{"id":178997,"date":"2021-03-05T17:05:53","date_gmt":"2021-03-05T20:05:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=178997"},"modified":"2021-03-05T17:05:53","modified_gmt":"2021-03-05T20:05:53","slug":"estatisticas-de-genero-ocupacao-das-mulheres-e-menor-em-lares-com-criancas-de-ate-tres-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=178997","title":{"rendered":"Estat\u00edsticas de G\u00eanero: ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres \u00e9 menor em lares com crian\u00e7as de at\u00e9 tr\u00eas anos"},"content":{"rendered":"<p><big>Em 2019, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres de 25 a 49 anos vivendo com crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos de idade foi de 54,6% e o dos homens foi de 89,2%. Em lares sem crian\u00e7as nesse grupo et\u00e1rio, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o foi de 67,2% para as mulheres e 83,4% para os homens. As mulheres pretas ou pardas com crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos de idade no domic\u00edlio apresentaram os menores n\u00edveis de ocupa\u00e7\u00e3o: 49,7% em 2019. Em rela\u00e7\u00e3o a cuidados de pessoas ou afazeres dom\u00e9sticos, as mulheres dedicaram quase o dobro de tempo que os homens: 21,4 horas contra 11 horas semanais. A propor\u00e7\u00e3o em trabalho parcial (at\u00e9 30 horas semanais) tamb\u00e9m \u00e9 maior: 29,6% entre as mulheres e 15,6% entre os homens.<\/big><\/p>\n<p><big>Na popula\u00e7\u00e3o com 25 anos ou mais, 15,1% dos homens e 19,4% das mulheres tinham n\u00edvel superior completo em 2019. No entanto, as mulheres representavam menos da metade (46,8%) dos professores de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior no pa\u00eds. Em cursos de gradua\u00e7\u00e3o, elas s\u00e3o minoria entre os alunos nas \u00e1reas ligadas \u00e0s ci\u00eancias exatas e \u00e0 esfera da produ\u00e7\u00e3o: apenas 13,3% dos alunos de Computa\u00e7\u00e3o e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC) s\u00e3o mulheres, enquanto elas ocupam 88,3% das matr\u00edculas na \u00e1rea de Bem-Estar, que contempla cursos como Servi\u00e7o Social.<\/big><\/p>\n<p><big>Apesar de mais instru\u00eddas, as mulheres ocupavam 37,4% dos cargos gerenciais e recebiam 77,7% do rendimento dos homens.<\/big><\/p>\n<p><big>Em 2020, as mulheres eram 14,8% dos deputados federais, a menor propor\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Sul e a 142\u00aa posi\u00e7\u00e3o de um ranking com dados para 190 pa\u00edses. No processo eleitoral de 2018, 32,2% das candidaturas para o cargo de deputado federal foram de mulheres. Entre as candidaturas que contaram com receita superior a R$ um milh\u00e3o, apenas 18,0% foram femininas.<\/big><\/p>\n<p><big>Em 2020, entre os vereadores eleitos, 16% eram mulheres. As mulheres eram apenas duas entre os 22 ministros. Na esfera estadual e distrital, 27,6% dos policiais civis e 11% dos policiais militares eram mulheres, em 2018.<\/big><\/p>\n<p><big>Utilizada para a an\u00e1lise do fen\u00f4meno do feminic\u00eddio (definido na Lei n. 13.104\/2015), a informa\u00e7\u00e3o sobre local de ocorr\u00eancia da viol\u00eancia mostra que em 2018, enquanto 30,4 % dos homic\u00eddios de mulheres ocorreram no domic\u00edlio, para os homens essa propor\u00e7\u00e3o foi de 11,2%. Em 2019, apenas 7,5% dos munic\u00edpios tinham delegacias especializadas para atender mulheres.<\/big><\/p>\n<p><big>Em 2019, 2,1% dos casamentos envolviam mulheres de at\u00e9 17 anos. De 2011 para 2019 a taxa de fecundidade adolescente caiu de 64 para 59 nascimentos a cada mil mulheres, sendo a maior taxa na regi\u00e3o Norte (84,5 nascimentos a cada mil mulheres) e, por UF, no Amazonas (93,2).