{"id":177260,"date":"2021-02-03T10:44:45","date_gmt":"2021-02-03T13:44:45","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=177260"},"modified":"2021-02-03T10:44:45","modified_gmt":"2021-02-03T13:44:45","slug":"estudo-aponta-que-vacina-da-oxford-tem-82-de-eficacia-apos-2a-dose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=177260","title":{"rendered":"Estudo aponta que vacina da Oxford tem 82% de efic\u00e1cia ap\u00f3s 2\u00aa dose"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os resultados de um estudo publicado na revista cient\u00edfica Lancet, especializada em assuntos da \u00e1rea de sa\u00fade, apontam que a vacina contra covid-19 produzida em parceria pela Universidade de Oxford e a farmac\u00eautica inglesa AstraZeneca tem 82,4% de efic\u00e1cia geral com uma segunda dose aplicada ap\u00f3s um intervalo de tr\u00eas meses. A pesquisa tamb\u00e9m revela que, com a primeira dose, j\u00e1 se alcan\u00e7a 76% de efic\u00e1cia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vacina da Oxford\/AstraZeneca est\u00e1 sendo usada no Brasil conforme as prioridades definidas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. As primeiras doses do imunizante que est\u00e3o sendo distribu\u00eddas no pa\u00eds foram importadas da \u00cdndia . \u00c9 previsto que, nos pr\u00f3ximos meses, a vacina comece a ser produzida pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz). A institui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica vinculada ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade firmou, em agosto do ano passado, um acordo com a Universidade de Oxford e com a AstraZeneca para transfer\u00eancia de tecnologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudo foi divulgado na revista como um artigo\u00a0 ainda em formato preprint, isto \u00e9, trata-se de uma pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o que passar\u00e1 pelo crivo de outros pesquisadores antes da publica\u00e7\u00e3o definitiva. O trabalho \u00e9 assinado por 76 integrantes do grupo que avalia a vacina, incluindo brasileiros, pois os testes cl\u00ednicos tamb\u00e9m est\u00e3o sendo conduzidos no Brasil. Participaram das an\u00e1lises 17.177 volunt\u00e1rios, sendo 8.948 no Reino Unido, 6.753 no Brasil e 1.476 na \u00c1frica do Sul. Parte deles recebeu a vacina e outra parte um placebo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas redes sociais, especialistas brasileiros que j\u00e1 acessaram o artigo comentaram os resultados. &#8220;Esperar tr\u00eas meses para dar o refor\u00e7o pode ser realmente uma boa estrat\u00e9gia. Mas vale a pena dar o refor\u00e7o, para garantir maior dura\u00e7\u00e3o da resposta imune. O n\u00famero de anticorpos neutralizantes tamb\u00e9m aumentou bem com o refor\u00e7o&#8221;, escreveu Natalia Pasternak, microbiologista e pesquisadora do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro resultado do estudo chama aten\u00e7\u00e3o da epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente da Sabin Vaccine Institute, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos sediada em Washington (Estados Unidos) que promove o desenvolvimento, a disponibilidade e o uso de vacinas globais. Segundo ela, os dados revelam que, al\u00e9m de proteger contra doen\u00e7a, o imunizante tamb\u00e9m pode proteger conta a infec\u00e7\u00e3o. &#8220;An\u00e1lises de PCR sugerem que a vacina pode ter um efeito substancial na transmiss\u00e3o do v\u00edrus com uma redu\u00e7\u00e3o de 67% nos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">swabs [<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">cotonete est\u00e9ril que serve para coleta de exames microbiol\u00f3gicos com a finalidade de estudos cl\u00ednicos ou pesquisa] positivos entre os vacinados&#8221;, escreveu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Fiocruz<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em seu site, a Fiocruz divulgou o estudo e afirmou que os novos dados refor\u00e7am a necessidade de se manter o protocolo de duas doses. Tamb\u00e9m registrou que a efic\u00e1cia geral de 76% com a primeira dose refere-se ao per\u00edodo que come\u00e7a no 22\u00ba dia ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o at\u00e9 o 90\u00ba, quando deve ser aplicada a segunda dose.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;\u00c9 uma informa\u00e7\u00e3o importante que pode subsidiar decis\u00f5es dos planos de vacina\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o n\u00famero de vacinas dispon\u00edvel ainda \u00e9 escasso em todo o mundo&#8221;, indica a Fiocruz. A institui\u00e7\u00e3o acrescenta ainda que, para casos mais graves da doen\u00e7a, a efic\u00e1cia foi de 100%. Ap\u00f3s o 21\u00ba dia de imuniza\u00e7\u00e3o, tempo considerado necess\u00e1rio para que o organismo desenvolva os anticorpos, n\u00e3o houve nenhuma interna\u00e7\u00e3o hospitalar no grupo vacinado e 15 entre os volunt\u00e1rios que receberam o placebo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vacina da Oxford\/AstraZeneca foi aprovada para uso emergencial no Reino Unido e tamb\u00e9m em outros pa\u00edses europeus. Segundo a Fiocruz, os estudos cl\u00ednicos continuam em andamento para que se possa compreender cada vez mais os efeitos do imunizante.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os resultados de um estudo publicado na revista cient\u00edfica Lancet, especializada em assuntos da \u00e1rea de sa\u00fade, apontam que a vacina contra covid-19 produzida em parceria pela Universidade de Oxford e a farmac\u00eautica inglesa AstraZeneca tem 82,4% de efic\u00e1cia geral com uma segunda dose aplicada ap\u00f3s um intervalo de tr\u00eas meses. 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