{"id":177441,"date":"2021-02-05T10:38:37","date_gmt":"2021-02-05T13:38:37","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=177441"},"modified":"2021-02-05T10:38:37","modified_gmt":"2021-02-05T13:38:37","slug":"com-covid-19-participacao-de-industrializados-na-exportacao-tem-o-pior-resultado-em-44-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=177441","title":{"rendered":"Com Covid-19, participa\u00e7\u00e3o de industrializados na exporta\u00e7\u00e3o tem o pior resultado em 44 anos"},"content":{"rendered":"<p>Com a crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, a participa\u00e7\u00e3o dos produtos industrializados na pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira registrou em 2020 o pior resultado em 44 anos. Levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) mostra que esse \u00edndice foi de 43% em 2020, o menor desde 1977. Naquele ano, ele foi de 41%.<\/p>\n<p>O resultado do ano passado ficou 8,6 pontos percentuais abaixo da m\u00e9dia registrada na \u00faltima d\u00e9cada. Os n\u00fameros mostram que, na m\u00e9dia, os produtos industrializados representaram 51,6% da pauta de exporta\u00e7\u00e3o entre 2010 a 2019. Na d\u00e9cada de 2000, esse percentual era pr\u00f3ximo a 70%.<\/p>\n<p>No levantamento, os industrializados incluem tanto produtos manufaturados quanto semimanufaturados.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um resultado muito preocupante para a ind\u00fastria. A perda de agrega\u00e7\u00e3o de valor na pauta de exporta\u00e7\u00e3o nessa magnitude preocupa e reflete, claramente, a desindustrializa\u00e7\u00e3o que vive o Brasil. Esse movimento vem em ocorrendo h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e se acelerou nos \u00faltimos anos, sobretudo em 2020\u201d, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.<\/p>\n<p>Em valores, a exporta\u00e7\u00e3o de industrializados foi de US$ 90,1 bilh\u00f5es em 2020. O valor representa uma redu\u00e7\u00e3o de US$ 16,2 bilh\u00f5es ou 15,3% na compara\u00e7\u00e3o com o resultado de 2019. E tamb\u00e9m o pior resultado desde 2009, ano da crise causada pela bolha imobili\u00e1ria nos Estados Unidos. Naquele ano, as vendas de industrializados ao exterior totalizaram US$ 87,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Por outro lado, mesmo com a crise, a participa\u00e7\u00e3o de produtos b\u00e1sicos na exporta\u00e7\u00e3o subiu de 53% em 2019 para 57% em 2020. Em valores, ela passou de U$$ 119,0 bilh\u00f5es para US$ 119,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o atinge emprego e massa salarial<\/strong><\/p>\n<p>O diretor ressalta que esse processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o atinge a atividade econ\u00f4mica como um todo e o dia a dia das pessoas, provocando o encolhimento do mercado de trabalho e da massa salarial.<\/p>\n<p>\u201c<em>Para se ter ideia, dados do IBGE e do governo compilados pela CNI mostram que cada R$ 1 bilh\u00e3o em exporta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria por ano contribui para a sustenta\u00e7\u00e3o de 36.004 empregos e tem um impacto de R$ 4,4 bilh\u00f5es sobre a economia brasileira (direto, indireto e sobre a renda)\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Na agricultura, esse mesmo R$ 1 bilh\u00e3o em exporta\u00e7\u00e3o por ano sustenta 28.136 empregos e gera R$ 2,3 bilh\u00f5es para a economia. Na minera\u00e7\u00e3o, esses n\u00fameros s\u00e3o de 21.556 empregos e R$ 3,4 bilh\u00f5es de impacto sobre a economia.<\/p>\n<p><strong>Reverter a queda depende de redu\u00e7\u00e3o do Custo Brasil e e de ajuste na pol\u00edtica comercial<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a CNI, para ampliar a inser\u00e7\u00e3o internacional das empresas e produtos brasileiros, sobretudo industrializados, o Brasil precisa urgentemente resolver problemas de duas ordens.<\/p>\n<p>De um lado, as quest\u00f5es estruturais que atrasam o progresso do Brasil, desindustrializam a economia, inibem a cria\u00e7\u00e3o de empregos e, consequentemente, reduzem de forma acelerada a competitividade internacional. De outro, os desafios espec\u00edficos da falta de uma pol\u00edtica de com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p>Dentro de casa, o Brasil precisa, por exemplo, avan\u00e7ar nas reformas estruturais, como a tribut\u00e1ria, e reduzir os demais itens do Custo Brasil. A agenda de com\u00e9rcio exterior envolve desde a melhoria de sua governan\u00e7a, passando pela desonera\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o e da melhoria do financiamento, at\u00e9 a abertura comercial por meio de acordos e da redu\u00e7\u00e3o de barreiras aos nossos produtos em terceiros mercados.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m deve fortalecer o sistema de defesa comercial para combater as pr\u00e1ticas desleais de com\u00e9rcio, principalmente o dumping e o uso de subs\u00eddios em outros pa\u00edses que distorcem a concorr\u00eancia dentro do Brasil, e avan\u00e7ar na agenda de integra\u00e7\u00e3o com os seus principais mercados estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es caem em nove dos 10 principais estados do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Entre os dez maiores estados exportadores no Brasil, nove deles registraram queda nas exporta\u00e7\u00f5es de produtos industrializados em 2020 em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Na d\u00e9cada, oito registraram redu\u00e7\u00e3o nas vendas ao exterior (veja gr\u00e1fico).<\/p>\n<p>Em termos de valores, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul foram os que mais perderam exporta\u00e7\u00f5es de bens industrializados na d\u00e9cada. As redu\u00e7\u00f5es foram de US$ 18,5 bilh\u00f5es, US$ 4,8 bilh\u00f5es, US$ 3,7 bilh\u00f5es e US$ 3,4 bilh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> CNI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, a participa\u00e7\u00e3o dos produtos industrializados na pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira registrou em 2020 o pior resultado em 44 anos. Levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) mostra que esse \u00edndice foi de 43% em 2020, o menor desde 1977. Naquele ano, ele foi de 41%. 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