gmt":"2021-10-22T17:36:40","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190059"},"modified":"2021-10-22T14:36:40","modified_gmt":"2021-10-22T17:36:40","slug":"contas-externas-tem-saldo-negativo-de-us-17-bilhao-em-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=190059","title":{"rendered":"Contas externas t\u00eam saldo negativo de US$ 1,7 bilh\u00e3o em setembro"},"content":{"rendered":"<p>As contas externas tiveram saldo negativo de US$ 1,699 bilh\u00e3o em setembro, informou hoje (22) o Banco Central (BC). No mesmo m\u00eas de 2020, o d\u00e9ficit foi de US$ 346 milh\u00f5es nas transa\u00e7\u00f5es correntes, que s\u00e3o as compras e vendas de mercadorias e servi\u00e7os e transfer\u00eancias de renda com outros pa\u00edses.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1425308&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1425308&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>De acordo com o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, a diferen\u00e7a na compara\u00e7\u00e3o interanual se deve ao resultado do super\u00e1vit comercial que reduziu US$ 1,9 bilh\u00e3o, enquanto os d\u00e9ficits em servi\u00e7os e em renda prim\u00e1ria recuaram US$ 391 milh\u00f5es e US$ 96 milh\u00f5es, respectivamente. \u201cO d\u00e9ficit aumentou, embora permane\u00e7a em patamares baixos\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Em 12 meses, encerrados em setembro, o d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes \u00e9 de US$ 20,702 bilh\u00f5es, 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds), ante o saldo negativo de US$ 19,349 bilh\u00f5es (1,22% do PIB) em setembro de 2021 e d\u00e9ficit de US$ 32,260 bilh\u00f5es (2,09% do PIB) no per\u00edodo equivalente terminado em setembro de 2020.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, a rela\u00e7\u00e3o d\u00e9ficit-PIB em 12 meses se reduziu muito em raz\u00e3o dos efeitos da pandemia nas atividades, mas esse valor de 1,3% t\u00eam se mantido est\u00e1vel nos \u00faltimos tr\u00eas meses. Em 12 meses encerrados em fevereiro de 2020, por exemplo, per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, o d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es foi R$ 69 bilh\u00f5es ou 3,79% do PIB.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos nove primeiros meses do ano, o d\u00e9ficit \u00e9 de US$ 8,082 bilh\u00f5es, contra saldo negativo de US$ 13,303 bilh\u00f5es de janeiro a setembro de 2020.<\/p>\n<p><strong>Balan\u00e7a comercial e servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de bens totalizaram US$ 24,489 bilh\u00f5es em setembro, aumento de 33,9% em rela\u00e7\u00e3o a igual m\u00eas de 2020. As importa\u00e7\u00f5es somaram US$ 22,028 bilh\u00f5es, incremento de 58,2% na compara\u00e7\u00e3o com setembro do ano passado. Com esses resultados, a balan\u00e7a comercial fechou com super\u00e1vit de US$ 2,461 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, ante saldo positivo de US$ 4,365 bilh\u00f5es em setembro de 2020.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, o crescimento das importa\u00e7\u00f5es no m\u00eas se deve \u00e0 nacionaliza\u00e7\u00e3o de equipamentos no \u00e2mbito do Repetro, com valor de US$ 1 bilh\u00e3o. \u201cMesmo se exclu\u00edsse as opera\u00e7\u00f5es do Repetro, mesmo assim as importa\u00e7\u00f5es teriam crescido 51%, permanecendo o crescimento maior que as importa\u00e7\u00f5es. Isso se deve \u00e0 retomada do dinamismo da atividade econ\u00f4mica interna, aumentando d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes\u201d, explicou, destacando o aumento da demanda de residentes por bens importados.<\/p>\n<p>O Repetro \u00e9 o regime aduaneiro especial, que suspende a cobran\u00e7a de tributos federais, de exporta\u00e7\u00e3o e de importa\u00e7\u00e3o de bens que se destinam \u00e0s atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, principalmente as plataformas de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit na conta de servi\u00e7os (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) manteve a trajet\u00f3ria de retra\u00e7\u00e3o mas com d\u00e9ficit menor, com saldo negativo de US$ 1,357 bilh\u00e3o em setembro, ante US$ 1,747 bilh\u00e3o em igual m\u00eas de 2020.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, a rubrica de aluguel de equipamentos foi respons\u00e1vel por mais de 70% da redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit da conta de servi\u00e7os, tamb\u00e9m devido \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de equipamentos associada ao Repetro. \u201cCom a propriedade na m\u00e3o de residentes n\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de pagar aluguel para estrangeiros\u201d, explicou. Na compara\u00e7\u00e3o interanual, houve redu\u00e7\u00e3o de 30,9% nas despesas l\u00edquidas de aluguel de equipamentos, de US$ 890 milh\u00f5es em setembro de 2020 para US$ 615 milh\u00f5es em setembro de 2021.<\/p>\n<p>Em linha com a expans\u00e3o do volume de com\u00e9rcio e aumento das despesas com viagens, as despesas l\u00edquidas de transporte aumentaram na compara\u00e7\u00e3o interanual, de US$ 207 milh\u00f5es em setembro de 2020 para US$ 372 milh\u00f5es no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>No caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 236 milh\u00f5es, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 474 milh\u00f5es, contribuindo para elevar o d\u00e9ficit em servi\u00e7os. Com isso, a conta de viagens fechou o m\u00eas com d\u00e9ficit de US$ 237 milh\u00f5es, ante d\u00e9ficit de US$ 138 milh\u00f5es em setembro de 2020.