{"id":178628,"date":"2021-02-26T10:56:26","date_gmt":"2021-02-26T13:56:26","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=178628"},"modified":"2021-02-26T10:56:26","modified_gmt":"2021-02-26T13:56:26","slug":"desemprego-recua-para-139-no-4o-tri-mas-taxa-media-do-ano-e-a-maior-desde-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=178628","title":{"rendered":"Desemprego recua para 13,9% no 4\u00ba tri, mas taxa m\u00e9dia do ano \u00e9 a maior desde 2012"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o caiu para 13,9% no quarto trimestre, depois de atingir 14,6% no trimestre anterior. Mesmo assim, a taxa m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o para o ano de 2020 foi de 13,5%, a maior desde 2012. Isso corresponde a cerca de 13,4 milh\u00f5es de pessoas na fila por um trabalho no pa\u00eds. O resultado para o ano interrompe a queda na desocupa\u00e7\u00e3o iniciada em 2018, quando ficou em 12,3%. Em 2019, o desemprego foi de 11,9%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), divulgada pelo nesta sexta-feira (26) pelo IBGE.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNo ano passado, houve uma piora nas condi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho em decorr\u00eancia da pandemia de Covid-19. A necessidade de medidas de distanciamento social para o controle da propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus paralisaram temporariamente algumas atividades econ\u00f4micas, o que tamb\u00e9m influenciou na decis\u00e3o das pessoas de procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupa\u00e7\u00e3o, pressionando o mercado de trabalho\u201d, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No intervalo de um ano, a popula\u00e7\u00e3o ocupada reduziu 7,3 milh\u00f5es de pessoas, chegando ao menor n\u00famero da s\u00e9rie anual. \u201cSa\u00edmos da maior popula\u00e7\u00e3o ocupada da s\u00e9rie, em 2019, com 93,4 milh\u00f5es de pessoas, para 86,1 milh\u00f5es em 2020. Ou seja, foi uma queda bastante acentuada e em um per\u00edodo muito curto, o que trouxe impactos significativos nos indicadores da pesquisa. Pela primeira vez na s\u00e9rie anual, menos da metade da popula\u00e7\u00e3o em idade para trabalhar estava ocupada no pa\u00eds. Em 2020, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o foi de 49,4%\u201d, acrescenta Beringuy.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa queda da ocupa\u00e7\u00e3o foi disseminada por todos os trabalhadores. Em um ano, o n\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (excluindo trabalhadores dom\u00e9sticos) teve redu\u00e7\u00e3o recorde, menos 2,6 milh\u00f5es, um recuo de 7,8%, ficando em 30,6 milh\u00f5es de pessoas. Os trabalhadores dom\u00e9sticos (5,1 milh\u00f5es) diminu\u00edram 19,2%, tamb\u00e9m a maior retra\u00e7\u00e3o j\u00e1 registrada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Houve redu\u00e7\u00e3o de 1,5 milh\u00e3o de pessoas entre os trabalhadores por conta pr\u00f3pria, que somaram 22,7 milh\u00f5es, uma retra\u00e7\u00e3o de 6,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. O n\u00famero de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,7 milh\u00f5es) caiu 16,5%, menos 1,9 milh\u00e3o de pessoas. At\u00e9 o total de empregadores recuou 8,5%, ficando em 4,0 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 a taxa de informalidade passou de 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020, o que representa 33,3 milh\u00f5es pessoas sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores dom\u00e9sticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta pr\u00f3pria) ou trabalhadores sem remunera\u00e7\u00e3o. Adriana lembra que os informais foram os primeiros atingidos pelos efeitos da pandemia, no ano passado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro destaque foi a alta recorde no total de pessoas subutilizadas, que s\u00e3o aquelas desocupadas, subocupadas por insufici\u00eancia de horas trabalhadas ou na for\u00e7a de trabalho potencial. No ano, esse contingente chegou a 31,2 milh\u00f5es, o maior da s\u00e9rie, um aumento de 13,1% com mais 3,6 milh\u00f5es de pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os desalentados, que desistiram de procurar trabalho devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es estruturais do mercado, chegaram a 5,5 milh\u00f5es de pessoas em 2020, uma alta de 16,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. \u00c9 tamb\u00e9m o maior contingente da s\u00e9rie anual da PNAD Cont\u00ednua.