{"id":182222,"date":"2021-05-11T17:54:33","date_gmt":"2021-05-11T20:54:33","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=182222"},"modified":"2021-05-11T17:54:33","modified_gmt":"2021-05-11T20:54:33","slug":"inflacao-fica-em-031-em-abril-puxada-por-reajuste-de-medicamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=182222","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o fica em 0,31% em abril, puxada por reajuste de medicamentos"},"content":{"rendered":"<p>Pressionada pela alta nos pre\u00e7os dos produtos farmac\u00eauticos, a infla\u00e7\u00e3o de abril ficou em 0,31%, abaixo da registrada em mar\u00e7o (0,93%). Com isso, o \u00edndice acumula alta de 2,37% no ano e de 6,76% nos \u00faltimos 12 meses. Em abril de 2020, a varia\u00e7\u00e3o havia sido de -0,31%.Os dados s\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (11) pelo IBGE.<\/p>\n<p>No grupo sa\u00fade e cuidados pessoais, a alta foi de 1,19%. A principal influ\u00eancia desse resultado foi o aumento dos pre\u00e7os dos produtos farmac\u00eauticos (2,69%), que foram tamb\u00e9m o principal impacto no \u00edndice geral (0,09 p.p.). \u201cNo dia 1\u00ba de abril, foi concedido o reajuste de at\u00e9 10,08% no pre\u00e7o dos medicamentos, dependendo da classe terap\u00eautica. Normalmente esse reajuste \u00e9 dado no m\u00eas de abril, ent\u00e3o j\u00e1 era esperado\u201d, diz o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.<\/p>\n<p>A maior varia\u00e7\u00e3o nos produtos farmac\u00eauticos veio dos rem\u00e9dios anti-infecciosos e antibi\u00f3ticos (5,20%). Al\u00e9m disso, houve alta tamb\u00e9m nos produtos de higiene pessoal (0,99%), como perfumes (3,67%), artigos de maquiagem (3,07%), papel higi\u00eanico (2,90%) e produtos para cabelo (1,21%).<\/p>\n<p>Outro destaque no \u00edndice de abril foi o grupo dos transportes, que variou -0,08%, influenciado, principalmente, pela queda nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Ap\u00f3s 10 meses consecutivos de alta, a gasolina recuou 0,44% em abril. Mas a queda mais intensa no grupo veio do etanol (-4,93%). \u201cHouve uma sequ\u00eancia de reajustes entre fevereiro e mar\u00e7o na gasolina. Mas no fim de mar\u00e7o houve duas redu\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o desse produto nas refinarias. Isso acaba chegando ao consumidor final\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>Ele explica que, com o etanol, o cen\u00e1rio \u00e9 semelhante. \u201cO etanol acaba seguindo a gasolina porque atua como um substituto. Quando sobe o pre\u00e7o da gasolina, as pessoas migram para o etanol e o pre\u00e7o dele sobe tamb\u00e9m\u201d. Por outro lado, ainda nos transportes, os autom\u00f3veis novos (1,01%) e usados (0,57%) tiveram alta. E os pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas (6,41%) subiram pela primeira vez no ano.<\/p>\n<p>O aumento no pre\u00e7o de alimentos como as carnes (1,01%), o leite longa vida (2,40%), o frango em peda\u00e7os (1,95%) e o tomate (5,46%) tornou a alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio (0,47%) mais cara do que no m\u00eas anterior. Isso explica a alta de 0,40% no grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas.<\/p>\n<p>\u201cTivemos alta no segundo semestre do ano passado, depois uma desacelera\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio do ano e agora uma acelera\u00e7\u00e3o de 0,13% para 0,40% devido ao aumento nos pre\u00e7os desses alimentos\u201d, explica Kislanov.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, as carnes, que acumularam uma alta de 35,05%, nos \u00faltimos 12 meses, tiveram seus pre\u00e7os aumentados em abril devido, principalmente, \u00e0 infla\u00e7\u00e3o de custos por causa da ra\u00e7\u00e3o animal. \u201cEstamos em um momento em que h\u00e1 uma grande alta no pre\u00e7o das commodities. Nesse caso, principalmente a soja e o milho est\u00e3o impactando os custos do produtor e isso acaba influenciando o pre\u00e7o final do produto no mercado\u201d, pontua o gerente da pesquisa.