{"id":178731,"date":"2021-03-01T22:32:26","date_gmt":"2021-03-02T01:32:26","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=178731"},"modified":"2021-03-01T22:32:26","modified_gmt":"2021-03-02T01:32:26","slug":"goalball-mira-ouro-inedito-para-consolidar-dominancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=178731","title":{"rendered":"Goalball mira ouro in\u00e9dito para consolidar domin\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p>Teve in\u00edcio segunda-feira (1\u00ba de mar\u00e7o) a segunda fase de treinos da temporada das sele\u00e7\u00f5es masculina e feminina de goalball do Brasil no Centro de Treinamento Paral\u00edmpico (CT), em S\u00e3o Paulo. Os 16 convocados (sete homens e nove mulheres) s\u00e3o os mesmos da primeira fase, realizada entre 1\u00ba e 14 de fevereiro. Na Paralimp\u00edada de T\u00f3quio (Jap\u00e3o) cada sele\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ter seis jogadores.<\/p>\n<p>O time feminino, que fica no CT at\u00e9 dia 13, tem tr\u00eas remanescentes dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro: as alas Ana Carolina Duarte, Gleyse Priscila e Vict\u00f3ria Amorim. A ala J\u00e9ssica Gomes e as piv\u00f4s Ana Gabriely Brito e Moniza Aparecida, por sua vez, estiveram no grupo do Mundial de 2018 (que n\u00e3o teve Vict\u00f3ria). As alas Geovanna Clara e K\u00e1tia Aparecida, al\u00e9m da piv\u00f4 Larissa Santos completam a convoca\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o dirigida por Dailton Nascimento, que dever\u00e1 estar pelo menos 50% renovada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela de cinco anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Na equipe masculina, que permanece treinando at\u00e9 dia 15, cinco jogadores estiveram na \u00faltima Paralimp\u00edada: os alas Alex Melo, Josem\u00e1rcio &#8220;Parazinho&#8221; e Leomon Moreno e os piv\u00f4s Jos\u00e9 Roberto Ferreira e Rom\u00e1rio Marques. J\u00e1 o ala Emerson Ernesto e o piv\u00f4 Ivanilson da Silva chegaram \u00e0 sele\u00e7\u00e3o no atual ciclo paral\u00edmpico. Este \u00faltimo &#8211; de apelido &#8220;Son&#8221; &#8211; ainda tem de ser submetido a uma classifica\u00e7\u00e3o funcional internacional (processo que define a classe conforme o grau da defici\u00eancia do atleta e se ele est\u00e1 apto a competir nos Jogos).<\/p>\n<p>&#8220;Nosso grupo mescla atletas jovens e outros experientes. Temos atletas indo para a terceira Paralimp\u00edada e outros podendo ir \u00e0 primeira, mas j\u00e1 com experi\u00eancia internacional. \u00c9 um time com bagagem e potencial de desempenho interessante. \u00c9 treino em alto n\u00edvel o tempo todo&#8221;, destacou o t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o masculina, Alessandro Tosim, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>A nova fase de treinamentos ser\u00e1 mais intensa que a primeira, marcada por ser a volta das sele\u00e7\u00f5es ao CT ap\u00f3s quase um ano, devido \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus (covid-19). Ao longo de 2020, as delega\u00e7\u00f5es masculina e feminina foram acompanhadas \u00e0 dist\u00e2ncia, com intuito de limitar ao m\u00e1ximo eventuais perdas t\u00e9cnicas e f\u00edsicas.<\/p>\n<p>&#8220;Dividimos a primeira fase em dois momentos. Todos os dias, eles faziam um treino t\u00e9cnico e t\u00e1tico e uma sess\u00e3o f\u00edsica. Durante a [aus\u00eancia de treinos devido \u00e0 covid-19] pandemia, realizamos propostas [de atividades] virtuais com os atletas. Enfatizamos muito o treinamento t\u00e9cnico e algumas a\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. Foi um processo muito pertinente, pois eles chegaram fisicamente muito bem, em um n\u00edvel que era interessante para aquela fase&#8221;, descreveu Tosim.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de as meninas terem vindo do per\u00edodo de um ano afastadas das atividades com intensidade um pouco maior, conseguimos fazer um controle e deu para perceber que a manuten\u00e7\u00e3o, mesmo de forma remota, funcionou. Com certeza, conseguiremos puxar um pouco mais. \u00c9 uma prepara\u00e7\u00e3o mais espec\u00edfica com treinos mais intensos&#8221;, complementou o preparador f\u00edsico da sele\u00e7\u00e3o feminina, Roger Scherer, em depoimento ao site oficial da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).