{"id":186152,"date":"2021-07-30T16:20:56","date_gmt":"2021-07-30T19:20:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186152"},"modified":"2021-07-30T16:20:56","modified_gmt":"2021-07-30T19:20:56","slug":"contas-publicas-tem-deficit-de-r-655-bilhoes-em-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186152","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas t\u00eam d\u00e9ficit de R$ 65,5 bilh\u00f5es em junho"},"content":{"rendered":"<p>As contas p\u00fablicas registraram saldo negativo em junho, com piora em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior devido ao aumento de despesas com precat\u00f3rios e antecipa\u00e7\u00e3o do 13\u00ba sal\u00e1rio dos aposentados. O setor p\u00fablico consolidado, formado por Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 65,508 bilh\u00f5es no m\u00eas passado. Os dados foram divulgados hoje (30) pelo Banco Central (BC).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1416865&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1416865&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Houve aumento do d\u00e9ficit em rela\u00e7\u00e3o a maio, quando foi registrado resultado negativo de R$ 15,541 bilh\u00f5es. O chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, explicou que o d\u00e9ficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou de R$ 27,416 bilh\u00f5es em maio para R$ 55,141 bilh\u00f5es em junho, devido \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o a aposentados e pensionistas. Al\u00e9m do aumento de R$ 16 bilh\u00f5es na compara\u00e7\u00e3o mensal de gastos do governo federal com despesas judiciais e precat\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u201cEsses dois fatores exclusivamente explicam 87% dessa piora no resultado do d\u00e9ficit prim\u00e1rio no setor p\u00fablico na passagem de maio para junho. S\u00e3o dois fatores pontuais que explicam a mudan\u00e7a e a trajet\u00f3ria fiscal do pa\u00eds segue a mesma\u201d, disse, durante coletiva virtual para apresentar os dados.<\/p>\n<p>Por outro lado, o resultado de junho \u00e9 melhor em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 188,682 bilh\u00f5es de junho de 2020. Rocha destacou que junho de 2020 foi, provavelmente, o ponto mais alto dos gastos fiscais de combate aos impactos econ\u00f4micos, sociais sanit\u00e1rios da pandemia de covid-19. \u201cNaquele m\u00eas tivemos d\u00e9ficit prim\u00e1rio recorde em termos mensais. E esses impactos s\u00e3o menores agora\u201d, disse, para explicar a redu\u00e7\u00e3o significativa na compara\u00e7\u00e3o interanual.<\/p>\n<p>Em 12 meses, encerrados em junho, as contas acumulam d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 305,456 bilh\u00f5es, o que corresponde a 3,81% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds). Para o chefe do departamento do BC, a situa\u00e7\u00e3o fiscal ainda precisa de bastante melhora e \u00e9 o esperado que aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio representa o resultado negativo das contas do setor p\u00fablico (despesas menos receitas) desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. No ano, de janeiro a junho, h\u00e1 d\u00e9ficit de R$ 5,208 bilh\u00f5es, ante resultado negativo de R$ 402,703 em junho do ano passado. Segundo Rocha, os n\u00fameros positivos precisam ser contextualizados com a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de \u00e9poca (pico da pandemia) e com a recupera\u00e7\u00e3o que se observa atualmente.<\/p>\n<p>A meta para as contas p\u00fablicas deste ano, definida no Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o, \u00e9 de d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 251,1 bilh\u00f5es para o setor p\u00fablico consolidado. Em 2020, as contas p\u00fablicas fecharam o ano com d\u00e9ficit prim\u00e1rio recorde de R$ 702,950 bilh\u00f5es, 9,49% do PIB. Foi o s\u00e9timo ano consecutivo de resultados negativos nas contas do setor p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Dados isolados<\/strong><\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 75,083 bilh\u00f5es ante o d\u00e9ficit de R$ 195,180 bilh\u00f5es de junho de 2020. Al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o de 35% nas despesas, antes os gastos com a pandemia no resultado de 2020, no m\u00eas passado, a Uni\u00e3o registrou aumento da receita l\u00edquida em 57% em compara\u00e7\u00e3o a junho de 2020. \u201cEm junho do ano passado est\u00e1vamos no momento mais agudo, com a recess\u00e3o que diminuiu a atividade econ\u00f4mica e tamb\u00e9m a arrecada\u00e7\u00e3o\u201d, disse Rocha, destacando ainda que o pagamento de muitos impostos foram adiados para auxiliar o setor produtivo naquele momento.