{"id":185888,"date":"2021-07-26T07:31:43","date_gmt":"2021-07-26T10:31:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=185888"},"modified":"2021-07-26T07:31:43","modified_gmt":"2021-07-26T10:31:43","slug":"cpi-provocou-fim-de-contrato-de-laboratorio-indiano-com-a-precisa-dizem-senadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=185888","title":{"rendered":"CPI provocou fim de contrato de laborat\u00f3rio indiano com a Precisa, dizem senadores"},"content":{"rendered":"<p>O encerramento de contrato entre o laborat\u00f3rio indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin, e a empresa Precisa Medicamentos, que atuou como intermedi\u00e1ria junto ao governo brasileiro, repercutiu nesta sexta-feira (23) entre os senadores. Eles viram a decis\u00e3o como resultado da CPI da Pandemia, que investiga den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o na venda da vacina. O laborat\u00f3rio indiano apontou como falsos documentos apresentados pela intermedi\u00e1ria. A Precisa, cuja diretora Emanuela Medrades j\u00e1 dep\u00f4s \u00e0 CPI, voltou a negar irregularidades.<\/p>\n<p>Reportagem do portal de not\u00edcias\u00a0<em>G1<\/em> reproduziu comunicado da Bharat que, apesar de n\u00e3o explicitar o motivo do rompimento, diz que Precisa apresentou documentos falsos ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Um dos documentos apresenta a empresa brasileira como representante legal e exclusiva da Bharat, e o outro declara a inexist\u00eancia de fatos impeditivos \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o da Precisa para contratos com o Minist\u00e9rio.\u00a0\u201cGostar\u00edamos de afirmar enfaticamente que esses documentos n\u00e3o foram emitidos pela companhia ou seus executivos e, portanto, negamos veementemente os mesmos\u201d, diz a nota do laborat\u00f3rio indiano.<\/p>\n<p>Na nota, a Bharat Biotech declara que n\u00e3o recebeu pagamentos antecipados nem forneceu vacinas ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Diz ainda que continua trabalhando com a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) para a aprova\u00e7\u00e3o da Covaxin.<\/p>\n<p>Em postagem no Twitter, o relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a Bharat desfez um neg\u00f3cio \u201csuperfaturado\u201d com a Precisa. Enquanto isso, \u201cdiante de mais de 20 irregularidades comprovadas pela CPI, o governo n\u00e3o rompeu o contrato intermediado por um caloteiro contumaz\u201d. O vice-presidente da comiss\u00e3o, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), garantiu que \u201cas investiga\u00e7\u00f5es continuam\u201d e \u201cos propineiros n\u00e3o sair\u00e3o impunes\u201d<\/p>\n<p><strong>&#8220;Caminho certo&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>A senadora Simone Tebet (MDB-MS), tamb\u00e9m pelo Twitter, assegurou que a CPI est\u00e1 &#8220;no caminho certo\u201d e lembrou da cl\u00e1usula do contrato que previa transfer\u00eancia de recursos a um para\u00edso fiscal: \u201cCrimes comprovados. Outros sendo investigados. Quem s\u00e3o? Quantos ser\u00e3o?\u201d \u00c0 R\u00e1dio Senado, a parlamentar refor\u00e7ou a exist\u00eancia de suspeita de crimes contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u2014\u00a0Essa fatura positiva n\u00f3s podemos colocar na conta dos trabalhos da CPI. A CPI n\u00e3o vai dar em pizza porque j\u00e1 est\u00e1 dando resultado. Um deles \u00e9 o cancelamento do contrato \u2014\u00a0declarou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e0 R\u00e1dio Senado, o senador Marcos Rog\u00e9rio (DEM-RO) afirmou que as negocia\u00e7\u00f5es com a Precisa foram realizadas num momento de &#8220;escassez de vacinas&#8221;, mas considera que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade dever\u00e1 confirmar o cancelamento da contrata\u00e7\u00e3o diante das alternativas.<\/p>\n<p>\u2014\u00a0Quando se tem a op\u00e7\u00e3o de ter o imunizante de melhor qualidade com o pre\u00e7o menor, obviamente o interesse p\u00fablico h\u00e1 de prevalecer em torno do mais vantajoso para a popula\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que tem que se levar em considera\u00e7\u00e3o os momentos. Naquele primeiro momento, n\u00e3o havia as op\u00e7\u00f5es que existem hoje. Acho que n\u00e3o h\u00e1 justificativa para se manter a negocia\u00e7\u00e3o de uma vacina mais cara \u2014 disse Marcos Rog\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>Den\u00fancias<\/strong><\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o, no valor de US$ 1,6 bilh\u00e3o, sofre v\u00e1rios questionamentos: al\u00e9m do valor elevado da vacina, h\u00e1 suspeita sobre os termos de pagamento de seguro e frete, e a exig\u00eancia de adiantamento de 45 milh\u00f5es de d\u00f3lares a serem transferidos para uma terceira empresa.\u00a0O contrato para compra de 20 milh\u00f5es de doses da vacina indiana \u00e9 investigado pela CPI da Pandemia, que recebeu de den\u00fancias do deputado federal Lu\u00eds Miranda (DEM-DF) e de seu irm\u00e3o, Lu\u00eds Ricardo, que \u00e9 servidor p\u00fablico e trabalha no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>De acordo com os dois, houve press\u00e3o pol\u00edtica para a compra da Covaxin e diante disso eles teriam apresentado as den\u00fancias ao presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro, o qual teria atribu\u00eddo o fato ao l\u00edder do governo na C\u00e2mara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Com as den\u00fancias \u00e0 CPI, o\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, a Controladoria-Geral da Uni\u00e3o e a Pol\u00edcia Federal e o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o abriram investiga\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Ricardo Barros negou envolvimento com o caso e dever\u00e1 ser ouvido pela CPI da Pandemia ap\u00f3s o recesso parlamentar.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O encerramento de contrato entre o laborat\u00f3rio indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin, e a empresa Precisa Medicamentos, que atuou como intermedi\u00e1ria junto ao governo brasileiro, repercutiu nesta sexta-feira (23) entre os senadores. Eles viram a decis\u00e3o como resultado da CPI da Pandemia, que investiga den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o na venda da vacina. 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