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cCom os impactos econ\u00f4micos da pandemia, muitas pessoas pararam de procurar trabalho por n\u00e3o se encontrarem na localidade em que vivem ou por medo de se exporem ao v\u00edrus. Durante o ano de 2020, observamos que a popula\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho potencial cresceu devido ao contexto. Esse processo causado pela pandemia, somado \u00e0s dificuldades estruturais de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, podem ter refor\u00e7ado a sensa\u00e7\u00e3o de desalento\u201d, afirmou a analista da pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em um ano de perdas generalizadas na ocupa\u00e7\u00e3o, a exce\u00e7\u00e3o entre as atividades foi a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que cresceu 1%, com mais 172 mil trabalhadores, impulsionada pelos segmentos de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 constru\u00e7\u00e3o fechou 2020 com perda de 12,5% na ocupa\u00e7\u00e3o, seguido de com\u00e9rcio (9,6%) e ind\u00fastria (8,0%). Os servi\u00e7os tamb\u00e9m foram os mais afetados, com destaque para alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o (21,3%) e servi\u00e7os dom\u00e9sticos (19,0%). Outros servi\u00e7os reduziram 13,8% e transportes, 9,4%. Os menores percentuais ficaram com agricultura (2,5%) e informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (2,6%), que, inclusive, interrompeu tr\u00eas anos seguidos de crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2020, o rendimento m\u00e9dio real dos trabalhadores foi de R$ 2.543, um crescimento de 4,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. J\u00e1 a massa de rendimento real, que \u00e9 a soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, atingiu R$ 213,4 bilh\u00f5es, uma redu\u00e7\u00e3o de 3,6% frente ao ano anterior.<\/span><\/p>\n<p><b>Desocupa\u00e7\u00e3o cai no quarto trimestre, ap\u00f3s atingir maior patamar<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No \u00faltimo trimestre de 2020, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o caiu para 13,9%, depois de atingir 14,6% no terceiro trimestre, encerrado em setembro, o maior patamar j\u00e1 registrado na compara\u00e7\u00e3o trimestral. Apesar do recuo de 0,7 ponto percentual, o pa\u00eds ainda somava 13,9 milh\u00f5es de pessoas sem trabalho. Segundo Adriana, essa rea\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho j\u00e1 era esperada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO recuo da taxa no fim do ano \u00e9 um comportamento sazonal por conta do tradicional aumento das contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias e aumento das vendas do com\u00e9rcio. \u00c9 interessante notar que mesmo num ano de pandemia, o mercado de trabalho mostrou essa rea\u00e7\u00e3o.\u201d, afirma a analista da pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os principais destaques, no per\u00edodo, foram o aumento de 10,8% no contingente de empregados sem carteira assinada que atingiu 10,0 milh\u00f5es de pessoas, e o total de trabalhadores por conta pr\u00f3pria, que avan\u00e7ou 6,8%, somando 23,3 milh\u00f5es. Na mesma compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, empregados com carteira avan\u00e7aram 1,8%, atingindo 29,9 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O percentual de trabalhadores informais tamb\u00e9m subiu de 38,4%, no terceiro trimestre de 2020, para 39,5%, no quarto trimestre. Isso compreende 34,0 milh\u00f5es de pessoas, um aumento de 2,4 milh\u00f5es de trabalhadores na informalidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse resultado no trimestre foi puxado pelo aumento na ocupa\u00e7\u00e3o em quase todos os grupos de atividades: agricultura (3,4%), ind\u00fastria (3,1%), constru\u00e7\u00e3o (5,2%), com\u00e9rcio (5,2%), alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o (6,5%), informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (5,8%) outros servi\u00e7os (5,9%), servi\u00e7os dom\u00e9sticos (6,7%) e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (2,9%). Apenas transporte ficou est\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o caiu para 13,9% no quarto trimestre, depois de atingir 14,6% no trimestre anterior. Mesmo assim, a taxa m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o para o ano de 2020 foi de 13,5%, a maior desde 2012. Isso corresponde a cerca de 13,4 milh\u00f5es de pessoas na fila por um trabalho no pa\u00eds. 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