<\/big><\/p>\n<p><big>Essas s\u00e3o algumas das informa\u00e7\u00f5es da segunda edi\u00e7\u00e3o das Estat\u00edsticas de g\u00eanero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, que analisa as condi\u00e7\u00f5es de vida das brasileiras a partir de um conjunto de indicadores proposto pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas. O IBGE compilou informa\u00e7\u00f5es de suas pesquisas e de fontes externas para elaborar o estudo.<\/big><\/p>\n<p><strong>Em lares com crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos, mulheres t\u00eam menor n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, a taxa de participa\u00e7\u00e3o das mulheres na for\u00e7a de trabalho foi 54,5%. Entre os homens, esta medida chegou a 73,7% &#8211; uma diferen\u00e7a de 19,2 pontos percentuais. A taxa mede a parcela da popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar (15 anos ou mais de idade) que est\u00e1 na for\u00e7a de trabalho (ou seja, trabalhando ou procurando trabalho e dispon\u00edvel para trabalhar).<\/p>\n<p>Entre as mulheres de 25 a 49 anos que viviam em lares com crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos de idade, pouco mais da metade (54,6%) estava efetivamente ocupada. Em lares sem crian\u00e7as nessa faixa et\u00e1ria, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres foi de 67,2% . Entre os homens, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 superior tanto em lares com crian\u00e7as com at\u00e9 3 de idade (89,2%), quanto em lares sem crian\u00e7as nesse grupo et\u00e1rio (83,4%).<\/p>\n<p>As mulheres pretas ou pardas com crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos de idade no domic\u00edlio apresentaram os menores n\u00edveis de ocupa\u00e7\u00e3o: 49,7% em 2019. Entre as mulheres brancas, a propor\u00e7\u00e3o foi de 62,6%. Para aquelas sem a presen\u00e7a de crian\u00e7as nesta faixa et\u00e1ria, os percentuais foram 63,0%, entre mulheres pretas e pardas, e 72,8% entre brancas.<\/p>\n<p><strong>Mulheres dedicam quase o dobro do tempo em cuidados e\/ou afazeres dom\u00e9sticos<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, em 2019, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres dom\u00e9sticos quase o dobro do tempo que os homens: 21,4 horas contra 11 horas semanais.<\/p>\n<p>Embora na Regi\u00e3o Sudeste as mulheres dedicassem mais horas a estas atividades (22,1 horas), a maior desigualdade se encontrava na Regi\u00e3o Nordeste: 21,8 para elas e 10,5 para eles, ou seja, 11,4 pontos percentuais.<\/p>\n<p>As mulheres pretas ou pardas estavam mais envolvidas com os cuidados de pessoas e afazeres dom\u00e9sticos, com o registro de 22,0 horas semanais em 2019, ante 20,7 horas para mulheres brancas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 diferen\u00e7as marcantes por classes da popula\u00e7\u00e3o em ordem crescente de rendimento domiciliar\u00a0<em>per capita:\u00a0<\/em>as mulheres que fazem parte dos 20% com os menores rendimentos trabalham em m\u00e9dia 24,1 horas nas atividades de cuidados e afazeres dom\u00e9sticos, enquanto as que se encontram nos 20% com os maiores rendimentos trabalham 18,2 horas.<\/p>\n<p><strong>29,6% das mulheres e 15,6% dos homens trabalham em tempo parcial<\/strong><\/p>\n<p>Mulheres que necessitam conciliar trabalho remunerado com os afazeres dom\u00e9sticos e cuidados, em muitos casos, aceitam ocupa\u00e7\u00f5es com carga hor\u00e1ria reduzida. Em 2019, cerca de um ter\u00e7o das mulheres (29,6%) estavam ocupadas em tempo parcial (at\u00e9 30 horas semanais de trabalho), quase o dobro do verificado para os homens (15,6%).