{"id":180764,"date":"2021-04-12T18:04:29","date_gmt":"2021-04-12T21:04:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=180764"},"modified":"2021-04-12T18:04:29","modified_gmt":"2021-04-12T21:04:29","slug":"inflacao-fica-em-093-em-marco-maior-alta-para-o-mes-desde-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=180764","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o fica em 0,93% em mar\u00e7o, maior alta para o m\u00eas desde 2015"},"content":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o, a infla\u00e7\u00e3o foi de 0,93%, a taxa mais alta para o m\u00eas desde 2015, quando atingiu 1,32%. O \u00edndice acumula varia\u00e7\u00e3o de 2,05% no ano e de 6,10% nos \u00faltimos 12 meses. Os principais impactos v\u00eam dos aumentos nos pre\u00e7os de combust\u00edveis (11,23%) e do g\u00e1s de botij\u00e3o (4,98%). Os dados s\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (9), pelo IBGE.<\/p>\n<p>\u201cForam aplicados sucessivos reajustes nos pre\u00e7os da gasolina e do \u00f3leo diesel nas refinarias entre fevereiro e mar\u00e7o e isso acabou impactando os pre\u00e7os de venda para o consumidor final nas bombas. A gasolina nos postos teve alta de 11,26%, o etanol, de 12,59% e o \u00f3leo diesel, de 9,05%. O mesmo aconteceu com o g\u00e1s, que teve dois reajustes nas refinarias nesse per\u00edodo, acumulando alta de 10,46%, e agora o consumidor percebe esse aumento\u201d, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.<\/p>\n<p>A gasolina foi o item que contribuiu com o maior impacto no IPCA de mar\u00e7o (0,60 ponto percentual). Sendo que S\u00e3o Lu\u00eds (MA) teve a menor varia\u00e7\u00e3o (6,32%), dentre as 16 localidades pesquisadas, no pre\u00e7o da gasolina ao consumidor. J\u00e1 o Rio de Janeiro (RJ) foi onde os motoristas mais sentiram no bolso (14,45%) esse reajuste.<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro teve, inclusive, outros aumentos que impactaram a infla\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o. Um deles foi o das passagens de trem, que subiram 6,38% em 23 de fevereiro, resultando em uma alta de 3,57% no custo dos transportes na capital fluminense. E houve tamb\u00e9m reajustes de 4,66% e 4,50% nas concession\u00e1rias de energia, em 15 de mar\u00e7o, e 3,50% no g\u00e1s encanado, no dia 1\u00ba de fevereiro, contribuindo para uma alta de 0,77% nos custos de habita\u00e7\u00e3o do carioca.<\/p>\n<p>No que diz respeito aos \u00edndices regionais, todas as \u00e1reas pesquisadas apresentaram varia\u00e7\u00e3o positiva. Sendo que o maior resultado ficou com o munic\u00edpio de Goi\u00e2nia (1,46%), onde pesaram as altas de 13,65% na gasolina e 18,43% no etanol. E o menor \u00edndice foi observado na regi\u00e3o metropolitana do Recife (0,62%), principalmente por conta das quedas na energia el\u00e9trica (-2,23%) e no tomate (-21,03%).<\/p>\n<p>Uma boa not\u00edcia para o consumidor \u00e9 que a infla\u00e7\u00e3o do grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (0,13%) vem desacelerando. O pre\u00e7o continua subindo, mas sobe menos a cada m\u00eas. As varia\u00e7\u00f5es anteriores foram de 1,74% em dezembro, 1,02% em janeiro e 0,27% em fevereiro.<\/p>\n<p>\u201cOs alimentos tiveram alta de 14,09% em 2020, mas, desde dezembro, apresentam uma tend\u00eancia de desacelera\u00e7\u00e3o. Alguns fatores contribuem para isso, como uma maior estabilidade do c\u00e2mbio e a redu\u00e7\u00e3o na demanda por conta da suspens\u00e3o do aux\u00edlio emergencial nos primeiros meses do ano\u201d, comenta Kislanov.<\/p>\n<p>Para quem s\u00f3 est\u00e1 comendo em casa, os pre\u00e7os ca\u00edram de fato: a alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio teve queda de 0,17%, enquanto a alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio teve alta de 0,89%. Recuos nos pre\u00e7os do tomate (-14,12%), da batata-inglesa (-8,81%), do arroz (-2,13%) e do leite longa vida (-2,27%) baratearam as refei\u00e7\u00f5es em casa. Mas as carnes (0,85%) seguem em alta, embora a varia\u00e7\u00e3o tenha sido inferior \u00e0 de fevereiro (1,72%).<\/p>\n<p><strong>INPC varia 0,86% em mar\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), subiu 0,86%, resultado levemente acima do de fevereiro (0,82%) e tamb\u00e9m o maior \u00edndice para um m\u00eas de mar\u00e7o desde 2015, quando o INPC variou 1,51%. No ano, o indicador acumula alta de 1,96% e, em 12 meses, de 6,94%.<\/p>\n<p>Nesse \u00edndice, os produtos aliment\u00edcios subiram 0,07% em mar\u00e7o, abaixo do resultado de 0,17% observado no m\u00eas anterior. J\u00e1 os n\u00e3o aliment\u00edcios tiveram alta de 1,11%, enquanto, em fevereiro, haviam registrado 1,03%.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia IBGE<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o, a infla\u00e7\u00e3o foi de 0,93%, a taxa mais alta para o m\u00eas desde 2015, quando atingiu 1,32%. O \u00edndice acumula varia\u00e7\u00e3o de 2,05% no ano e de 6,10% nos \u00faltimos 12 meses. Os principais impactos v\u00eam dos aumentos nos pre\u00e7os de combust\u00edveis (11,23%) e do g\u00e1s de botij\u00e3o (4,98%). 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