{"id":179308,"date":"2021-03-11T17:17:58","date_gmt":"2021-03-11T20:17:58","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=179308"},"modified":"2021-03-11T17:17:58","modified_gmt":"2021-03-11T20:17:58","slug":"inflacao-avanca-086-em-fevereiro-maior-alta-para-o-mes-desde-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=179308","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o avan\u00e7a 0,86% em fevereiro, maior alta para o m\u00eas desde 2016"},"content":{"rendered":"<p>Pressionada pela alta nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, a infla\u00e7\u00e3o de fevereiro foi de 0,86%, acima da registrada em janeiro (0,25%). Esse \u00e9 o maior resultado para um m\u00eas de fevereiro desde 2016, quando o \u00edndice foi de 0,90%. Os dados s\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (11) pelo IBGE.<\/p>\n<p>O IPCA acumula alta de 1,11% no ano e, em 12 meses, de 5,20%, acima dos 4,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, o \u00edndice havia ficado em 0,25%.<\/p>\n<p>Com alta de 7,11%, a gasolina foi, individualmente, o item que mais impactou o \u00edndice no m\u00eas, com participa\u00e7\u00e3o de cerca de 42% no resultado final (0,36 p.p.). \u201cTemos tido aumentos no pre\u00e7o da gasolina, que s\u00e3o dados nas refinarias, mas uma parte deles acaba sendo repassada ao consumidor final. No in\u00edcio de fevereiro, por exemplo, tivemos um aumento de 8%, e depois de mais de 10%. Esses aumentos subsequentes no pre\u00e7o do combust\u00edvel explicam essa alta\u201d, diz o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da gasolina, os pre\u00e7os do etanol (8,06%), do \u00f3leo diesel (5,40%) e do g\u00e1s veicular (0,69%) tamb\u00e9m subiram. Com isso, os combust\u00edveis acumulam alta de 28,44% nos \u00faltimos nove meses. Em fevereiro, o grupo transportes teve alta de 2,28%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o (2,48%) teve a maior varia\u00e7\u00e3o entre os grupos. O maior impacto do grupo veio dos cursos regulares (3,08%). \u201cEsse foi o segundo maior impacto dentro do \u00edndice do m\u00eas. Em fevereiro, n\u00f3s captamos os reajustes das mensalidades cobradas pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino. E al\u00e9m disso, verificamos que em alguns casos houve retirada de descontos aplicados ao longo do ano passado no contexto de suspens\u00e3o das aulas presenciais por conta da pandemia\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>O grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas variou 0,27% em fevereiro, desacelerando pelo terceiro m\u00eas consecutivo. A queda nos pre\u00e7os da batata-inglesa (-14,70%), do tomate (-8,55%), do leite longa vida (-3,30%), do \u00f3leo de soja (-3,15%) e do arroz (-1,52%) contribu\u00edram para a desacelera\u00e7\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio (0,28%). Houve aumento no pre\u00e7o da cebola (15,59%) e das carnes (1,72%).<\/p>\n<p>\u201cEssa desacelera\u00e7\u00e3o na passagem de janeiro para fevereiro \u00e9 explicada principalmente por alguns itens que haviam subido bastante ao longo do ano passado, como o \u00f3leo de soja e o arroz. Por outro lado, as carnes tinham tido uma ligeira defla\u00e7\u00e3o em janeiro, com queda de 0,08%, e agora voltaram a subir\u201d, diz Kislanov.<\/p>\n<p>Houve desacelera\u00e7\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio, que foi de 0,91% em janeiro para 0,27% em fevereiro, principalmente por causa da varia\u00e7\u00e3o do lanche (0,11%), que no m\u00eas anterior havia aumentado 1,83%.<\/p>\n<p>A alta nos pre\u00e7os atingiu todas as 16 regi\u00f5es pesquisadas no IPCA. O maior resultado ficou com a regi\u00e3o metropolitana de Fortaleza (1,48%), impactado principalmente pela alta de 8,86% nos cursos regulares. O menor foi registrado no Rio de Janeiro (0,38%), influenciado pela queda nos pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas (-10,73%) e do transporte por aplicativo (-16,5%).<\/p>\n<p><strong>INPC varia 0,82% em fevereiro<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor &#8211; INPC de fevereiro teve alta de 0,82%, acima da taxa de janeiro, quando havia registrado 0,27%. Esse \u00e9 o maior resultado para um m\u00eas de fevereiro desde 2016, quando o \u00edndice foi de 0,95%.<\/p>\n<p>Os produtos aliment\u00edcios subiram 0,17% em fevereiro enquanto, no m\u00eas anterior, haviam registrado 1,01%. Os n\u00e3o aliment\u00edcios tiveram alta 1,03%, ap\u00f3s variarem 0,03% em janeiro. Todas as \u00e1reas pesquisadas tiveram infla\u00e7\u00e3o em fevereiro, com destaque para Fortaleza (1,52%).<\/p>\n<p>No ano, o INPC acumula alta de 1,09% e, nos \u00faltimos 12 meses, de 6,22%, acima dos 5,53% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, a taxa foi de 0,17%.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo do INPC se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds, Aracaju e de Bras\u00edlia. \u00a0J\u00e1 o IPCA abrange fam\u00edlias que ganham de um at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, independentemente da fonte.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia IBGE<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pressionada pela alta nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, a infla\u00e7\u00e3o de fevereiro foi de 0,86%, acima da registrada em janeiro (0,25%). Esse \u00e9 o maior resultado para um m\u00eas de fevereiro desde 2016, quando o \u00edndice foi de 0,90%. 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