{"id":186874,"date":"2021-08-13T17:14:06","date_gmt":"2021-08-13T20:14:06","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186874"},"modified":"2021-08-13T17:14:06","modified_gmt":"2021-08-13T20:14:06","slug":"credibilidade-fiscal-permite-juros-menores-diz-presidente-do-bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186874","title":{"rendered":"Credibilidade fiscal permite juros menores, diz presidente do BC"},"content":{"rendered":"<p>O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje (13) que o crescimento da infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds foi influenciado, entre outros fatores, pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real e tamb\u00e9m pelo aumento no pre\u00e7o das\u00a0<em>commodities\u00a0<\/em>(produtos b\u00e1sicos com cota\u00e7\u00e3o internacional).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1418407&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1418407&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>De acordo com Campos Neto, esse movimento inflacion\u00e1rio come\u00e7ou em 2020 e ainda repercute neste ano. O presidente do BC citou, al\u00e9m desses fatores, a crise h\u00eddrica no pa\u00eds, com aumento no pre\u00e7o das bandeiras tarif\u00e1rias, al\u00e9m de efeitos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O mercado financeiro aumentou a\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2021-08\/mercado-financeiro-eleva-projecao-da-inflacao-para-688-este-ano\">proje\u00e7\u00e3o para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA<\/a>) deste ano de 6,79% para 6,88%. A previs\u00e3o para 2021 est\u00e1 acima da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), \u00e9 de 3,75% para este ano, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 de 2,25% e o superior de 5,25%.<\/p>\n<p>Ao avaliar a alta no pre\u00e7o das\u00a0<em>commodities<\/em>, o presidente do BC disse que durante a pandemia de covid-19 houve um aumento natural, uma vez que as pessoas ficaram mais tempo em casa e passaram a consumir mais bens dos que servi\u00e7os, gerando uma alta no pre\u00e7o de produtos e uma diminui\u00e7\u00e3o no valor dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Aux\u00edlio emergencial<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Campos Neto, com a retomada da atividade econ\u00f4mica, h\u00e1 uma tend\u00eancia de que esse balan\u00e7o se equalize. Por\u00e9m, ele disse que outros fatores podem interferir na infla\u00e7\u00e3o e citou o aux\u00edlio emergencial como um deles.<\/p>\n<p>De acordo o presidente do BC, o aux\u00edlio trouxe um \u201cchoque de demanda\u201d que se transformou em consumo e impactou a infla\u00e7\u00e3o de curto prazo, o que influiu na decis\u00e3o do BC de elevar a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, definida atualmente em 5,25% ao ano.<\/p>\n<p>\u201cEsse movimento de curto prazo teve algum alastramento [na infla\u00e7\u00e3o]. Ent\u00e3o, entendemos que era necess\u00e1rio um movimento de ajuste para que essa infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o contamine o ambiente inflacion\u00e1rio e n\u00e3o desancore as expectativas\u201d, disse ao participar do 4\u00ba Encontro Folha Business, transmitido pela internet.<\/p>\n<p><strong>Equil\u00edbrio fiscal<\/strong><\/p>\n<p>Ao falar sobre a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds, o presidente do BC disse que alguns setores como o de servi\u00e7os est\u00e3o se recuperando dos impactos da pandemia. Mas acrescentou que \u00e9 imposs\u00edvel para qualquer BC do mundo fazer o trabalho de segurar expectativas de infla\u00e7\u00e3o sem que o quadro fiscal esteja sob controle.<\/p>\n<p>Campos Neto disse que o mercado projeta um crescimento da economia de 5,3%, neste ano, e que os n\u00fameros da d\u00edvida bruta do pa\u00eds ficaram em cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB \u2013 soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds), quase no mesmo patamar antes da pandemia e abaixo da previs\u00e3o de 100% feita por alguns analistas.<\/p>\n<p>Entretanto, ele avalia que h\u00e1 \u201cru\u00eddos\u201d no mercado financeiro sobre o controle das contas p\u00fablicas, o que tem levado a corre\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de ativos, como d\u00f3lar e a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ele citou o debate sobre o pagamento dos precat\u00f3rios, o desenho do novo Bolsa Fam\u00edlia e o incentivo financeiro a setores espec\u00edficos da economia. \u201cEsses temas geraram um ru\u00eddo onde o mundo financeiro, os agentes econ\u00f4micos passaram a ter uma percep\u00e7\u00e3o ou, pelo menos, um risco de que o fiscal n\u00e3o est\u00e1 melhorando tanto e os pre\u00e7os corrigiram em rela\u00e7\u00e3o a isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo Campos Neto, o pa\u00eds tem que passar uma mensagem de credibilidade fiscal para que o BC possa atuar com um n\u00edvel de juros mais baixo. \u201cA coisa mais importante em um pa\u00eds que tem o n\u00edvel de d\u00edvida que o Brasil tem \u00e9 passar uma mensagem de credibilidade fiscal. \u00c9 essa mensagem \u00e9 que vai permitir o BC fazer o trabalho com o menor n\u00edvel de juros e maior efici\u00eancia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje (13) que o crescimento da infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds foi influenciado, entre outros fatores, pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real e tamb\u00e9m pelo aumento no pre\u00e7o das\u00a0commodities\u00a0(produtos b\u00e1sicos com cota\u00e7\u00e3o internacional). 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