<\/p>\n<p>As mulheres pretas ou pardas eram as que mais exerciam o trabalhado parcial, que representava 32,7% do total, contra 26,0% das mulheres brancas. Os homens em trabalho parcial eram 17,2% entre pretos e pardos e 13,5% entre brancos. As regi\u00f5es Norte e Nordeste apresentaram as maiores propor\u00e7\u00f5es de mulheres ocupadas em trabalho parcial: 39,2% e 37,5%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Mulheres recebem 77,7% do rendimento dos homens<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, as mulheres receberam 77,7% (ou pouco mais de \u00be) do rendimento dos homens. Enquanto o rendimento m\u00e9dio mensal dos homens era de R$2.555, o das mulheres era de R$1.985.<\/p>\n<p>A desigualdade \u00e9 maior entre as pessoas nos grupos ocupacionais com maiores rendimentos. Nos grupos de Diretores e gerentes e Profissionais das ci\u00eancias e intelectuais, as mulheres receberam, respectivamente, 61,9% e 63,6% do rendimento dos homens.<\/p>\n<p>Nas Regi\u00f5es Sudeste e Sul as mulheres recebiam em m\u00e9dia, 74,0% e 72,8%, respectivamente, do rendimento dos homens. Nas Regi\u00f5es Norte e Nordeste, onde os rendimentos m\u00e9dios foram mais baixos para homens e mulheres, as desigualdades eram menores (92,6% e 86,5%, respectivamente).<\/p>\n<p><strong>Pretos e pardos t\u00eam maior propor\u00e7\u00e3o de atraso\u00a0<\/strong><strong>ou<\/strong><strong>\u00a0abandono escolar<\/strong><\/p>\n<p>Embora a frequ\u00eancia \u00e0 escola ou creche seja semelhante para homens e mulheres em todas as faixas et\u00e1rias, o atraso escolar atinge mais o sexo masculino, especialmente os pretos e pardos. Isso \u00e9 percebido a partir da taxa de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida ajustada, que considera a frequ\u00eancia escolar no n\u00edvel de ensino adequado a sua faixa et\u00e1ria, ou a conclus\u00e3o desse n\u00edvel.<\/p>\n<p>Em 2019, ambos os sexos registraram a mesma taxa (95,8%) no ensino fundamental. No n\u00edvel superior, por\u00e9m, as mulheres registraram uma taxa de 29,7%, contra 21,5% dos homens. Uma mulher de 18 a 24 anos tinha, em 2019, cerca de 38% mais chances de estar frequentando ou j\u00e1 ter terminado o ensino superior do que um homem da mesma faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>Embora as mulheres apresentem \u00edndices superiores aos dos homens, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de forma desigual entre as mulheres. Em 2019, mulheres pretas ou pardas entre 18 e 24 anos apresentavam uma taxa ajustada de frequ\u00eancia l\u00edquida ao ensino superior de 22,3%, quase 50% menor do que a registrada entre brancas (40,9%) e quase 30% menor do que a taxa verificada entre homens brancos (30,5%). A menor taxa ajustada de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida se verificou entre os homens pretos ou pardos (15,7%).<\/p>\n<p><strong>Apesar de mais instru\u00eddas, mulheres ainda s\u00e3o minoria na doc\u00eancia superior<\/strong><\/p>\n<p>Entre a popula\u00e7\u00e3o com 25 anos ou mais, 15,1% dos homens e 19,4% das mulheres tinham n\u00edvel superior completo em 2019. Na popula\u00e7\u00e3o mais jovem, no recorte de 25 a 34 anos, essa diferen\u00e7a chega a 6,8 pontos percentuais: 25,1% das mulheres possu\u00edam n\u00edvel superior completo, contra 18,3% dos homens.