{"id":173645,"date":"2020-11-23T19:22:01","date_gmt":"2020-11-23T22:22:01","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=173645"},"modified":"2020-11-23T19:22:01","modified_gmt":"2020-11-23T22:22:01","slug":"projeto-do-museu-apresenta-objeto-utilizado-por-religiao-de-matriz-africana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=173645","title":{"rendered":"Projeto do Museu apresenta objeto utilizado por religi\u00e3o de matriz africana"},"content":{"rendered":"<p>Dentre os mais de 53 mil itens do seu acervo, o Museu \u201cMariano Proc\u00f3pio\u201d guarda cole\u00e7\u00f5es diversas. Em sua reserva t\u00e9cnica est\u00e3o, por exemplo, objetos relacionados \u00e0 cultura, hist\u00f3ria e representa\u00e7\u00e3o dos negros, como fotografias, quadros e adere\u00e7os utilizados por religi\u00f5es de matriz africana. Em destaque, nesta edi\u00e7\u00e3o do projeto \u201cA Pe\u00e7a da Semana\u201d, o \u201cXaxar\u00e1\u201d, objeto confeccionado com feixe de palhas, cercado de b\u00fazios e mi\u00e7angas, utilizado no ato durante o Xir\u00ea (rito cerimonial), pelo orix\u00e1 Om\u00f2lu &#8211; Obaluae, o Deus relacionado \u00e0 cura de todas as doen\u00e7as. Faz parte do \u201cPante\u00e3o dos Orix\u00e1s do Candombl\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>O culto aos orix\u00e1s veio com os negros de diversas regi\u00f5es do continente africano, trazidos ao Brasil por meio do tr\u00e1fico, para o trabalho for\u00e7ado nas lavouras, como escravos. Ao longo do tempo, o candombl\u00e9 passou por modifica\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es, sendo a religi\u00e3o reconhecida como uma das formas de resist\u00eancia dos negros na preserva\u00e7\u00e3o de suas identidades, como pessoas que cultuam a ancestralidade.<\/p>\n<p>Na biblioteca do Museu est\u00e3o informa\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 religi\u00e3o e a refer\u00eancia ao objeto. O livro \u201cCandombl\u00e9s da Bahia\u201d, de 1948, de Edison Carneiro, \u00e9 publica\u00e7\u00e3o do Museu do Estado da Bahia, volume 8. As fotos do livro e do Xaxar\u00e1 ser\u00e3o publicadas nas redes sociais do Museu (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/museu.marianoprocopio\">facebook<\/a>\u00a0e instagram, @museumarianoprocopio). O texto desta edi\u00e7\u00e3o do projeto foi elaborado pelo supervisor de Museologia, Eduardo de Paula Machado e pela assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Orix\u00e1 Om\u00f2lu<\/b><\/p>\n<p>Segundo a mitologia Iorub\u00e1, Omolu \u00e9 filho de Nan\u00e3 e Oxal\u00e1, tendo nascido cheio de feridas e marcas pelo corpo, como sinal do erro cometido por ambos, j\u00e1 que Nan\u00e3 seduzira Oxal\u00e1, mesmo sabendo que ele era interditado, por ser o marido de Iemanj\u00e1.<\/p>\n<p>Ao ver o filho feio e mal-formado, coberto de var\u00edola, Nan\u00e3 o abandonou \u00e0 beira do mar, para que a mar\u00e9-cheia o levasse. Iemanj\u00e1 o encontrou quase morto e mordido por caranguejos, e, tendo ficado com pena, cuidou dele at\u00e9 que ficasse curado. No entanto, Omolu ficou marcado por cicatrizes em todo o corpo, que o obrigavam a se cobrir inteiramente com palhas. S\u00f3 se via de Omolu suas pernas e bra\u00e7os, onde n\u00e3o fora t\u00e3o atingido. Aprendeu com Iemanj\u00e1 e Oxal\u00e1 como curar estas graves doen\u00e7as. Assim cresceu Omolu, sempre coberto por palhas, escondendo-se das pessoas, taciturno e compenetrado, s\u00e9rio e at\u00e9 mal-humorado.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentre os mais de 53 mil itens do seu acervo, o Museu \u201cMariano Proc\u00f3pio\u201d guarda cole\u00e7\u00f5es diversas. Em sua reserva t\u00e9cnica est\u00e3o, por exemplo, objetos relacionados \u00e0 cultura, hist\u00f3ria e representa\u00e7\u00e3o dos negros, como fotografias, quadros e adere\u00e7os utilizados por religi\u00f5es de matriz africana. 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