<\/p>\n<p>Entre os alimentos que tiveram queda no pre\u00e7o, as frutas (-5,21%) foram o principal destaque. A alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio desacelerou (0,23%), ap\u00f3s subir 0,89% no m\u00eas anterior. O \u00edndice menor \u00e9 explicado especialmente pela varia\u00e7\u00e3o de -0,04% do lanche, item que havia subido 1,88% em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>J\u00e1 o aumento menos intenso do grupo habita\u00e7\u00e3o (0,22%), em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior (0,81%), foi impactado pela desacelera\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os do g\u00e1s de botij\u00e3o (1,15%), que haviam aumentado 4,98% em mar\u00e7o, e pelo recuo de 0,04% da energia el\u00e9trica. A bandeira tarif\u00e1ria amarela, que acrescenta R$ 1,343 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos, foi mantida em abril. Regi\u00f5es metropolitanas como Rio de Janeiro (3,63%) e Fortaleza (3,32%) sentiram a alta desse item, ao passo que em outras, como S\u00e3o Paulo (-1,22%) e Porto Alegre (-1,38%), houve redu\u00e7\u00e3o por causa da diminui\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de PIS\/COFINS.<\/p>\n<p>Todas as 16 \u00e1reas pesquisadas registraram infla\u00e7\u00e3o. A maior varia\u00e7\u00e3o veio de Rio Branco (0,96%), influenciada especialmente pela alta nos produtos farmac\u00eauticos (4,50%). J\u00e1 o menor \u00edndice foi observado em Bras\u00edlia (0,05%), por conta, principalmente, da queda no pre\u00e7o da gasolina (-1,47%).<\/p>\n<p>Com o acumulado de 6,76% nos \u00faltimos 12 meses, o IPCA se encontra acima do teto da meta do governo, que \u00e9 de 5,25%. \u201cH\u00e1 tamb\u00e9m o efeito das duas defla\u00e7\u00f5es que tivemos no ano passado, em abril e maio. Quando olhamos para os 12 meses, estamos tirando uma defla\u00e7\u00e3o de 2020 e adicionando uma varia\u00e7\u00e3o positiva agora\u201d, explica Kislanov.<\/p>\n<p><strong>INPC varia 0,38% em abril<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor &#8211; INPC de abril teve alta de 0,38%, abaixo da taxa de mar\u00e7o, quando havia registrado 0,86%. O indicador acumula, no ano, alta de 2,35% e de 7,59% em 12 meses. Em abril de 2020, a taxa foi de -0,23%.<\/p>\n<p>Os produtos aliment\u00edcios subiram 0,49% em abril enquanto, no m\u00eas anterior, haviam registrado 0,07%. Os n\u00e3o aliment\u00edcios variaram 0,35%, ap\u00f3s subirem 1,11% em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Todas as \u00e1reas pesquisadas tiveram infla\u00e7\u00e3o em abril, com destaque para Rio Branco (1,06%), onde as altas da gasolina (1,95%) e dos produtos farmac\u00eauticos (4,66%) fizeram o \u00edndice subir. J\u00e1 o menor \u00edndice foi observado em Bras\u00edlia (0,11%), influenciado pelas quedas nos pre\u00e7os da gasolina (-1,47%) e das frutas (-7,10%).<\/p>\n<p><strong>Mais sobre a pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>O Sistema Nacional de \u00cdndices de Pre\u00e7os ao Consumidor (SNIPC) produz\u00a0o IPCA, que tem por objetivo medir a infla\u00e7\u00e3o de um conjunto de produtos e servi\u00e7os comercializados no varejo, referentes ao consumo das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Atualmente, a popula\u00e7\u00e3o-objetivo do IPCA abrange as fam\u00edlias com rendimentos de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, enquanto a do INPC abrange as fam\u00edlias com rendimentos de 1 a 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, residentes nas \u00e1reas urbanas das regi\u00f5es de abrang\u00eancia do SNIPC: regi\u00f5es metropolitanas de Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba, Porto Alegre, al\u00e9m do Distrito Federal e dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju. Acesse os dados no\u00a0<a href=\"https:\/\/sidra.ibge.gov.br\/pesquisa\/snipc\/ipca\/quadros\/brasil\/marco-2021\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sidra.<\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia IBGE<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pressionada pela alta nos pre\u00e7os dos produtos farmac\u00eauticos, a infla\u00e7\u00e3o de abril ficou em 0,31%, abaixo da registrada em mar\u00e7o (0,93%). Com isso, o \u00edndice acumula alta de 2,37% no ano e de 6,76% nos \u00faltimos 12 meses. 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