<\/p>\n<p>Entretanto, as mulheres representavam 46,8% dos professores de institui\u00e7\u00f5es de ensino superior no Brasil. Essa propor\u00e7\u00e3o vem crescendo, ainda que lentamente, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. A propor\u00e7\u00e3o mais alta \u00e9 na Bahia (51,8%) e a mais baixa, em S\u00e3o Paulo (43,4%).<\/p>\n<p><strong>Na gradua\u00e7\u00e3o, apenas 13,3% dos alunos de Computa\u00e7\u00e3o e TIC s\u00e3o mulheres<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o minoria em cursos de gradua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas ligadas \u00e0s ci\u00eancias exatas e \u00e0 esfera da produ\u00e7\u00e3o. Em 2019, elas correspondiam a apenas 13,3% das matr\u00edculas nos cursos presenciais de gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o e Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o, e 21,6% na \u00e1rea de Engenharia e profiss\u00f5es correlatas. J\u00e1 nas \u00e1reas relacionadas ao cuidado, a participa\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 muito maior. Na \u00e1rea de Bem-Estar, que inclui cursos como Servi\u00e7o social, a participa\u00e7\u00e3o feminina nas matr\u00edculas foi de 88,3% em 2019. Em Direito e Medicina, duas \u00e1reas tradicionais, as mulheres tamb\u00e9m constitu\u00edam uma maioria das matr\u00edculas de gradua\u00e7\u00e3o, embora por margens mais estreitas \u2013 55,2% e 59,7%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Tabagismo\u00a0<\/strong><strong>ainda<\/strong><strong>\u00a0\u00e9 mais frequente entre homens e a obesidade, entre mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, enquanto 15,7% dos homens de 15 anos de idade ou mais responderam consumir algum produto de tabaco, o percentual foi de 9,4% para as mulheres. Em compara\u00e7\u00e3o com 2013, quando a faixa et\u00e1ria investigada foi a partir de 18 anos, o tabagismo diminuiu para ambos os sexos, quando as taxas eram de 18,9% para os homens e 11,0% para as mulheres, de acordo com a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS).<\/p>\n<p>A obesidade, por sua vez, cresceu entre 2013 e 2019. Considerando a popula\u00e7\u00e3o a partir de 20 anos de idade, a incid\u00eancia de obesidade entre os homens aumentou de 17,5% para 22,8%. Entre as mulheres, aumentou de 25,2% para 30,2% em 2019.<\/p>\n<p><strong>E<\/strong><strong>speran\u00e7a de vida aumenta e taxa de mortalidade na inf\u00e2ncia diminui\u00a0<\/strong><strong>entre as mulheres<\/strong><\/p>\n<p>A esperan\u00e7a de vida das mulheres aos 60 anos era maior do que a dos homens e aumentou entre 2011 e 2019. Em 2011, a esperan\u00e7a de vida de uma mulher de 60 anos no Brasil era de 23,1 anos e passou para 24,4 em 2019. J\u00e1 a dos homens subiu de 19,6 para 20,7 anos. Uma mulher de 60 anos na Regi\u00e3o Sul tinha quase 3 anos a mais de expectativa de vida que uma mulher da mesma idade na Regi\u00e3o Norte: 25,3 e 22,4 anos, respectivamente.<\/p>\n<p>A mortalidade na inf\u00e2ncia (probabilidade de uma crian\u00e7a morrer antes dos cinco anos de idade) entre os meninos passou de 20,6 em cada mil nascidos vivos, em 2011, para 15,1, em 2019. Entre as meninas, o indicador passou de 17,2 para 12,8, em cada mil nascidas vivas. Enquanto na Regi\u00e3o Norte uma menina nascida em 2019 tinha 17,2\u2030 de chances de morrer com menos de 5 anos, na Regi\u00e3o Sul as chances eram de 9,0\u2030.