{"id":176137,"date":"2021-01-15T11:15:10","date_gmt":"2021-01-15T14:15:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=176137"},"modified":"2021-01-15T11:15:10","modified_gmt":"2021-01-15T14:15:10","slug":"vendas-do-comercio-varejista-caem-01-em-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=176137","title":{"rendered":"Vendas do com\u00e9rcio varejista caem 0,1% em novembro"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O volume de vendas do com\u00e9rcio varejista nacional caiu 0,1% em novembro de 2020. Apesar da estabilidade, o recuo interrompeu o ritmo de seis meses consecutivos de crescimento com ganhos acumulados de 32,2%. Se comparado ao mesmo m\u00eas do ano anterior, h\u00e1 uma desacelera\u00e7\u00e3o. Saiu de alta de 8,4% em outubro para 3,4% em novembro. Ainda assim, o setor est\u00e1 7,3% acima do patamar pr\u00e9-pandemia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados s\u00e3o da Pesquisa Mensal de Com\u00e9rcio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que apontou a queda no consumo de alimentos como principal respons\u00e1vel por frear a sequ\u00eancia de altas do setor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa indicou que cinco das oito atividades investigadas cresceram em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Livros, jornais, revistas e papelaria (5,6%), tecidos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados (3,6%), Equipamentos e material para escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o (3,0%), artigos farmac\u00eauticos, m\u00e9dicos, ortop\u00e9dicos, de perfumaria e cosm\u00e9ticos (2,6%) e outros artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico (1,4%), hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (-2,2%), setor com peso de cerca de 45% no \u00edndice geral.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o gerente da PMC, Cristiano Santos, as quedas de 2,2% em rela\u00e7\u00e3o a outubro e de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2019 no volume de vendas dessa atividade refletem a infla\u00e7\u00e3o. Combust\u00edveis e lubrificantes (-0,4%) e M\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos (-0,1%) tamb\u00e9m ca\u00edram.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSe olharmos, por exemplo, para a receita das empresas dessa \u00e1rea [hipermercados], houve um decl\u00ednio de 0,8%. E a diferen\u00e7a entre a receita e o volume de vendas demonstra um aumento de custos. Mas, al\u00e9m disso, \u00e9 comum que o consumidor, quando tem uma queda de renda ou do seu poder de compra, passe a comprar menos produtos que n\u00e3o s\u00e3o essenciais e a optar por marcas mais baratas\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em movimento diferente, as atividades de outros artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico, principalmente as lojas de departamento, e de artigos farmac\u00eauticos, medicinais, ortop\u00e9dicos e de perfumaria, foram as \u00fanicas que apresentaram crescimento tanto em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior quanto em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2019.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs lojas de departamento foram alguns dos com\u00e9rcios mais impactados pelas medidas de fechamento adotadas no in\u00edcio da pandemia, j\u00e1 que t\u00eam mais facilidade de apelo ao consumo por meio das prateleiras das vastas lojas f\u00edsicas. Assim, com a reabertura do com\u00e9rcio, essa atividade vem apresentando forte crescimento, registrando em novembro alta de 1,4% frente a outubro e 16,2% frente ao mesmo per\u00edodo de 2019\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Santos destacou tamb\u00e9m que o resultado do per\u00edodo sofreu influ\u00eancia da promo\u00e7\u00e3o Black Friday, que impactou principalmente as atividades de outros artigos de uso pessoal, m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos, al\u00e9m de equipamentos de escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o. \u201cNesse novembro, essas duas primeiras atividades tiveram um desempenho bem superior ao do ano anterior, ao contr\u00e1rio dos equipamentos de escrit\u00f3rio e inform\u00e1tica, que ficaram 9,9% abaixo do mesmo per\u00edodo de 2019. Esses resultados tamb\u00e9m refletem o fato de as pessoas estarem ficando mais em casa\u201d, observou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos (11,6%) e artigos farmac\u00eauticos, medicinais, ortop\u00e9dicos e de perfumaria (7,7%) s\u00e3o as atividades que somam maiores \u00edndices no com\u00e9rcio varejista no acumulado de 2020. No per\u00edodo, o \u00edndice geral apresentou alta de 1,2%.<\/span><\/p>\n<p><b>Varejo ampliado<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme a PMC, o com\u00e9rcio varejista ampliado, que inclui as oito atividades de varejo, e ainda a de ve\u00edculos, motos, partes e pe\u00e7as e material de constru\u00e7\u00e3o, continuou avan\u00e7ando e anotou a s\u00e9tima alta no volume de vendas. Em novembro subiu 0,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas em 2019, o setor registrou a quinta taxa positiva com aumento de 4,1%, ap\u00f3s a alta de 6,1% em outubro. O IBGE observou que o varejo ampliado j\u00e1 estava em novembro 5,2% acima do patamar de fevereiro, ou seja, antes da pandemia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A venda de ve\u00edculos acumula queda de 15,1% no ano, enquanto os materiais de constru\u00e7\u00e3o registraram um avan\u00e7o de 10,1%. Segundo o gerente, a atividade de materiais de constru\u00e7\u00e3o se recuperou r\u00e1pido ap\u00f3s o fechamento do com\u00e9rcio por causa da pandemia e a partir de junho j\u00e1 estava reaquecido, comportamento distinto da venda de ve\u00edculos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA automotiva est\u00e1 tendo uma retomada mais tardia. Muitos consumidores adiaram a compra de ve\u00edculos, j\u00e1 que n\u00e3o estavam saindo de casa. Temos tamb\u00e9m na atividade uma sazonalidade, por conta dos motoristas profissionais, que costumam trocar de carro no final de ano. E vem aquecendo esse mercado tamb\u00e9m o aumento das frotas de empresas de aluguel de ve\u00edculos, que tiveram aumento de demanda. Assim, a atividade de Ve\u00edculos, motos, partes e pe\u00e7as teve um crescimento de 3,5% em novembro, mas ainda est\u00e1 1,9% abaixo do patamar de fevereiro\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p><b>Regi\u00f5es<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A taxa m\u00e9dia nacional de vendas do com\u00e9rcio varejista, que teve queda de 0,1%, reflete ainda resultados positivos em 14 das 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o. O destaque foi o Acre (7,8%), seguido de Rond\u00f4nia (7,2%) e Rio de Janeiro (4,2%). J\u00e1 nas 13 unidades que pressionaram negativamente, as maiores perdas foram Para\u00edba (-3,5%), Amap\u00e1 (-2,7%) e Paran\u00e1 (-1,9%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na mesma compara\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio varejista ampliado, cuja varia\u00e7\u00e3o entre outubro e novembro ficou em 0,6%, teve resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o. O destaque ficou tamb\u00e9m com o Acre (9,2%), seguido de Rond\u00f4nia (4,2%) e Mato Grosso (2,8%). Nas taxas negativas foram dez das 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, com destaque para o Tocantins (-5,7%), o Amap\u00e1 (-5,2%) e o Goi\u00e1s (-1,7 %).<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O volume de vendas do com\u00e9rcio varejista nacional caiu 0,1% em novembro de 2020. Apesar da estabilidade, o recuo interrompeu o ritmo de seis meses consecutivos de crescimento com ganhos acumulados de 32,2%. 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