{"id":175852,"date":"2021-01-12T15:41:20","date_gmt":"2021-01-12T18:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=175852"},"modified":"2021-01-12T15:41:20","modified_gmt":"2021-01-12T18:41:20","slug":"inflacao-oficial-tem-alta-de-452-em-2020-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=175852","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o oficial tem alta de 4,52% em 2020, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o registrou alta de 4,52% em 2020. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 a maior desde 2016, quando ficou em 6,29%. O percentual reflete o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), anunciado nessa ter\u00e7a-feira (12) pelo IBGE, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em dezembro, o indicador &#8211; divulgado junto com o acumulado do ano &#8211; acelerou para 1,35%, que \u00e9 a varia\u00e7\u00e3o mais intensa desde fevereiro de 2003, quando tinha sido de 1,57%. \u00c9 tamb\u00e9m a maior varia\u00e7\u00e3o para um m\u00eas de dezembro desde 2002 (2,10%).<\/p>\n<p>A alta no fechamento de 2020 aponta ainda que o \u00edndice do ano ficou acima do centro meta, definido pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), que era de 4,0%, mas, ainda assim, permanece dentro da margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para baixo (2,5%) ou para cima (5,5%). Em 2019, a infla\u00e7\u00e3o tinha ficado em 4,31%.<\/p>\n<p>Um dos maiores impactos para os consumidores em 2020 foi a eleva\u00e7\u00e3o de 14,09% nos pre\u00e7os de alimentos e bebidas. Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, o crescimento, que \u00e9 o maior desde 2002 (19,47%), foi provocado por fatores como a demanda por esses produtos e a alta do d\u00f3lar e dos pre\u00e7os das commodities no mercado internacional. A alta nos pre\u00e7os dos alimentos foi um movimento global durante um ano marcado pela pandemia de covid-19.<\/p>\n<p><strong>Alta expressiva<\/strong><\/p>\n<p>O resultado do ano mostrou ainda que os pre\u00e7os do \u00f3leo de soja com 103,79% e do arroz com 76,01% dispararam no acumulado de 2020, mas outros itens importantes na cesta das fam\u00edlias tamb\u00e9m subiram expressivamente, entre eles, o leite longa vida (26,93%), frutas (25,40%), carnes (17,97%),\u00a0 batata-inglesa (67,27%) e tomate (52,76%).<\/p>\n<p>A habita\u00e7\u00e3o, com 5,25%, tamb\u00e9m contribuiu para o comportamento da infla\u00e7\u00e3o, influenciada pelo aumento da energia el\u00e9trica (9,14%). O efeito do d\u00f3lar sobre os pre\u00e7os dos eletrodom\u00e9sticos, equipamentos e artigos de TV, som e inform\u00e1tica provocou impacto nos artigos de resid\u00eancia, que tamb\u00e9m pesaram mais.<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, em conjunto, alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, habita\u00e7\u00e3o e artigos de resid\u00eancia responderam por quase 84% da infla\u00e7\u00e3o de 2020.<\/p>\n<p><strong>Transportes<\/strong><\/p>\n<p>Segundo maior peso na composi\u00e7\u00e3o do indicador, os transportes encerraram 2020 com alta de 1,03%. O gerente da pesquisa contou que houve quedas fortes, em abril e maio, por conta do pre\u00e7o da gasolina, que fechou o ano em queda (-0,19%), apesar das seis altas consecutivas em junho e dezembro, mas houve compensa\u00e7\u00f5es. \u201cAs passagens a\u00e9reas tiveram uma queda de 17,15% no acumulado do ano, ajudando a puxar o resultado para baixo\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>O vestu\u00e1rio foi o \u00fanico grupo a apresentar varia\u00e7\u00e3o negativa (-1,13%) explicada pelo isolamento social. \u201cAs pessoas ficaram mais em casa, o que pode ter diminu\u00eddo a demanda por roupas. Tivemos quedas em roupas femininas (-4,09%) e masculinas (-0,25%) e infantis (-0,13%), cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (-2,14%). A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o foram joias e bijuterias (15,48%), por causa da alta do ouro\u201d, revelou.