{"id":184668,"date":"2021-06-30T18:55:30","date_gmt":"2021-06-30T21:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=184668"},"modified":"2021-06-30T18:55:30","modified_gmt":"2021-06-30T21:55:30","slug":"yaras-destacam-uniao-para-levar-nova-cara-do-rugby-brasileiro-a-toquio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=184668","title":{"rendered":"Yaras destacam uni\u00e3o para levar nova cara do rugby brasileiro a T\u00f3quio"},"content":{"rendered":"<p>Um estilo de jogo diferente, adaptado \u00e0 cultura e \u00e0s caracter\u00edsticas das\u00a0jogadoras brasileiras. Apresentar essa &#8220;nova cara do rugby&#8221; brasileiro \u00e9 o principal objetivo da sele\u00e7\u00e3o feminina da modalidade, as Yaras, na Olimp\u00edada de T\u00f3quio (Jap\u00e3o).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1414119&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1414119&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Queremos conseguir transferir um pouco da cultura brasileira e a energia deste grupo para o campo. Tudo que fazemos \u00e9 reflexo do que as meninas s\u00e3o na vida real. Primeiro, n\u00e3o podemos\u00a0ter\u00a0medo de fazer coisas diferentes. Se n\u00e3o somos um time muito grande [fisicamente], podemos desenvolver armas para usar isso a nosso favor. Estou h\u00e1 pouco tempo com elas, mas pude jogar pela sele\u00e7\u00e3o brasileira masculina, ent\u00e3o meu entendimento da cultura come\u00e7ou h\u00e1 um bom tempo&#8221;, detalhou o t\u00e9cnico das Yaras, William Broderick, em entrevista coletiva nesta\u00a0ter\u00e7a-feira (29).<\/p>\n<p>&#8220;Fomos criando o nosso grupo com a galera vindo de diferentes esportes, sempre abra\u00e7ando a todos. Acho que esta \u00e9 uma das grandes riquezas da nossa modalidade. O gordinho, o magrinho, o alto ou o baixo. A gente consegue encaixar a todos, ainda mais nesta proposta de jogo, que valoriza cada caracter\u00edstica&#8221;, destacou Raquel Kochhann, capit\u00e3 das Yaras.<\/p>\n<p>A conex\u00e3o entre elenco e comiss\u00e3o t\u00e9cnica\u00a0foi apontada como fundamental para superar os desafios da reta final do ciclo ol\u00edmpico. A pandemia do novo coronav\u00edrus (covid-19) impactou a sele\u00e7\u00e3o, que ficou cerca de quatro meses sem treinar presencialmente, entre mar\u00e7o e julho, al\u00e9m de ter competido poucas vezes. Em abril deste ano, a equipe disputou dois torneios em Dubai (Emirados \u00c1rabes) e\u00a0fez um per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos. Foram as primeiras ocasi\u00f5es em que Broderick (ingl\u00eas naturalizado brasileiro)\u00a0comandou as Yaras. Ele assumiu o time em agosto de 2020, substituindo o neozeland\u00eas Reuben Samuel.<\/p>\n<p>&#8220;Conseguimos nos unir e minimizar o impacto [da pandemia]. A prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica n\u00e3o nos deixou paradas nenhum dia e o Will [Broderick] deu um bom g\u00e1s na parte t\u00e9cnica e t\u00e1tica. A energia deste grupo faz muita diferen\u00e7a. Est\u00e3o todos muito confiantes&#8221;, afirmou Raquel.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda estou conhecendo o time, mas j\u00e1 sei que elas v\u00e3o para ganhar em todo jogo. Todos sabem das dificuldades, mas o grupo reagiu a elas e tem se esfor\u00e7ado no processo.\u00a0Tem sido sensacional. Todos conectados, com o mesmo prop\u00f3sito. Chegaremos [em T\u00f3quio] na expectativa de fazer algo muito grande, deixando tudo em campo&#8221;, emendou o treinador.<\/p>\n<p>A convoca\u00e7\u00e3o foi anunciada na\u00a0segunda-feira (28). Das 14 jogadoras que integram o grupo (sendo duas suplentes), apenas quatro estiveram na estreia ol\u00edmpica do rugby feminino, nos Jogos do Rio\u00a0de Janeiro, em 2016. Haline Scatrut, Izzy Cerullo e Luiza Campos, al\u00e9m de Raquel, tamb\u00e9m disputaram a \u00faltima Olimp\u00edada, onde as brasileiras ficaram em nono lugar.