{"id":186090,"date":"2021-07-29T18:52:05","date_gmt":"2021-07-29T21:52:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186090"},"modified":"2021-07-29T18:52:05","modified_gmt":"2021-07-29T21:52:05","slug":"brasil-tinha-14-milhao-de-empresas-comerciais-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=186090","title":{"rendered":"Brasil tinha 1,4 milh\u00e3o de empresas comerciais em 2019"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil tinha, em 2019, 1,4 milh\u00e3o de empresas comerciais com 1,6 milh\u00e3o de unidades locais, ou lojas, cuja receita operacional l\u00edquida alcan\u00e7ava R$ 4 trilh\u00f5es. As empresas tinham 10,2 milh\u00f5es de empregados, aos quais foram pagos naquele ano, entre sal\u00e1rios, retiradas e outras remunera\u00e7\u00f5es, cerca de R$ 246,4 bilh\u00f5es.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1416687&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1416687&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O valor adicionado bruto gerado por essas companhias atingiu R$ 660,7 bilh\u00f5es. Entre 2014 a 2019, o n\u00famero de empresas comerciais sofreu redu\u00e7\u00e3o de 11% (menos 177,3 mil companhias) e o de lojas caiu 8,1% (ou menos 140,6 mil).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros constam da Pesquisa Anual do Com\u00e9rcio 2019 (PAC 2019), divulgada\u00a0hoje\u00a0(29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Em 2019, em compara\u00e7\u00e3o a 2010, o com\u00e9rcio por atacado, que \u00e9 o principal segmento do com\u00e9rcio, ampliou sua participa\u00e7\u00e3o de 42,7% para 45,2% da receita. Da mesma forma, o varejo subiu de 42% para 44,9%. Por outro lado, o com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas caiu de 15,3% para 9,9%.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a primeira atividade comercial, em termos de participa\u00e7\u00e3o na receita operacional l\u00edquida, foi a de hipermercados e supermercados, que passou de 10,6%\u00a0em 2010, para 12,9%\u00a0em 2019. Situa\u00e7\u00e3o inversa foi apresentada pelo com\u00e9rcio de ve\u00edculos automotores, que caiu de uma participa\u00e7\u00e3o de 11,1%, em 2010, para 4,8%, em 2019.<\/p>\n<p><strong>Comercializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A margem de comercializa\u00e7\u00e3o &#8211; despesas que consumidores pagam aos intermedi\u00e1rios pelo processo de comercializa\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0das empresas comerciais existentes no Brasil, em 2019, somou R$ 864,3 bilh\u00f5es, destacando o com\u00e9rcio varejista, que respondeu por 56,1% desse valor, seguido pelo com\u00e9rcio atacadista (36,4%) e pelo com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (7,5%).<\/p>\n<p>A taxa de margem de comercializa\u00e7\u00e3o &#8211; divis\u00e3o da margem de comercializa\u00e7\u00e3o pelo custo das mercadorias vendidas &#8211;\u00a0foi de 27,6%\u00a0em 2010, crescendo para 28,8%, em 2019. A pesquisa do IBGE mostra que, com exce\u00e7\u00e3o da atividade de com\u00e9rcio varejista de combust\u00edveis e lubrificantes, todas as atividades do segmento do com\u00e9rcio varejista e do com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas aumentaram a\u00a0margem de comercializa\u00e7\u00e3o entre 2010 e 2019.<\/p>\n<p>J\u00e1 todas as atividades do com\u00e9rcio por atacado reduziram as taxas de margem de comercializa\u00e7\u00e3o no per\u00edodo analisado, com exce\u00e7\u00e3o do\u00a0com\u00e9rcio por atacado de madeira, ferragens, ferramentas, materiais el\u00e9tricos e material de constru\u00e7\u00e3o. No com\u00e9rcio varejista, a taxa de margem de comercializa\u00e7\u00e3o evoluiu de 35,5% para 37,7%, entre 2010 e 2019, enquanto o com\u00e9rcio por atacado teve a taxa de margem reduzida de 24,1% para 22,3%.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o ocupada<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2010 e 2019, a popula\u00e7\u00e3o ocupada do com\u00e9rcio cresceu 12,5%, chegando a 10,2 milh\u00f5es de pessoas. O IBGE destacou, contudo, que na compara\u00e7\u00e3o com 2014, o setor perdeu 4,4% dos postos de trabalho, ou o correspondente a 466,1 mil empregos.