{"id":174845,"date":"2020-12-11T10:45:23","date_gmt":"2020-12-11T13:45:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=174845"},"modified":"2020-12-11T10:45:23","modified_gmt":"2020-12-11T13:45:23","slug":"covid-19-cenario-em-juiz-de-fora-e-o-pior-desde-o-inicio-da-pandemia-segundo-analise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=174845","title":{"rendered":"Covid-19: Cen\u00e1rio em Juiz de Fora \u00e9 o pior desde o in\u00edcio da pandemia, segundo an\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<p>A nova pesquisa elaborada por estudantes do curso de estat\u00edstica, sob a orienta\u00e7\u00e3o de docentes, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), indica que Juiz de Fora vive seu pior momento, desde o in\u00edcio da pandemia do Coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Conforme o levantamento dos dados, entre os dias 29 de novembro e 5 de dezembro, o munic\u00edpio registrou pela primeira vez mais de mil casos em uma \u00fanica semana. No per\u00edodo analisado, foram 1.131 pessoas infectadas em sete dias, representando uma m\u00e9dia de 162 casos por dia. S\u00f3 no dia 3 deste m\u00eas foram registrados 483.<\/p>\n<p>Quanto ao n\u00famero de mortes, a pesquisa aponta que foi a segunda maior quantidade em uma semana, desde o in\u00edcio da pandemia, com 24 vidas perdidas. De acordo com o Boletim, o grande aumento no n\u00famero de casos registrados poder\u00e1 ter reflexos no n\u00famero de \u00f3bitos nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>Diante disso, os pesquisadores refor\u00e7am a import\u00e2ncia de adotar as medidas de conten\u00e7\u00e3o da Covid-19 nesse momento \u201cEstamos nos aproximando das festividades de final de ano quando as pessoas procuram se reunir e estar com os seus familiares. Por isso, refor\u00e7amos que continuam sendo essenciais as medidas de distanciamento social, uso de m\u00e1scaras e ado\u00e7\u00e3o das medidas indicadas para a higieniza\u00e7\u00e3o\u201d, relata Marcel Vieira, um dos autores do documento.<\/p>\n<p><strong>N\u00famero efetivo de reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Um dos valores adotados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), para definir a pandemia como controlada, \u00e9 o n\u00famero efetivo de reprodu\u00e7\u00e3o (Rt). Para que isto ocorra, os valores devem ser menores que 1 e mantidos persistentemente por pelo menos duas semanas, o que n\u00e3o foi observado em Juiz de Fora.<\/p>\n<p>Conforme o estudo da UFJF, o valor atingiu o pico de 1,68 no dia 4 de dezembro. Isso significa que um grupo de 100 pessoas com o diagn\u00f3stico de Covid-19 transmite a doen\u00e7a para outras 168 pessoas, como explica Marcel:<\/p>\n<p>\u201cO Rt indica o potencial de propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Quando o n\u00famero \u00e9 superior a 1 tem-se a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus uma vez que cada paciente est\u00e1 transmitindo a doen\u00e7a a pelo menos mais uma pessoa\u201d.<\/p>\n<p><strong>Isolamento social<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores avaliaram tamb\u00e9m a taxa de ades\u00e3o ao isolamento social, por parte da popula\u00e7\u00e3o de Juiz de Fora. Atrav\u00e9s de dados obtidos pelo aplicativo Google Mobility o boletim mostra que no dia 4 de dezembro havia um percentual 11% maior de pessoas em casa em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior ao in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n<p>A mesma taxa foi obtida no dia 20 do \u00faltimo m\u00eas. Conforme Marcel, isso indica estabilidade na ades\u00e3o ao isolamento social. \u201cOs dados do Google Mobility indicam que a ades\u00e3o ao isolamento social ficou est\u00e1vel nas \u00faltimas semanas. Essa ades\u00e3o vinha reduzindo nos \u00faltimos meses e est\u00e1 dando sinais de estabiliza\u00e7\u00e3o mesmo diante dos n\u00fameros que estamos observando nas \u00faltimas semanas\u201d.<\/p>\n<p>Ainda segundo o levantamento, no \u00faltimo dia 4 deste m\u00eas, a ida aos locais de trabalho apresentou um percentual 3% menor do que no per\u00edodo anterior \u00e0 pandemia. Esse percentual de deslocamentos para trabalho apresentava uma redu\u00e7\u00e3o de 5% no dia 20 de novembro, o que indica queda na ades\u00e3o ao trabalho remoto.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio em Minas Gerais e no Brasil<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Dentro do per\u00edodo analisado, o estado de Minas Gerais tem tido constante aumento do n\u00famero de casos. Ao longo dos \u00faltimos 14 dias, a taxa de crescimento de novos casos foi de 10% e de 5% para \u00f3bitos. Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Boletim Informativo, essas taxas eram iguais a 6%. Os registros da 49\u00aa semana epidemiol\u00f3gica alcan\u00e7aram a maior marca desde o in\u00edcio da pandemia, apontando aproximadamente 25 mil casos confirmados.<\/p>\n<p>Segundo Marcel, o cen\u00e1rio em Juiz de Fora n\u00e3o \u00e9 muito diferente do estado e tamb\u00e9m do Brasil, \u201cO agravamento da situa\u00e7\u00e3o em Juiz de Fora n\u00e3o est\u00e1 descolado da realidade do restante de Minas Gerais e de boa parte do Brasil. Estamos observando aumentos no n\u00famero de casos e no n\u00famero de \u00f3bitos em muitas outras partes do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>O Brasil ultrapassou a marca de 6,5 milh\u00f5es de casos confirmados. S\u00f3 a 49\u00aa semana epidemiol\u00f3gica \u2013 29 de novembro a 5 de dezembro \u2013 registrou quase 287 mil infectados, maior registro desde a 33\u00aa semana \u2013 9 a 15 de agosto. Esse aumento tamb\u00e9m foi visto no n\u00famero de vidas perdidas, em que, juntas, essas semanas registraram 7.639 \u00f3bitos. A regi\u00e3o Sudeste foi a que obteve maior registro de casos confirmados na 49\u00aa semana, com 101.924 infectados. J\u00e1 a regi\u00e3o Sul, obteve o maior registro de casos confirmados desde o in\u00edcio da pandemia na 49\u00aa semana, com 89.603 casos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova pesquisa elaborada por estudantes do curso de estat\u00edstica, sob a orienta\u00e7\u00e3o de docentes, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), indica que Juiz de Fora vive seu pior momento, desde o in\u00edcio da pandemia do Coronav\u00edrus. 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