{"id":186285,"date":"2021-08-03T17:21:37","date_gmt":"2021-08-03T20:21:37","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186285"},"modified":"2021-08-03T17:21:37","modified_gmt":"2021-08-03T20:21:37","slug":"producao-industrial-tem-variacao-nula-em-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186285","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial tem varia\u00e7\u00e3o nula em junho"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s crescer 1,4% em maio, a produ\u00e7\u00e3o industrial teve varia\u00e7\u00e3o nula em junho. Apesar da estabilidade, tr\u00eas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas e a maior parte (14) das 26 atividades investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) registraram recuo na produ\u00e7\u00e3o. No acumulado do primeiro semestre, a produ\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou 12,9%. Os dados foram divulgados\u00a0hoje\u00a0(3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1417158&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1417158&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Macedo, destacou que em maio, ap\u00f3s tr\u00eas meses de queda, houve uma volta ao campo positivo e a ind\u00fastria igualou o patamar de antes da pandemia. No entanto, esse resultado n\u00e3o superou as perdas anteriores. \u201cCom essa varia\u00e7\u00e3o nula em junho, o setor permanece no patamar pr\u00e9-crise, mas no resultado desse m\u00eas observa-se uma predomin\u00e2ncia de taxas negativas entre as atividades industriais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, os efeitos da pandemia de covid-19, tanto no processo de produ\u00e7\u00e3o\u00a0como na economia, explicam o menor dinamismo do setor. \u201cH\u00e1, no setor industrial, uma s\u00e9rie de adversidades por conta da necessidade das medidas de restri\u00e7\u00e3o, como a redu\u00e7\u00e3o do ritmo produtivo, a dificuldade de obten\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas e o aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Macedo acrescentou que, pelo lado da demanda, observando a economia como um todo, a alta taxa de desemprego influencia o resultado. \u201cH\u00e1 tamb\u00e9m uma taxa de desocupa\u00e7\u00e3o alta, o que traz uma consequ\u00eancia para a massa de sal\u00e1rios. S\u00e3o fatores que n\u00e3o s\u00e3o recentes, mas ajudam a explicar esse comportamento da produ\u00e7\u00e3o industrial\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O setor de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias com a queda de 3,8%, foi o principal impacto negativo no m\u00eas, voltando a cair depois de registrar resultados positivos em abril (1,6%) e maio (0,3%). Segundo o pesquisador, essa atividade foi muito atingida pelos efeitos da pandemia, uma vez que v\u00e1rias montadoras est\u00e3o fazendo paralisa\u00e7\u00f5es em seus parques produtivos. \u201cIsso explica n\u00e3o s\u00f3 o resultado negativo\u00a0de junho, mas o movimento de perda mais importante que essa atividade vem mostrando nesse in\u00edcio de 2021.\u201d<\/p>\n<p>O setor de celulose, papel e produtos de papel foi outro impacto negativo. A produ\u00e7\u00e3o recuou 5,3% em junho. Essa foi a terceira queda consecutiva do setor, que acumula no per\u00edodo perda de 8,4%. \u201cO principal produto nessa atividade \u00e9 a celulose, que \u00e9 uma mat\u00e9ria-prima. Em junho, especificamente, houve paralisa\u00e7\u00e3o em uma unidade produtiva desse setor, o que explica a magnitude de perda que esse ramo industrial teve nesse m\u00eas\u201d, disse.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o do setor de produtos aliment\u00edcios ficou em 1,3% em junho. No m\u00eas anterior, tinha registrado crescimento de 2,9%. Nessa atividade,\u00a0 o a\u00e7\u00facar provocou\u00a0impacto significativo. \u201cAlguns itens importantes que t\u00eam uma caracter\u00edstica de volatilidade muito grande, como \u00e9 o caso do a\u00e7\u00facar, tiveram uma queda maior em junho. Isso pode\u00a0ter\u00a0uma rela\u00e7\u00e3o mais direta com o clima mais seco, que afeta mais a safra e o processamento da cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d, informou.