<\/p>\n<p>A perda na ocupa\u00e7\u00e3o entre 2014 e 2019 atingiu os tr\u00eas grandes segmentos comerciais analisados pela pesquisa. No com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas,\u00a0a perda foi de 3,4%\u00a0ou menos 32 mil postos; no atacado,\u00a0atingiu 5,9% (ou menos 108 mil vagas); e\u00a0no varejo, registrou queda de 4,1%, (ou menos 326,2 mil postos de trabalho).<\/p>\n<p>Em termos de postos de trabalho criados, o com\u00e9rcio varejista foi respons\u00e1vel por 74,2% dos empregos, em 2019, contra 73,1%, em 2010. J\u00e1 o com\u00e9rcio por atacado e o com\u00e9rcio de ve\u00edculos automotores, pe\u00e7as e motocicletas sofreram decl\u00ednio, passando de uma participa\u00e7\u00e3o de 17,2% e 9,7%, em 2010, para 16,9% e 8,9%, em 2019, respectivamente.<\/p>\n<p>No com\u00e9rcio de ve\u00edculos automotores, pe\u00e7as e motocicletas, embora a m\u00e9dia de pessoas ocupadas tenha subido de seis para sete de 2010 para 2019, o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal de 2,3 sal\u00e1rios m\u00ednimos (s.m) caiu para dois m\u00ednimos em 2019. No com\u00e9rcio varejista, a m\u00e9dia de pessoas ocupadas aumentou de cinco para sete, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, mantendo por\u00e9m o sal\u00e1rio m\u00ednimo m\u00e9dio mensal de 1,6 s.m. J\u00e1 no com\u00e9rcio por atacado, foram mantidas tanto a m\u00e9dia de pessoas ocupadas (9) como o sal\u00e1rio m\u00ednimo m\u00e9dio mensal de 2,8 s.m, entre 2010 e 2019.<\/p>\n<p>Segundo a PAC, a atividade com maior varia\u00e7\u00e3o foi o com\u00e9rcio por atacado de combust\u00edveis e lubrificantes, que diminuiu a m\u00e9dia de 7,1 sal\u00e1rios m\u00ednimos ao m\u00eas, em 2010, para 5,7 m\u00ednimos mensais em 2019. O IBGE ressaltou, entretanto, que apesar disso, essa foi a atividade que registrou a maior remunera\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal pago pelas empresas comerciais no Brasil, em 2019, foi de 1,9 s.m. A Regi\u00e3o Sudeste foi a \u00fanica que apresentou sal\u00e1rio pago acima da m\u00e9dia nacional, atingindo dois sal\u00e1rios m\u00ednimos por m\u00eas. A Regi\u00e3o Sul registrou sal\u00e1rio igual \u00e0 m\u00e9dia do pa\u00eds (1,9 s.m. mensal), enquanto as regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste (1,8 s.m. cada) e a Regi\u00e3o Nordeste (1,4 s.m.\/m\u00eas) pagaram sal\u00e1rios abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p><strong>Revenda<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa revela tamb\u00e9m que a Regi\u00e3o Sudeste concentrava 50% da receita bruta de revenda do com\u00e9rcio do pa\u00eds, em 2019, detendo quase metade (49,6%) das suas unidades locais. A segunda posi\u00e7\u00e3o foi ocupada pela Regi\u00e3o Sul, com 20,8%.<\/p>\n<p>Em 2019, S\u00e3o Paulo foi o \u00fanico estado brasileiro a registrar empresas comerciais com participa\u00e7\u00e3o da receita bruta de revenda acima de 50%, aparecendo com 61,1%. Seguem-se com participa\u00e7\u00e3o superior a 30% o Paran\u00e1 (37,2%), Par\u00e1 (36,9%), Rio Grande do Sul (33,8%), Goi\u00e1s (33,7%) e Mato Grosso (33,2%).<\/p>\n<p>Por grandes regi\u00f5es, o ganho na receita bruta de revenda evoluiu de 19,5%, em 2010, para 20,8%, em 2019, no Sul do pa\u00eds; de 9,1% para 10,3% na Regi\u00e3o Centro-Oeste; e de 3,7% para 4%, na Regi\u00e3o\u00a0Norte. Em contrapartida, houve perda de participa\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es\u00a0Nordeste e\u00a0Sudeste, que ca\u00edram de 15,3% para 14,9% e de 52,4% para 50%, entre 2010 e 2019, respectivamente.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tinha, em 2019, 1,4 milh\u00e3o de empresas comerciais com 1,6 milh\u00e3o de unidades locais, ou lojas, cuja receita operacional l\u00edquida alcan\u00e7ava R$ 4 trilh\u00f5es. 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