<\/p>\n<p>De acordo com Rocha, esta \u00e9 uma conta muito afetada pelas restri\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia e pelas taxas de c\u00e2mbio, mas vem se recuperando com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e reabertura dos pa\u00edses, mantendo m\u00e9dia de US$ 200 milh\u00f5es nos \u00faltimos quatro meses. No trimestre anterior, de mar\u00e7o a maio, a m\u00e9dia foi de US$ 125 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda assim, os valores est\u00e3o muito abaixo do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Em 2019, por exemplo, a m\u00e9dia das despesas de brasileiros no exterior foi US$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Rendas<\/strong><\/p>\n<p>Em setembro de 2021, o d\u00e9ficit em renda prim\u00e1ria (lucros e dividendos, pagamentos de juros e sal\u00e1rios) ficou est\u00e1vel, chegando a US$ 3,073 bilh\u00f5es, contra US$ 3,169 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2020. Normalmente, essa conta \u00e9 deficit\u00e1ria, j\u00e1 que h\u00e1 mais investimentos de estrangeiros no Brasil, que remetem os lucros para fora do pa\u00eds, do que de brasileiros no exterior.<\/p>\n<p>No caso dos lucros e dividendos associadas aos investimentos direto e em carteira, houve d\u00e9ficit de US$ 1,961 bilh\u00e3o no m\u00eas passado, tamb\u00e9m em patamar semelhante ao observado em setembro de 2020, que foi US$ 1,915 bilh\u00e3o. As despesas com juros tamb\u00e9m ficaram est\u00e1veis, de US$ 1,266 bilh\u00e3o para US$ 1,128 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o BC, apesar de o resultado l\u00edquido ter permanecido est\u00e1vel, o volume de receitas e despesas est\u00e3o crescendo em rela\u00e7\u00e3o aos patamares muito baixos do ano passado, causados pela pandemia, o que tamb\u00e9m aponta para a normaliza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e recupera\u00e7\u00e3o da lucratividade tanto das empresas estrangeiras no pa\u00eds quanto das subsidi\u00e1rias brasileiras no exterior.<\/p>\n<p>A conta de renda secund\u00e1ria (gerada em uma economia e distribu\u00edda para outra, como doa\u00e7\u00f5es e remessas de d\u00f3lares, sem contrapartida de servi\u00e7os ou bens) teve resultado positivo de US$ 270 milh\u00f5es, contra US$ 206 milh\u00f5es em setembro de 2020.<\/p>\n<p><strong>Investimentos<\/strong><\/p>\n<p>Os ingressos l\u00edquidos em investimentos diretos no pa\u00eds (IDP) somaram US$ 4,495 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, ante US$ 3,424 bilh\u00f5es em setembro de 2020. A totalidade dos ingressos ocorreu em participa\u00e7\u00e3o no capital, US$ 6,001 bilh\u00f5es, como compra de novas empresas e reinvestimentos de lucros. Enquanto isso, as opera\u00e7\u00f5es intercompanhia (como os empr\u00e9stimos da matriz no exterior para a filial no Brasil) tiveram d\u00e9ficit de US$ 1,506 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos 12 meses encerrados em setembro de 2021, o IDP totalizou US$ 50,427 bilh\u00f5es, correspondendo a 3,16% do PIB, em compara\u00e7\u00e3o a US$ 49,356 bilh\u00f5es (3,12% do PIB) no m\u00eas anterior e US$ 54,755 bilh\u00f5es (3,55% do PIB) em setembro de 2020.<\/p>\n<p>Quando o pa\u00eds registra saldo negativo em transa\u00e7\u00f5es correntes, precisa cobrir o d\u00e9ficit com investimentos ou empr\u00e9stimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo \u00e9 o IDP, porque os recursos s\u00e3o aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.<\/p>\n<p>Para o m\u00eas de outubro de 2021, a estimativa do Banco Central para o IDP \u00e9 de ingressos l\u00edquidos de US$ 4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 368,886 bilh\u00f5es em setembro de 2021, redu\u00e7\u00e3o de US$ 1,509 bilh\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. O resultado decorreu de retornos l\u00edquidos de US$ 930 milh\u00f5es em linhas com recompra. Al\u00e9m disso, a receita de juros das reservas atingiu US$ 447 milh\u00f5es em setembro. Por outro lado, houve varia\u00e7\u00f5es negativas de US$ 1,809 bilh\u00e3o e de US$ 1,163 bilh\u00e3o em pre\u00e7os e paridades, respectivamente.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas externas tiveram saldo negativo de US$ 1,699 bilh\u00e3o em setembro, informou hoje (22) o Banco Central (BC). No mesmo m\u00eas de 2020, o d\u00e9ficit foi de US$ 346 milh\u00f5es nas transa\u00e7\u00f5es correntes, que s\u00e3o as compras e vendas de mercadorias e servi\u00e7os e transfer\u00eancias de renda com outros pa\u00edses. De acordo com o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":246,"featured_media":190060,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,440,261],"tags":[],"class_list":["post-190059","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-destaques-do-dia","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/190059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/246"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=190059"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/190059\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":190061,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/190059\/revisions\/190061"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/190060"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=190059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=190059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=190059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}