<\/p>\n<p><strong>Impacto positivo<\/strong><\/p>\n<p>O principal impacto positivo em junho em rela\u00e7\u00e3o a maio (4,1%) ficou com a atividade de produ\u00e7\u00e3o, coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis. Em maio, a produ\u00e7\u00e3o da atividade j\u00e1 tinha registrado alta de 2,7%. \u201cS\u00e3o duas expans\u00f5es em seguida, sobre o m\u00eas\u00a0de abril, quando a atividade teve uma queda de 9,9%. \u00c9 uma melhora de ritmo muito calcada nos derivados do petr\u00f3leo, como \u00f3leo diesel, mas n\u00e3o rep\u00f5e a perda recente que essa atividade teve\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O pesquisador acrescentou que o setor est\u00e1 muito relacionado \u00e0s consequ\u00eancias da pandemia. \u201cEssa melhora recente tamb\u00e9m pode estar diretamente associada a um grau maior de flexibiliza\u00e7\u00e3o das medidas de isolamento, com maior n\u00famero de pessoas vacinadas. Ent\u00e3o, h\u00e1 uma tend\u00eancia ao aumento de mobilidade e isso pode se traduzir em efeitos positivos dentro dessa atividade\u201d, pontuou.<\/p>\n<p><strong>Primeiro semestre<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa indicou que a expans\u00e3o de 12,9% da produ\u00e7\u00e3o industrial do pa\u00eds, no acumulado\u00a0de janeiro\u00a0a junho, atingiu as quatro categorias econ\u00f4micas, como tamb\u00e9m em 21 das 26 atividades analisadas. Com o crescimento de 56,9% no per\u00edodo, a atividade de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias foi a maior influ\u00eancia no resultado. M\u00e1quinas e equipamentos (41,5%), metalurgia (26,3%) e produtos minerais n\u00e3o met\u00e1licos (31,3%), tamb\u00e9m representaram impactos positivos no indicador.<\/p>\n<p>\u201cEsse avan\u00e7o acontece diante de uma base de compara\u00e7\u00e3o muito depreciada. No acumulado\u00a0de janeiro\u00a0a junho de 2020, h\u00e1 a perda de 10,9%. A magnitude de crescimento de dois d\u00edgitos est\u00e1 associada ao fato de que o setor industrial, por conta da pandemia de covid-19, mostrou perdas importantes naquele per\u00edodo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Compara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a junho de 2020, o setor industrial avan\u00e7ou 12%. As principais influ\u00eancias foram em ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (81,5%), em metalurgia (47,7%) e em m\u00e1quinas e equipamentos (52,5%). As quatro grandes categorias econ\u00f4micas tamb\u00e9m tiveram taxas positivas. O destaque ficou com bens de capital (54,8%) e com bens de consumo dur\u00e1veis (31%). Mesmo com a varia\u00e7\u00e3o positiva, os bens intermedi\u00e1rios (10,8%) e os bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (1,6%), ficaram abaixo da m\u00e9dia da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>De acordo com Macedo, em grande parte, as taxas altas se devem \u00e0 baixa base de compara\u00e7\u00e3o, uma vez que, em junho do ano passado, v\u00e1rias unidades produtivas do pa\u00eds sentiam os efeitos do isolamento social para conter a pandemia de covid-19. \u201cEm 2020, a economia e o setor industrial foram muito atingidos pelos efeitos da pandemia. A base de compara\u00e7\u00e3o baixa faz com que, nas compara\u00e7\u00f5es interanuais, os resultados sejam de crescimento alto e com espalhamento das taxas positivas pelas atividades\u201d, analisou.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>Conforme o IBGE, desde a d\u00e9cada de 1970, a PIM Brasil produz indicadores de curto prazo relacionados ao comportamento do produto real das ind\u00fastrias extrativa e de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em maio de 2014, come\u00e7ou a divulga\u00e7\u00e3o da nova s\u00e9rie de \u00edndices mensais da produ\u00e7\u00e3o industrial, elaborada ap\u00f3s\u00a0reformula\u00e7\u00e3o para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes. Foi criada\u00a0uma estrutura de pondera\u00e7\u00e3o dos \u00edndices, com base em estat\u00edsticas industriais mais recentes\u00a0para se integrar \u00e0s necessidades de implanta\u00e7\u00e3o da S\u00e9rie de Contas Nacionais &#8211; refer\u00eancia 2010, e adotadas\u00a0as novas classifica\u00e7\u00f5es\u00a0de atividades e produtos\u00a0usadas pelas demais pesquisas da ind\u00fastria a partir de 2007, que s\u00e3o a Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas (CNAE 2.0) e a Lista de Produtos da Ind\u00fastria (Prodlist-Ind\u00fastria).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s crescer 1,4% em maio, a produ\u00e7\u00e3o industrial teve varia\u00e7\u00e3o nula em junho. 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