<\/p>\n<p><strong>O ouro que falta<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica modalidade paral\u00edmpica que n\u00e3o \u00e9 adapta\u00e7\u00e3o de outro esporte tem o Brasil como pot\u00eancia, principalmente entre os homens. A sele\u00e7\u00e3o masculina de goalball \u00e9 a atual bicampe\u00e3 do mundo (2014 e 2018) e lidera o ranking da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, sigla em ingl\u00eas). A feminina ocupa o terceiro lugar na rela\u00e7\u00e3o da IBSA, atr\u00e1s de Turquia (1\u00aa) e China (2\u00aa) e foi bronze no Mundial de tr\u00eas anos atr\u00e1s. As duas equipes ganharam o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru), em 2019.<\/p>\n<p>Curiosamente, os brasileiros nunca subiram ao topo do p\u00f3dio da Paralimp\u00edada. A equipe masculina ficou perto em 2012, mas foi prata nos Jogos de Londres (Reino Unido), superada pela Finl\u00e2ndia na final. Quatro anos depois, o Brasil foi derrotado pelos Estados Unidos na semifinal, mas assegurou o bronze ao ganhar da Su\u00e9cia na disputa pelo terceiro lugar. O time feminino caiu para a China na semifinal e foi vencido pelas norte-americanas no jogo que valeu o bronze.<\/p>\n<p>&#8220;A gente sabe que [a Paralimp\u00edada de T\u00f3quio] ser\u00e1 uma competi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e muito disputada. Assim como retomamos os treinos agora, h\u00e1 pa\u00edses da Europa que j\u00e1 est\u00e3o treinando, como Alemanha, Litu\u00e2nia e Turquia, que s\u00e3o sele\u00e7\u00f5es muito fortes e costumam chegar \u00e0s semifinais dos grandes eventos&#8221;, alertou Tosim.<\/p>\n<p>&#8220;Temos um grupo de muito talento, e sabemos de nossas condi\u00e7\u00f5es no cen\u00e1rio mundial. O Brasil \u00e9 a maior refer\u00eancia do goalball hoje e vemos isso com bons olhos. A gente sabe que todo mundo se prepara para ganhar do Brasil e n\u00f3s nos preparamos para n\u00e3o perdermos essa hegemonia&#8221;, completou o t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o masculina.<\/p>\n<p><strong>Caminho at\u00e9 T\u00f3quio<\/strong><\/p>\n<p>A vaga na Paralimp\u00edada foi assegurada gra\u00e7as \u00e0 campanha das equipes masculina e feminina no Mundial de 2018. O cronograma at\u00e9 T\u00f3quio, a princ\u00edpio, tem outras quatro fases de treinamento e um torneio preparat\u00f3rio em vista para ambas as sele\u00e7\u00f5es: a Malm\u00f6 Cup, competi\u00e7\u00e3o tradicional disputada na Su\u00e9cia e, por enquanto, agendada para o per\u00edodo de13 a 16 de maio. A realiza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, ainda depende do est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o da pandemia e das restri\u00e7\u00f5es para acesso de estrangeiros na Europa.<\/p>\n<p>O Campeonato das Am\u00e9ricas, que seria em junho, em S\u00e3o Paulo, foi adiado para outubro. Em mar\u00e7o, a sele\u00e7\u00e3o feminina teria um interc\u00e2mbio em Jerusal\u00e9m (Israel), que foi cancelado em raz\u00e3o da covid-19. Tamb\u00e9m neste m\u00eas, os homens disputariam um torneio nos Estados Unidos, que acabou suspenso.<\/p>\n<p>&#8220;[Em julho] Temos a expectativa de trazer alguma sele\u00e7\u00e3o para treinar conosco. Mas, em decorr\u00eancia da pandemia, estamos trabalhando o conceito de competitividade nos treinos, criando, o tempo todo, situa\u00e7\u00f5es em que os atletas estejam competindo, para manter isso aceso neles at\u00e9 a Paralimp\u00edada&#8221;, concluiu Tosim.<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teve in\u00edcio segunda-feira (1\u00ba de mar\u00e7o) a segunda fase de treinos da temporada das sele\u00e7\u00f5es masculina e feminina de goalball do Brasil no Centro de Treinamento Paral\u00edmpico (CT), em S\u00e3o Paulo. Os 16 convocados (sete homens e nove mulheres) s\u00e3o os mesmos da primeira fase, realizada entre 1\u00ba e 14 de fevereiro. 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