{"id":186668,"date":"2021-08-10T17:52:03","date_gmt":"2021-08-10T20:52:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186668"},"modified":"2021-08-10T17:52:03","modified_gmt":"2021-08-10T20:52:03","slug":"inflacao-pelo-ipca-sobe-096-em-julho-inpc-acelera-para-102","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186668","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o pelo IPCA sobe 0,96% em julho; INPC acelera para 1,02%"},"content":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o reajuste nos pre\u00e7os para as fam\u00edlias com renda entre um e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, subiu 0,96% em julho, o maior resultado para o m\u00eas desde 2002, quando a alta foi de 1,19%. Os dados foram divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1417974&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1417974&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>No ano, o indicador acumula alta de 4,76% e, em 12 meses,\u00a0 8,99%, ficando acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,35%). \u00c9 a maior taxa desde maio de 2016, quando o IPCA ficou em 9,32% em 12 meses. Em julho do ano passado, a taxa mensal foi de 0,36% e, em junho de 2021, de 0,53%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta no m\u00eas, com o maior impacto vindo do aumento de 3,10% na habita\u00e7\u00e3o, grupo pressionado pela alta de 7,88% na energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Por regi\u00e3o, o reajuste tarif\u00e1rio da energia el\u00e9trica foi de 11,38% em S\u00e3o Paulo, 8,97% em Curitiba e 9,08% em uma das concession\u00e1rias de Porto Alegre. Em 12 meses, a energia el\u00e9trica acumula reajuste de 20,09%.<\/p>\n<p>Segundo o analista da pesquisa, Andr\u00e9 Almeida, esse custo muitas vezes \u00e9 repassado pelo com\u00e9rcio ao consumidor final, com o peso grande da energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m dos reajustes nos pre\u00e7os das tarifas em algumas \u00e1reas de abrang\u00eancia do \u00edndice, a gente teve o aumento de 52% no valor adicional da bandeira tarif\u00e1ria vermelha patamar 2 em todo o pa\u00eds. Antes, o acr\u00e9scimo nessa bandeira era de, aproximadamente, R$ 6,24 a cada 100kWh consumidos e, a partir de julho, esse acr\u00e9scimo passou a ser de R$ 9,49\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Destacou, a seguir, o aumento no grupo dos transportes, que subiram 1,52%, puxados pelas passagens a\u00e9reas, que aumentaram 35,22% depois da queda de 5,57% em junho. O transporte por aplicativo passou de -0,95% para 9,31% de um m\u00eas para o outro e o aluguel de ve\u00edculo foi de 3,99% em junho para 9,34% em julho.<\/p>\n<p>Os combust\u00edveis aceleraram 1,24% em julho, depois de subirem 0,87% em junho. A gasolina teve alta de 1,55% no m\u00eas e acumula reajuste de 39,65% em 12 meses. O etanol caiu 0,75% no m\u00eas, mas teve aumento de 57,27% em 12 meses. O \u00f3leo diesel subiu 0,96% no m\u00eas e 36,35% em 12 meses.<\/p>\n<p><strong>Alimentos e bebidas<\/strong><\/p>\n<p>O grupo alimentos e bebidas subiu 0,60%, acima da taxa de junho (0,43%). O item alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio passou de 0,33% em junho para 0,78% em julho, puxado pela alta do tomate (18,65%), do frango em peda\u00e7os (4,28%), do leite longa vida (3,71%) e das carnes (0,77%). As quedas no m\u00eas foram verificadas no pre\u00e7o da cebola (-13,51%), batata-inglesa (-12,03%) e do arroz (-2,35%).<\/p>\n<p>O acumulado em 12 meses ficou em 42,96% para o tomate, 34,28% nas carnes, 21,88% no frango em peda\u00e7os e 11,29% para o leite longa vida. A cebola teve queda de 40,38% em 12 meses e a batata-inglesa diminuiu 19,71%. O arroz, apesar da queda no m\u00eas, tem alta de 39,69% em 12 meses. Segundo Almeida, v\u00e1rios fatores contribu\u00edram para a alta da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAo longo dos \u00faltimos 12 meses tivemos uma alta nos combust\u00edveis e na energia el\u00e9trica, itens que pesam bastante no or\u00e7amento das fam\u00edlias. A gasolina \u00e9 o item com maior peso no IPCA. As carnes tamb\u00e9m, todos esses fatores contribu\u00edram para esse aumento\u201d, explicou o analista.<\/p>\n<p>O \u00fanico grupo que teve queda nos pre\u00e7os em julho foi o de sa\u00fade e cuidados pessoais. Ficou 0,65% mais barato com a redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos planos de sa\u00fade (-1,36%), ap\u00f3s a autoriza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) do reajuste negativo de -8,19%, justificada pela diminui\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade suplementar durante a pandemia.<\/p>\n<p>Por regi\u00e3o, entre as 16 capitais pesquisadas, o maior \u00edndice foi anotado em Curitiba (1,60%) e o menor resultado foi o de Aracaju (0,53%).<\/p>\n<p><strong>INPC acelera 1,02%<\/strong><\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), que mede a infla\u00e7\u00e3o para as fam\u00edlias com rendimentos de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, acelerou para 1,02% em julho, ap\u00f3s a alta de 0,60% em junho. A alta acumulada em 12 meses \u00e9 de 9,85%, acima dos 9,22% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho do ano passado, o indicador ficou em 0,44%.<\/p>\n<p>O acumulado de 12 anos no INPC vem numa curva crescente desde julho de 2020, quando a taxa acumulada estava em 2,69%.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o reajuste nos pre\u00e7os para as fam\u00edlias com renda entre um e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, subiu 0,96% em julho, o maior resultado para o m\u00eas desde 2002, quando a alta foi de 1,19%. 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