<\/p>\n<p>&#8220;[Na Rio 2016] T\u00ednhamos muitas meninas das primeiras sele\u00e7\u00f5es, que estavam l\u00e1 h\u00e1 um longo per\u00edodo, mas que n\u00e3o jogaram tantos campeonatos internacionais. O rugby, de um modo geral, mudou muito de 2016 para c\u00e1. Esse grupo atual \u00e9 mais novo, mas com mais experi\u00eancia em jogos internacionais, por\u00a0ter\u00a0jogado o circuito mundial em 2017, sido convidado para alguns torneios, depois retornado ao circuito em 2019 com a conquista do\u00a0Hong Kong Sevens&#8221;, analisou a capit\u00e3 das Yaras.<\/p>\n<p>&#8220;Depois do Rio, muitas atletas se aposentaram e o grupo teve que passar a temporada no circuito bem novo e cru em n\u00edvel internacional. Ao longo dos anos, o grupo cresceu e ainda ganhou mais um ano para se fortalecer. A gente v\u00ea o trabalho constru\u00eddo antes de 2016. A Bianca [Silva] e a Mari [Nicolau], por exemplo, j\u00e1 estavam treinando com a sele\u00e7\u00e3o e trazem essa experi\u00eancia.\u00a0\u00c9 uma prepara\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica que durou oito anos, n\u00e3o s\u00f3 o \u00faltimo ciclo. \u00c9 bom ver que aquela semente germinou&#8221;, completou Izzy, que tamb\u00e9m participou da coletiva.<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 no Grupo B da Olimp\u00edada ao lado de Canad\u00e1 (bronze na Rio 2016), Fran\u00e7a e Fiji. Os dois primeiros de cada um dos grupos e os dois melhores terceiros colocados v\u00e3o \u00e0s quartas de final. As Yaras estiveram frente a frente com canadenses e francesas nos torneios de Dubai, chegando a derrotar o time B das europeias.<\/p>\n<p>&#8220;Realmente, s\u00e3o advers\u00e1rios fortes, mas a gente tem muita experi\u00eancia contra elas e quem n\u00e3o costuma ganhar, sempre aprende mais. Ent\u00e3o, a press\u00e3o \u00e9 delas. A gente tem clareza de que n\u00e3o enfrenta esses times faz um tempo e que eles n\u00e3o passaram esse um ano e meio vendo como o Brasil treinou e como mudamos nossa forma de jogar. Ser\u00e1 uma grande oportunidade para n\u00f3s, como grupo&#8221;, analisou Izzy.<\/p>\n<p>&#8220;Pensamos no jogo a jogo, com inten\u00e7\u00e3o de mostrarmos nossa melhor performance e expectativa de ganhar. Tenho certeza absoluta de que as meninas v\u00e3o se entregar em campo. A Fran\u00e7a \u00e9 um time experiente, mas que conseguimos enfrentar fisicamente. O Fiji traz certos perigos, mas com a velocidade que temos e tamb\u00e9m a intelig\u00eancia t\u00e1tica, nenhuma equipe nos traz medo. O Canad\u00e1 \u00e9 bem f\u00edsico, mas pelo que vi nessa \u00faltima semana, n\u00e3o tenho nenhuma d\u00favida sobre as meninas. Estamos preparados&#8221;, concluiu Broderick.<\/p>\n<p>As Yaras ficam concentradas no centro de treinamento de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP) at\u00e9 o pr\u00f3ximo dia 8, quando viajam para Nagato (Jap\u00e3o), onde dar\u00e3o sequ\u00eancia \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o nas duas semanas de isolamento obrigat\u00f3rio que antecedem a ida para T\u00f3quio. O torneio do rugby feminino ser\u00e1 disputado entre os dias 29 e\u00a031 de julho.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estilo de jogo diferente, adaptado \u00e0 cultura e \u00e0s caracter\u00edsticas das\u00a0jogadoras brasileiras. Apresentar essa &#8220;nova cara do rugby&#8221; brasileiro \u00e9 o principal objetivo da sele\u00e7\u00e3o feminina da modalidade, as Yaras, na Olimp\u00edada de T\u00f3quio (Jap\u00e3o). &#8220;Queremos conseguir transferir um pouco da cultura brasileira e a energia deste grupo para o campo. 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