{"id":181514,"date":"2021-04-27T17:55:29","date_gmt":"2021-04-27T20:55:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=181514"},"modified":"2021-04-27T17:55:29","modified_gmt":"2021-04-27T20:55:29","slug":"governo-de-minas-confirma-recuperacao-ambiental-em-garimpo-ilegal-no-rio-jequitinhonha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=181514","title":{"rendered":"Governo de Minas confirma recupera\u00e7\u00e3o ambiental em garimpo ilegal no Rio Jequitinhonha"},"content":{"rendered":"<p>Dois anos ap\u00f3s a Opera\u00e7\u00e3o Salve o Jequitinhonha, deflagrada em abril de 2019 pela Pol\u00edcia Federal com o apoio do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Governo de Minas,<\/a>\u00a0o meio ambiente continua dando sinais de recupera\u00e7\u00e3o em uma \u00e1rea de garimpo ilegal conhecida como Areinha, no Rio Jequitinhonha, entre os munic\u00edpios de Diamantina e Couto Magalh\u00e3es. Os ganhos ambientais e a manuten\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o do garimpo foram confirmados em a\u00e7\u00e3o fiscal realizada, em 16\/4, pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.meioambiente.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (Semad)<\/a>, em parceria com o Comando de Avia\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.policiamilitar.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pol\u00edcia Militar<\/a>.<\/p>\n<p>Os fiscais da Semad e os policiais sobrevoaram a \u00e1rea atingida pelo garimpo e verificaram que n\u00e3o houve retomada da pr\u00e1tica, al\u00e9m de terem constatado ganho ambiental na vegeta\u00e7\u00e3o e nas condi\u00e7\u00f5es do curso d\u2019\u00e1gua. Dados do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.igam.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto Mineiro de Gest\u00e3o das \u00c1guas (Igam)<\/a>\u00a0mostram que o n\u00edvel de turbidez do rio est\u00e1 90% mais baixo do que o \u00edndice registrado quando a atividade irregular foi paralisada.<\/p>\n<p>O sobrevoo em Areinha \u00e9 feito anualmente, desde 2019, com objetivo de monitorar a recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e coibir o retorno da atividade. Al\u00e9m disso, equipes do Comando de Policiamento do Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar de Meio Ambiente realizam fiscaliza\u00e7\u00f5es rotineiras, por terra. \u201cO acompanhamento \u00e9 extremamente importante para garantirmos que n\u00e3o haja retorno da movimenta\u00e7\u00e3o garimpeira para a \u00e1rea do Rio Jequitinhonha. No sobrevoo \u00e9 poss\u00edvel fazer uma avalia\u00e7\u00e3o mais extensa, de forma ampliada, em todo o trecho do rio\u201d, afirma o superintendente de Fiscaliza\u00e7\u00e3o Ambiental da Semad, Fl\u00e1vio Aquino.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua<\/strong><\/p>\n<p>Durante o sobrevoo, a equipe de fiscaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m verificou que o espelho d\u2019\u00e1gua do Rio Jequitinhonha estava limpo e com apar\u00eancia escura, uma caracter\u00edstica natural do curso d\u2019\u00e1gua. O cen\u00e1rio corrobora com a baixa turbidez mensurada pelo Igam e tamb\u00e9m indica que n\u00e3o h\u00e1 deposi\u00e7\u00e3o de material s\u00f3lido ou revolvimento do leito. A an\u00e1lise feita pela equipe da Ger\u00eancia de Monitoramento de Qualidade das \u00c1guas do Igam foi feita em um ponto de coleta localizado a cerca de 70 quil\u00f4metros a jusante da \u00e1rea em que o garimpo foi fechado.<\/p>\n<p>Nas amostras coletadas e analisadas trimestralmente pelo Igam s\u00e3o avaliados cerca de 50 par\u00e2metros. Dentre os que apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o significativa ap\u00f3s a fiscaliza\u00e7\u00e3o em 2019, destaca-se a turbidez. Os dados do monitoramento mostram que o n\u00edvel de turbidez no rio era de 131,25 NTU nos resultados medidos um ano antes da opera\u00e7\u00e3o. Em 2020, a m\u00e9dia foi de 18,4 NTU e, em janeiro deste ano, o resultado apurado para turbidez foi de 13,6 NTU, o que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 90%.