{"id":186099,"date":"2021-07-29T19:02:19","date_gmt":"2021-07-29T22:02:19","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186099"},"modified":"2021-07-29T19:02:19","modified_gmt":"2021-07-29T22:02:19","slug":"governo-central-termina-primeiro-semestre-com-deficit-de-r-537-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186099","title":{"rendered":"Governo Central termina primeiro semestre com d\u00e9ficit de R$ 53,7 bi"},"content":{"rendered":"<p>Pela terceira vez no ano, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio nas contas. Em junho, o resultado ficou negativo em R$ 73,553 bilh\u00f5es.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1416747&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1416747&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Com o resultado do m\u00eas passado, as contas p\u00fablicas, que at\u00e9 maio acumulavam super\u00e1vit de R$ 19,911 bilh\u00f5es, passaram a registrar d\u00e9ficit de R$ 53,654 bilh\u00f5es no primeiro semestre.<\/p>\n<p>Esse foi o segundo maior d\u00e9ficit para meses de junho desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1997. O resultado s\u00f3 perde para o d\u00e9ficit de R$ 194,853 bilh\u00f5es registrado em junho do ano passado. Na ocasi\u00e3o, o governo tinha adiado o pagamento de tributos e estava gastando mais por causa da pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>O resultado veio pior que o previsto. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Minist\u00e9rio da Economia, as institui\u00e7\u00f5es financeiras projetavam d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 56,9 bilh\u00f5es para junho.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio representa o resultado negativo nas contas do governo sem considerar os juros da d\u00edvida p\u00fablica. O d\u00e9ficit do primeiro semestre \u00e9 o terceiro maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, s\u00f3 perdendo para os seis primeiros meses de 2017 (resultado negativo de R$ 56,478 bilh\u00f5es) e de 2020 (resultado negativo recorde de R$ 417,346 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p><strong>Meta<\/strong><\/p>\n<p>Para este ano, a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) estabelece meta de d\u00e9ficit de R$ 247,1 bilh\u00f5es para o Governo Central, mas projeto de lei aprovado no fim de abril permite o abatimento da meta de at\u00e9 R$ 40 bilh\u00f5es de gastos relacionados ao combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>Com a arrecada\u00e7\u00e3o melhorando em 2021, a pr\u00f3pria equipe econ\u00f4mica projeta o cumprimento da meta de d\u00e9ficit com folga. Divulgado na semana passada, o Relat\u00f3rio Bimestral de Avalia\u00e7\u00e3o de Receitas e Despesas prev\u00ea que o Governo Central encerre o ano com\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2021-07\/governo-desbloqueia-todo-o-orcamento-de-2021\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resultado prim\u00e1rio negativo de R$ 155,4 bilh\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Receitas e despesas<\/strong><\/p>\n<p>A receita l\u00edquida do Governo Central subiu 57% em junho acima da infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. No m\u00eas, elas somaram R$ 110,522 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Boa parte dessa alta deve-se \u00e0 queda de arrecada\u00e7\u00e3o provocada pela restri\u00e7\u00e3o das atividades sociais no in\u00edcio da pandemia e pelo adiamento de diversos pagamentos, como contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Previd\u00eancia Social e recolhimentos ao Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). O Tesouro, no entanto, ressaltou que a recupera\u00e7\u00e3o do emprego e da atividade econ\u00f4mica est\u00e1 impulsionando as receitas da Previd\u00eancia Social e dos tributos que incidem sobre os lucros das empresas e sobre as vendas de bens e de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>As despesas totais ca\u00edram 34,6% na mesma compara\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m descontando a infla\u00e7\u00e3o pelo IPCA. Em junho, elas somaram R$ 184,075 bilh\u00f5es. Em 2021, as despesas totais somaram R$ 785,627 bilh\u00f5es, recuo de 22% tamb\u00e9m considerando a infla\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao teto de gastos, o governo gastou, neste ano, 48,7% do limite de R$ 1,486 trilh\u00e3o, numa conta que exclui cerca de R$ 30 bilh\u00f5es em despesas fora do teto.<\/p>\n<p>A queda das despesas totais est\u00e1 relacionada principalmente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos gastos com o enfrentamento \u00e0 pandemia. Em junho, o volume de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios caiu R$ 70,7 bilh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2020. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se repetiu o pagamento da primeira parcela da ajuda financeira a estados e munic\u00edpios, que tinha somado R$ 21,3 bilh\u00f5es em junho do ano passado.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos investimentos (obras p\u00fablicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 8,358 bilh\u00f5es em junho, recuo de 71,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2020, descontada a infla\u00e7\u00e3o pelo IPCA. No acumulado do ano, os investimentos somam R$ 17,047 bilh\u00f5es, queda de 59,7% na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro semestre do ano passado, tamb\u00e9m descontado o IPCA. O atraso na aprova\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento de 2021, sancionado apenas no fim de abril, explica o recuo nos investimentos no acumulado do ano.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela terceira vez no ano, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio nas contas. Em junho, o resultado ficou negativo em R$ 73,553 bilh\u00f5es. 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