<\/p>\n<p><strong>Em 2020, mulheres eram 14,8% dos deputados, 16% dos vereadores e 7,1% dos ministros<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, o percentual de parlamentares mulheres na C\u00e2mara dos deputados passou de 10,5%, em dezembro de 2017, para 14,8%, em setembro de 2020. Apesar do aumento, o Brasil era o pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul com a menor propor\u00e7\u00e3o e encontrava-se na 142\u00aa posi\u00e7\u00e3o de um\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0com dados para 190 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O processo de candidatura ao cargo de deputado federal indica o descompasso entre homens e mulheres na C\u00e2mara. Em 2018, 32,2% das candidaturas para o cargo de deputado federal foram de mulheres, em compara\u00e7\u00e3o a 31,8%, em 2014. Essas propor\u00e7\u00f5es est\u00e3o ainda pr\u00f3ximas \u00e0 cota m\u00ednima de 30% de candidaturas para cada sexo, por partido ou coliga\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, como previsto em lei. Em 2018, entre as candidaturas para o cargo de deputado federal que contaram com receita superior a R$ um milh\u00e3o, apenas 18,0% eram de mulheres. Estudos apontam que candidaturas com maior volume de recursos financeiros s\u00e3o mais propensas ao sucesso eleitoral.<\/p>\n<p>Nos minist\u00e9rios a desigualdade \u00e9 ainda maior: em 25 de setembro de 2020, dos 22 ministros de Estado, apenas dois eram mulheres (ou 7,1%).<\/p>\n<p>Na esfera municipal, somente 16,0% dos vereadores eleitos em 2020 eram mulheres, um aumento de menos de 3 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2016. O estado com a menor propor\u00e7\u00e3o foi o Rio de Janeiro, com 9,8%; a maior, o Rio Grande do Norte, com 21,8%.<\/p>\n<p>Mulheres pretas e mulheres pardas encontravam-se sub-representadas entre as vereadoras eleitas. Embora representassem 9,2% e 46,2% das mulheres na popula\u00e7\u00e3o em 2019, alcan\u00e7aram 5,3% e 33,8% das cadeiras obtidas pelas mulheres nas elei\u00e7\u00f5es de 2020.<\/p>\n<p><strong>Mulheres eram 2<\/strong><strong>7,6<\/strong><strong>% do efetivo das pol\u00edcias civis em 201<\/strong><strong>9<\/strong><\/p>\n<p>O percentual de policiais mulheres \u00e9 um indicador que, al\u00e9m de atender \u00e0 meta de integrar as mulheres \u00e0 vida p\u00fablica, comp\u00f5e as medidas de assist\u00eancia \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. Esse atendimento se d\u00e1 no \u00e2mbito das pol\u00edcias civis, subordinadas aos governos estaduais. Segundo a Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Estaduais (Estadic), em 2019, as mulheres representavam 11% do efetivo ativo da pol\u00edcia militar e 27,6% da pol\u00edcia civil das Unidades da Federa\u00e7\u00e3o. No efetivo total, elas correspondiam a 14,6%, sendo a menor participa\u00e7\u00e3o de mulheres no Rio Grande do Norte, com 5,3%, e a maior participa\u00e7\u00e3o no Amap\u00e1, com 24,3%.<\/p>\n<p><strong>Mulheres ocupavam 37,4% dos cargos gerenciais em 201<\/strong><strong>9<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, 62,6% dos cargos gerenciais eram ocupados por homens e 37,4% pelas mulheres, em 2019. A maior desigualdade por sexo foi encontrada nos 20% da popula\u00e7\u00e3o ocupada com os maiores rendimentos do trabalho principal (77,7% para os homens contra 22,3% para as mulheres). Do mesmo modo, a desigualdade se aprofunda nas faixas et\u00e1rias mais elevadas: entre pessoas de 60 ou mais anos de idade, 78,5% dos cargos gerenciais eram ocupados por homens e 32,6% pelas mulheres.<\/p>\n<p><strong>Em 2019, 2,1% dos c<\/strong><strong>asamentos envolviam mulheres de at\u00e9 17 anos<\/strong><\/p>\n<p>Segundo as Estat\u00edsticas do Registro Civil, em 2019, 21.769 casamentos foram realizados com c\u00f4njuges de at\u00e9 17 anos do sexo feminino, o que corresponde a 2,1% do total de casamentos em 2019. Do sexo masculino, foram 2.203 (0,2% do total).