<\/p>\n<p>\u201cO par\u00e2metro turbidez \u00e9 utilizado para se conhecer a quantidade de part\u00edculas que est\u00e3o em suspens\u00e3o na \u00e1gua. Essa quantidade de part\u00edculas em suspens\u00e3o se altera conforme o grau de preserva\u00e7\u00e3o do solo, com a quantidade e a intensidade de chuva, e com o lan\u00e7amento de poluentes ou atividades que possam causar o revolvimento do leito do rio, como o garimpo\u201d, explica a gerente de Monitoramento de Qualidade das \u00c1guas do Igam, Katiane Brito.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de Minas Gerais, Mar\u00edlia Melo, destaca que a redu\u00e7\u00e3o da turbidez tamb\u00e9m impacta diretamente os n\u00edveis de deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos em \u00e1reas a jusante no curso d\u2019\u00e1gua, com a diminui\u00e7\u00e3o da velocidade de forma\u00e7\u00e3o dos bancos de areia. \u201cA disponibilidade h\u00eddrica \u00e9 prolongada, pois o leito do rio est\u00e1 armazenando mais \u00e1gua por n\u00e3o estar assoreado. Esse fato tamb\u00e9m minimiza os impactos decorrentes das enchentes, considerando que a calha do rio guarda ainda sua capacidade de escoamento, diminuindo os transbordamentos\u201d, avaliou.<\/p>\n<p><strong>Salve o Jequitinhonha<\/strong><\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o para acabar com o garimpo ilegal de Areinha foi desencadeada pela Pol\u00edcia Federal em abril de 2019. A for\u00e7a-tarefa teve o apoio da Semad e da Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais para encerrar as atividades mecanizadas no leito e \u00e0s margens do Rio Jequitinhonha, entre Diamantina e Couto de Magalh\u00e3es, no Vale do Jequitinhonha.<\/p>\n<p>Investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edciaFederal apontavam que o garimpo com m\u00e1quinas pesadas no Rio Jequitinhonha chegou a movimentar de R$ 10 milh\u00f5es a R$ 20 milh\u00f5es por m\u00eas com a retirada de diamantes em Areinha e nas \u00e1reas pr\u00f3ximas, durante um per\u00edodo de intensifica\u00e7\u00e3o da atividade em 2018.<\/p>\n<p>Tal apura\u00e7\u00e3o foi mais um sinal da necessidade da atua\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico para barrar as agress\u00f5es ao meio ambiente. No dia em que a opera\u00e7\u00e3o foi deflagrada, em 2 de abril de 2019, a Semad lavrou 22 autos, nos quais foram descritas 47 infra\u00e7\u00f5es contra cinco envolvidos no garimpo ilegal, conforme investiga\u00e7\u00e3o da PF.<\/p>\n<p>As infra\u00e7\u00f5es somam mais de R$ 2 milh\u00f5es em multas, o que demonstra o tamanho da degrada\u00e7\u00e3o constatada. Entre os motivos est\u00e3o suprimir vegeta\u00e7\u00e3o em \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP), minerar em APP, dragar o leito do rio para fins de extra\u00e7\u00e3o mineral sem outorga, lan\u00e7ar efluentes e gerar ac\u00famulo de sedimentos no manancial, resultando no assoreamento do curso d\u2019\u00e1gua, entre outras.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Minas\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois anos ap\u00f3s a Opera\u00e7\u00e3o Salve o Jequitinhonha, deflagrada em abril de 2019 pela Pol\u00edcia Federal com o apoio do\u00a0Governo de Minas,\u00a0o meio ambiente continua dando sinais de recupera\u00e7\u00e3o em uma \u00e1rea de garimpo ilegal conhecida como Areinha, no Rio Jequitinhonha, entre os munic\u00edpios de Diamantina e Couto Magalh\u00e3es. 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