{"id":180369,"date":"2021-04-03T09:56:55","date_gmt":"2021-04-03T12:56:55","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=180369"},"modified":"2021-04-03T09:56:55","modified_gmt":"2021-04-03T12:56:55","slug":"arbitra-brasileira-nao-se-cansa-de-pioneirismo-no-basquete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=180369","title":{"rendered":"\u00c1rbitra brasileira n\u00e3o se cansa de pioneirismo no basquete"},"content":{"rendered":"<p>O site oficial da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Basquete (Fiba) publicou, na \u00faltima quarta-feira (31), uma reportagem destacando a quantidade recorde de \u00e1rbitras mulheres escaladas para os principais eventos da modalidade em 2021. Nos campeonatos mundiais sub-19 masculino e feminino, por exemplo, 20 dos 56 nomes selecionadas s\u00e3o do sexo feminino, algo in\u00e9dito. Para as Olimp\u00edadas de T\u00f3quio s\u00e3o cinco mulheres entre os 30 \u00e1rbitros convocados. Uma brasileira est\u00e1 presente nestas duas listas. A paulista Andreia Regina Silva, de 40 anos, pode inclusive se tornar a primeira \u00e1rbitra do pa\u00eds a apitar um jogo da chave masculina em uma Olimp\u00edada.<\/p>\n<p>\u201cNa verdade, o mais importante \u00e9 desempenhar um excelente trabalho. Claro que \u00e9 uma conquista, pequena por um lado mas grande por outro. Eu quero apitar masculino, feminino, o m\u00e1ximo que puder. Mas estar nessa lista j\u00e1 \u00e9 uma vit\u00f3ria e j\u00e1 estou muito feliz\u201d, declarou Andreia em conversa com a Ag\u00eancia Brasil enquanto aguardava para embarcar para Bras\u00edlia, onde apitar\u00e1, a partir desta quinta (1), na chamada bolha do NBB (Novo Basquete Brasil).<\/p>\n<p>Andreia n\u00e3o seria a primeira brasileira a atender o chamado da Fiba para uma Olimp\u00edada. Tatiana Steigerwald foi a Atenas 2004 e F\u00e1tima da Silva esteve em Pequim 2008, mas nenhuma das duas chegou a arbitrar partidas do torneio masculino. Alcan\u00e7ar isso n\u00e3o seria o primeiro pioneirismo na carreira de Andreia. Em fevereiro deste ano ela se tornou a primeira mulher a fazer parte da equipe de arbitragem de uma final da Copa Intercontinental de clubes.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o me prendo a isso. N\u00e3o fico contando, eu sou a primeira. S\u00e3o coisas que v\u00e3o acontecendo com a vida\u201d, revela.<\/p>\n<p>A oportunidade na decis\u00e3o entre Quimsa (Argentina) e San Pablo (Espanha) s\u00f3 foi poss\u00edvel por conta de outra primeira vez. Em 2018, a brasileira conquistou a licen\u00e7a black da Fiba, que permite apitar qualquer partida de qualquer campeonato organizado pela federa\u00e7\u00e3o internacional, seja ele disputado por homens ou mulheres. Andreia conta que teve que passar pelos testes f\u00edsicos mais pesados para \u00e1rbitros (incluindo o chamado YoYo Test) sem margem para discrep\u00e2ncias na performance. A velocidade exigida chega a 16,5 km\/h.<\/p>\n<p>O grau de exig\u00eancia para apitar em uma Olimp\u00edada \u00e9 alto e a cobran\u00e7a tamb\u00e9m vem dela mesma. Afinal, at\u00e9 o momento ela e Guilherme Locatelli (o outro brasileiro escalado para arbitrar em T\u00f3quio) s\u00e3o os \u00fanicos representantes do basquete brasileiro confirmados no Jap\u00e3o, j\u00e1 que a sele\u00e7\u00e3o feminina n\u00e3o se classificou e a masculina ainda busca a vaga.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 bastante press\u00e3o [risos]. Quero chegar l\u00e1 na minha melhor forma f\u00edsica e tamb\u00e9m tenho estudado muito, tanto as regras quanto tamb\u00e9m o ingl\u00eas. Quero que seja o meu melhor desempenho em uma competi\u00e7\u00e3o\u201d, declara.<\/p>\n<p>A primeira Olimp\u00edada da carreira, seja l\u00e1 como se desenrole quando julho chegar, \u00e9 motivo de frio na barriga, mas tamb\u00e9m de orgulho para Andreia. \u00c9 o \u00e1pice de uma trajet\u00f3ria que exigiu muitos sacrif\u00edcios, como deixar a cidade onde nasceu, Bauru, para se arriscar numa carreira de poucas certezas, ainda mais para mulheres. Nos \u00faltimos 20 anos, ela raramente encontrou os pais S\u00f4nia e Carlos Ant\u00f4nio, o que ficou imposs\u00edvel com a pandemia do novo coronav\u00edrus (covid-19). Estar na mesma quadra que grandes estrelas do basquete mundial \u00e9 uma responsabilidade, mas tamb\u00e9m uma recompensa.<\/p>\n<p>\u201cTer o meu nome nos Jogos Ol\u00edmpicos \u00e9 algo que me faz olhar para tr\u00e1s e ver que valeu a pena cada l\u00e1grima, cada humilha\u00e7\u00e3o. Estamos acostumados a ver esses jogadores pela televis\u00e3o, e agora eles est\u00e3o ali, cumprimentando ou reclamando de falta. \u00c0s vezes eu n\u00e3o acredito que estou ali\u201d, diz.<\/p>\n<p>Avessa aos louros de tantos pioneirismos, ela pensa nas pr\u00f3prias conquistas como sinal de algo maior que vem a\u00ed: \u201cComemorei muito tudo isso. \u00c9 como se a Fiba estivesse olhando para o \u00e1rbitro n\u00e3o pelo g\u00eanero, mas sim pela capacidade. E, se eu consegui, outras podem conseguir tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0 Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O site oficial da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Basquete (Fiba) publicou, na \u00faltima quarta-feira (31), uma reportagem destacando a quantidade recorde de \u00e1rbitras mulheres escaladas para os principais eventos da modalidade em 2021. Nos campeonatos mundiais sub-19 masculino e feminino, por exemplo, 20 dos 56 nomes selecionadas s\u00e3o do sexo feminino, algo in\u00e9dito. Para as Olimp\u00edadas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":246,"featured_media":180370,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[257,439],"tags":[],"class_list":["post-180369","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esporte","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/246"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=180369"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180369\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":180372,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180369\/revisions\/180372"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/180370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=180369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=180369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=180369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}