{"id":183672,"date":"2021-06-09T17:59:34","date_gmt":"2021-06-09T20:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=183672"},"modified":"2021-06-09T17:59:34","modified_gmt":"2021-06-09T20:59:34","slug":"coi-anuncia-equipe-de-29-refugiados-para-os-jogos-olimpicos-de-toquio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=183672","title":{"rendered":"COI anuncia equipe de 29 refugiados para os Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco anos, o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI) anunciava\u00a0<b><a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"http:\/\/rededoesporte.gov.br\/equipe-olimpica-dos-refugiados-para-os-jogos-rio-2016-e-anunciada-pelo-coi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um time de dez nomes<\/a><\/b>\u00a0que, pela primeira vez, integraria uma equipe de refugiados em uma edi\u00e7\u00e3o de Jogos Ol\u00edmpicos. Do Rio 2016 para c\u00e1, o time aumentou em quase tr\u00eas vezes. Nesta ter\u00e7a-feira (08.06), a entidade divulgou que\u00a0<b><a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/stillmed.olympics.com\/media\/Documents\/News\/2021\/06\/EOR-Tokyo-2020-list-with-coaches-TO.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">29 atletas<\/a><\/b>\u00a0far\u00e3o parte do grupo de refugiados que competir\u00e1 nos Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio, no Jap\u00e3o, em 12 modalidades.<\/p>\n<p>Selecionados entre os 56 apoiados pelo COI por meio de um programa de bolsas, os convocados representar\u00e3o nos Jogos um sinal de esperan\u00e7a para o mundo. &#8220;Falo em nome de todo o Movimento Ol\u00edmpico quando digo que mal podemos esperar para encontr\u00e1-los pessoalmente e v\u00ea-los competindo em T\u00f3quio&#8221;, disse o presidente, Thomas Bach, durante a cerim\u00f4nia virtual de an\u00fancio dos convocados. &#8220;Quando todos se reunirem no dia 23 de julho, isso vai mandar uma poderosa mensagem de solidariedade, resili\u00eancia e esperan\u00e7a para o mundo&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>&#8220;Sobreviver \u00e0 guerra, \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o e \u00e0 ansiedade do ex\u00edlio j\u00e1 os torna pessoas extraordin\u00e1rias, mas o fato de agora tamb\u00e9m se destacarem como atletas no cen\u00e1rio mundial me enche de imenso orgulho. Mostra o que \u00e9 poss\u00edvel quando os refugiados t\u00eam a oportunidade de aproveitar ao m\u00e1ximo seu potencial&#8221;, destacou o alto comiss\u00e1rio da Ag\u00eancia da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi.<\/p>\n<p>Os 29 atletas competir\u00e3o pela bandeira Ol\u00edmpica. Na cerim\u00f4nia de abertura dos Jogos, a equipe ser\u00e1 a segunda a desfilar, logo ap\u00f3s a Gr\u00e9cia. Antes de embarcar para o Jap\u00e3o, a delega\u00e7\u00e3o se reunir\u00e1 em Doha, no Catar, nos dias 12 e 13 de julho. J\u00e1 em T\u00f3quio, os competidores ficar\u00e3o hospedados na Universidade Waseda, contando com instala\u00e7\u00f5es de treinamento, antes de se mudarem para a Vila Ol\u00edmpica. A chefe de miss\u00e3o da equipe ser\u00e1 Tegla Loroupe, ex-recordista mundial de maratonas.<\/p>\n<p>Convocados<\/p>\n<p>A escolha dos atletas refugiados que competir\u00e3o no Jap\u00e3o foi, segundo o COI, baseada em uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios, como desempenho esportivo e o status de refugiado confirmado pela ACNUR. Tamb\u00e9m foram considerados fatores como uma representatividade equilibrada entre esportes, g\u00eaneros e regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre os 10 atletas que competiram no Rio 2016, seis estar\u00e3o tamb\u00e9m em T\u00f3quio: a nadadora Yusra Mardini, o judoca Popole Misenga e os corredores Anjelina Nadai Lohalith (1.500m), James Nyang Chiengjiek (800m), Paulo Amotun Lokoro (1.500m) e Rose Nathike Likonyen (800m). Entre eles, Popole Misenga j\u00e1 \u00e9 um conhecido da torcida brasileira.<\/p>\n<p>Nascido na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, o judoca mora no Rio de Janeiro e treina na equipe do Instituto Rea\u00e7\u00e3o. Na Arena Carioca 2, em 2016, ele conseguiu vencer a primeira luta, mas foi derrotado na sequ\u00eancia pelo ent\u00e3o campe\u00e3o mundial, o sul-coreano Donghan Gwak. \u201cMeu nome j\u00e1 entrou na hist\u00f3ria ol\u00edmpica. Um refugiado estava aqui e ganhou uma luta. E lutou tamb\u00e9m com o campe\u00e3o do mundo. Para mim \u00e9 \u00f3timo\u201d, disse na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Popole fugiu da guerra ainda aos sete anos, deixando tr\u00eas irm\u00e3os para tr\u00e1s. A m\u00e3e havia sido morta. Foi em 2013, contudo, quando foi convocado para o Mundial no Rio de Janeiro, que decidiu que ficaria no Brasil, depois de ter documentos, dinheiro e at\u00e9 quimonos roubados. Depois de vagar pelas ruas por alguns dias, falando apenas franc\u00eas, conseguiu a ajuda de um angolano, que o encaminhou para uma entidade de aux\u00edlio a refugiados. Em seguida, foi acolhido pelo Instituto Rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro relato de sobreviv\u00eancia \u00e9 o da nadadora s\u00edria Yusra Mardini. Na fuga, em 2015, ela e a irm\u00e3 passaram pelo L\u00edbano e pela Turquia, onde embarcaram em um bote rumo \u00e0 Gr\u00e9cia. O motor, contudo, parou de funcionar. Na tentativa de salvar os cerca de 20 refugiados a bordo, as irm\u00e3s e outra mulher, as \u00fanicas que sabiam nadar, mergulharam e empurraram o bote at\u00e9 a costa. De l\u00e1 para c\u00e1, Yusra conseguiu ref\u00fagio na Alemanha e, em 2016, disputou as provas de 100m livre e 100m borboleta.<\/p>\n<p>Fonte: Minist\u00e9rio da Cidadania \/ Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco anos, o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI) anunciava\u00a0um time de dez nomes\u00a0que, pela primeira vez, integraria uma equipe de refugiados em uma edi\u00e7\u00e3o de Jogos Ol\u00edmpicos. 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