<\/p>\n<p>A incid\u00eancia do fen\u00f4meno vem se reduzindo desde 2011, quando 48.637 casamentos foram registrados com mulheres de at\u00e9 17 anos, ou 4,7% do total de casamentos do ano. Rond\u00f4nia, por\u00e9m, apresentou, em 2019, propor\u00e7\u00e3o superior \u00e0 do Brasil de oito anos antes, com 6,4%.<\/p>\n<p><strong>Maior taxa de fecundidade adolescente\u00a0<\/strong><strong>est\u00e1 na regi\u00e3o Norte<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, em 2019, a taxa de fecundidade adolescente (entre mulheres de 15 a 19 anos) era de 59 nascimentos a cada mil mulheres. Em 2011, a taxa era de 64\u2030.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es Sudeste e Sul as taxas de fecundidade adolescente eram de 49,4 e 50,0, respectivamente; no Centro-Oeste e Nordeste, eram de 62,7 e 65,2, respectivamente. J\u00e1 na Regi\u00e3o Norte, a taxa era de 84,5 nascimentos a cada mil mulheres de 15 a 19 anos de idade. A maior taxa foi encontrada no Amazonas (93,2) e a menor, no Distrito Federal (42,7). No mundo, a menor taxa, em 2018, foi apresentada pela Uni\u00e3o Europeia (8,9) e a maior, pela \u00c1frica Subsaariana (101,2).<\/p>\n<p><strong>30,4 % dos homic\u00eddios de mulheres ocorrem no domic\u00edlio<\/strong><\/p>\n<p>Utilizada para a an\u00e1lise do fen\u00f4meno do feminic\u00eddio (definido na Lei n. 13.104\/2015 como o homic\u00eddio contra a mulher por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino \u2013 viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar e menosprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de ser mulher), a informa\u00e7\u00e3o sobre local de ocorr\u00eancia da viol\u00eancia mostra que a propor\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios cometidos no domic\u00edlio tem maior vulto entre as mulheres. Em 2018, enquanto 30,4 % dos homic\u00eddios de mulheres ocorreram no domic\u00edlio, para os homens a propor\u00e7\u00e3o foi de 11,2%.<\/p>\n<p>Entre as mulheres, as pretas ou pardas tinham maiores taxas de homic\u00eddio que as mulheres brancas, tanto no domic\u00edlio, quanto fora dele. No domic\u00edlio, a taxa para as mulheres pretas ou pardas (1,4) era 34,8% maior que para as mulheres brancas (1,1); fora do domic\u00edlio, era 121,7% maior (3,8 e 1,7, respectivamente).<\/p>\n<p><strong>Apenas 7,5% dos munic\u00edpios t\u00eam delegacias especializadas para atender mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Dentre as medidas previstas para o atendimento \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, a Lei Maria da Penha determina a cria\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de atendimento \u00e0s v\u00edtimas. Em 2018, a Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais (Munic) identificou que 2,7% dos munic\u00edpios brasileiros possu\u00edam casa-abrigo de gest\u00e3o municipal, 20,9% dispunham de servi\u00e7os especializados de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres e 9,7% ofereciam servi\u00e7os especializados de atendimento \u00e0 viol\u00eancia sexual. Em 2019, 7,5% munic\u00edpios contavam com delegacia especializada, patamar que n\u00e3o aumentou desde 2012.<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2019, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres de 25 a 49 anos vivendo com crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos de idade foi de 54,6% e o dos homens foi de 89,2%. Em lares sem crian\u00e7as nesse grupo et\u00e1rio, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o foi de 67,2% para as mulheres e 83,4% para os homens. 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