<\/p>\n<p>O montante difere do resultado divulgado ontem (29) pelo Tesouro Nacional, de d\u00e9ficit de R$ 73,553 bilh\u00f5es em junho, porque, al\u00e9m de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a varia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida dos entes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Por outro lado, os governos estaduais contribu\u00edram para melhora do resultado no m\u00eas passado registrando super\u00e1vit de R$ 7,547 bilh\u00f5es, ante super\u00e1vit de R$ 5,592 bilh\u00f5es em junho de 2020. Os governos municipais tamb\u00e9m anotaram super\u00e1vit de R$ 850 milh\u00f5es em junho deste ano. No mesmo m\u00eas de 2020, o super\u00e1vit foi de R$ 187 milh\u00f5es para esses entes.<\/p>\n<p>Da mesma forma, houve melhora na arrecada\u00e7\u00e3o desses entes, principalmente do Imposto Sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), al\u00e9m do aumento nas transfer\u00eancias regulares do governo federal no \u00e2mbito do compartilhamento de impostos e outras normas federativas, fruto natural do aumento da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tamb\u00e9m tiveram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 1,183 bilh\u00e3o no m\u00eas passado.<\/p>\n<p><strong>Despesas com juros<\/strong><\/p>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 10,086 bilh\u00f5es em junho, contra R$ 21,897 bilh\u00f5es no m\u00eas anterior e R$ 21,480 bilh\u00f5es em junho de 2020. De acordo com Rocha, essa despesa tende a ser est\u00e1vel e diversos fatores contribu\u00edram para melhorar o resultado no m\u00eas.<\/p>\n<p>Houve crescimento nas despesas influenciado pela eleva\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de pre\u00e7os, em especial a infla\u00e7\u00e3o, medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Al\u00e9m disso, houve aumento do estoque nominal da d\u00edvida, montante sobre o qual incidem os juros.<\/p>\n<p>No sentido contr\u00e1rio, houve uma contribui\u00e7\u00e3o positiva na conta pela influ\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es do Banco Central no mercado de c\u00e2mbio (<em>swap<\/em>\u00a0cambial, que \u00e9 a venda de d\u00f3lares no mercado futuro). Os resultados dessas opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o transferidos para o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica, como receita, quando h\u00e1 ganhos, e como despesa, quando h\u00e1 perdas. Segundo Rocha, em junho deste ano, os ganhos com\u00a0<em>swap<\/em>\u00a0foram de R$ 21,7 bilh\u00f5es. J\u00e1 em maio, os ganhos foram menores, de R$ 11 bilh\u00f5es, e em junho de 2020 houve perdas de 4,9 bilh\u00f5es com\u00a0<em>swap<\/em>.<\/p>\n<p>Em junho, o d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os gastos com juros ficou em R$ 75,595 bilh\u00f5es, contra o resultado negativo de R$ 210,161 bilh\u00f5es em igual m\u00eas de 2020.<\/p>\n<p>Em 12 meses, acumula R$ 589,695 bilh\u00f5es, ou 7,36% do PIB. O resultado nominal \u00e9 levado em conta pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco ao analisar o endividamento de um pa\u00eds, indicador observado por investidores.<\/p>\n<p><strong>D\u00edvida p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,878 trilh\u00f5es em junho, o que corresponde a 60,9% do PIB. Em maio, o percentual da d\u00edvida l\u00edquida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB estava em 59,8%.<\/p>\n<p>O aumento tem como principais fatores, primeiro, o pr\u00f3prio resultado deficit\u00e1rio do m\u00eas, e segundo, a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial de 4,4% que ocorreu no per\u00edodo. A d\u00edvida p\u00fablica sobe quando h\u00e1 alta do d\u00f3lar, porque o Brasil tamb\u00e9m \u00e9 credor em moeda estrangeira. Ainda assim, o resultado \u00e9 menor do que o registrado em dezembro de 2020, quando a d\u00edvida l\u00edquida chegou a 62,7% do PIB, o recorde hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Em junho de 2021, a d\u00edvida bruta do governo geral (DBGG) \u2013 que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais \u2013 chegou a R$ 6,729 trilh\u00f5es ou 84% do PIB, contra 84,6% (R$ 6,696 trilh\u00f5es) no m\u00eas anterior, quando a d\u00edvida bruta chegou no maior percentual da s\u00e9rie hist\u00f3rica do BC, iniciada em dezembro de 2006. Assim como o resultado nominal, a d\u00edvida bruta \u00e9 usada para tra\u00e7ar compara\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Um dos fatores para a redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida bruta do governo geral \u00e9 o crescimento do PIB nominal do pa\u00eds nos \u00faltimos meses. Al\u00e9m disso, no caso da DBGG, s\u00f3 se contabiliza os passivos no pa\u00eds, sem impacto das reservas internacionais, e a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial contribui para reduzir as d\u00edvidas dos governos.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contas p\u00fablicas registraram saldo negativo em junho, com piora em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior devido ao aumento de despesas com precat\u00f3rios e antecipa\u00e7\u00e3o do 13\u00ba sal\u00e1rio dos aposentados. O setor p\u00fablico consolidado, formado por Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 65,508 bilh\u00f5es no m\u00eas passado. 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