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o de 2020 mostrou tamb\u00e9m que a alta dos pre\u00e7os foi generalizada em todas as 16 localidades pesquisadas pelo IBGE. A maior varia\u00e7\u00e3o do ano foi em Campo Grande (6,85%), por conta das carnes e da gasolina.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, tem-se Rio Branco (6,12%), Fortaleza (5,74%), S\u00e3o Lu\u00eds (5,71%), Recife (5,66%), Vit\u00f3ria (5,15%), Belo Horizonte (4,99%) e Bel\u00e9m (4,63%). Todas essas localidades ficaram acima da m\u00e9dia nacional (4,52%).<\/p>\n<p>O menor \u00edndice ficou com Bras\u00edlia (3,40%), influenciado pelas quedas nos pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas (-20,01%), dos transportes por aplicativo (-18,71%), dos itens de mobili\u00e1rio (-7,82%) e de hospedagem (-6,26%).<\/p>\n<p><strong>Dezembro<\/strong><\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o de dezembro subiu para 1,35%, enquanto em novembro tinha sido de 0,89%. O resultado \u00e9 a maior alta mensal desde fevereiro de 2003. Naquele momento, o indicador avan\u00e7ou 1,57%. \u00c9 ainda o maior \u00edndice para um m\u00eas de dezembro desde 2002 (2,10%). Em dezembro de 2019, a varia\u00e7\u00e3o havia ficado em 1,15%.<\/p>\n<p>Kislanov afirmou, tamb\u00e9m, que todos os grupos pesquisados tiveram alta no m\u00eas, sendo o destaque a habita\u00e7\u00e3o, que, por causa do aumento de 9,34% na energia el\u00e9trica, subiu 2,88%. \u201cEm dezembro, passou a vigorar no pa\u00eds a bandeira tarif\u00e1ria vermelha patamar 2, com acr\u00e9scimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Al\u00e9m disso, houve reajustes tarif\u00e1rios em Rio Branco e Porto Alegre\u201d, observou.<\/p>\n<p>A segunda maior contribui\u00e7\u00e3o em dezembro partiu de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (1,74%), embora tenha registrado desacelera\u00e7\u00e3o frente ao m\u00eas anterior (2,54%). Os pre\u00e7os do tomate tiveram queda de 13,46%. Al\u00e9m disso, houve altas menos intensas nas carnes (3,58%), no arroz (3,84%) e no \u00f3leo de soja (4,99%). Em movimento contr\u00e1rio, os pre\u00e7os das frutas subiram de 2,20% para 6,73%.<\/p>\n<p>Ainda em dezembro outro grupo em destaque foi o de transportes com varia\u00e7\u00e3o de 1,36%, perto do resultado\u00a0 de novembro, quando tinha sido de 1,33%. Os demais ficaram entre 0,39% de comunica\u00e7\u00e3o e o 1,76% de artigos de resid\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Capitais<\/strong><\/p>\n<p>A cidade de S\u00e3o Lu\u00eds registrou a maior infla\u00e7\u00e3o de dezembro entre os locais pesquisados (2,18%). O percentual foi influenciado pela alta de 11,30% no pre\u00e7o das carnes.<\/p>\n<p>Na outra ponta, Aracaju foi o que anotou o menor resultado (0,91%). L\u00e1 a queda nas mensalidades dos cursos regulares (-0,78%) e nos pre\u00e7os de alguns produtos aliment\u00edcios, como o queijo (-6,33%) e o tomate (-6,04%), contribuiu para o indicador.<\/p>\n<p><strong>IPCA<\/strong><\/p>\n<p>O IPCA mede a infla\u00e7\u00e3o de um conjunto de produtos e servi\u00e7os comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das fam\u00edlias com rendimentos de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, independente da fonte, e que residem nas \u00e1reas urbanas das regi\u00f5es de abrang\u00eancia do Sistema Nacional de \u00cdndices de Pre\u00e7os ao Consumidor (SNIPC): regi\u00f5es metropolitanas de Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba, Porto Alegre, al\u00e9m do Distrito Federal, e de Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju.<\/p>\n<p>A coleta para o c\u00e1lculo do indicador \u00e9 feita em estabelecimentos comerciais e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos e internet, entre os dias 1\u00ba e 30 do m\u00eas de refer\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o registrou alta de 4,52% em 2020. 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