{"id":171109,"date":"2020-10-16T10:33:01","date_gmt":"2020-10-16T13:33:01","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=171109"},"modified":"2020-10-16T10:33:01","modified_gmt":"2020-10-16T13:33:01","slug":"valor-da-producao-de-florestas-plantadas-cai-em-2019-e-interrompe-3-anos-de-altas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=171109","title":{"rendered":"Valor da produ\u00e7\u00e3o de florestas plantadas cai em 2019 e interrompe 3 anos de altas"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s tr\u00eas anos consecutivos de crescimento, o valor da produ\u00e7\u00e3o da silvicultura (obtida em florestas plantadas) caiu 5% em 2019 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, atingindo R$ 15,5 bilh\u00f5es. Com isso, a participa\u00e7\u00e3o da silvicultura representou 77,7% do valor de produ\u00e7\u00e3o florestal, que atingiu R$ 20 bilh\u00f5es, enquanto o extrativismo vegetal (em matas e florestas nativas) respondeu por 22,3%, como mostra a Produ\u00e7\u00e3o da Extra\u00e7\u00e3o Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE.<\/p>\n<p>A silvicultura supera a extra\u00e7\u00e3o vegetal na participa\u00e7\u00e3o no valor da produ\u00e7\u00e3o desde 2000. A retra\u00e7\u00e3o da silvicultura levou a uma queda de 2,7% no valor total da produ\u00e7\u00e3o florestal (R$ 20 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>\u201cHouve queda acentuada no valor de produ\u00e7\u00e3o tanto na madeira em tora para celulose quanto para outras finalidades. E essas duas produ\u00e7\u00f5es t\u00eam um peso muito grande dentro da silvicultura. A celulose, por exemplo, \u00e9 um produto de exporta\u00e7\u00e3o forte no Brasil, foi o quarto mais exportado pelo pa\u00eds. Ent\u00e3o a retra\u00e7\u00e3o desses dois produtos fez com que o valor da produ\u00e7\u00e3o da silvicultura tivesse essa queda de 5%\u201d, explica a supervisora da pesquisa, Rachel Pinton.<\/p>\n<p>Na silvicultura, o valor da produ\u00e7\u00e3o da madeira em tora para celulose teve uma queda de 11%, chegando a R$ 4,5 bilh\u00f5es, enquanto a madeira em tora para outras finalidades teve seu valor de produ\u00e7\u00e3o reduzido em 3%, atingindo tamb\u00e9m R$ 4,5 bilh\u00f5es. Entre os produtos madeireiros da silvicultura, s\u00f3 a lenha teve crescimento no valor da produ\u00e7\u00e3o (1,1%), passando a R$ 2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo com a queda de 3,3% na participa\u00e7\u00e3o do valor da produ\u00e7\u00e3o total, os produtos madeireiros da silvicultura e da extra\u00e7\u00e3o vegetal ainda seguem predominantes no setor, representando 90% da produ\u00e7\u00e3o florestal. Entre os n\u00e3o madeireiros da silvicultura, todos os produtos cresceram em valor da produ\u00e7\u00e3o em 2019. A resina cresceu 2,6%, gerando R$ 371,7 milh\u00f5es, enquanto a casca de ac\u00e1cia-negra teve alta de 36,4%, totalizando R$ 46 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre os produtos da extra\u00e7\u00e3o vegetal, houve aumento dos produtos madeireiros e de outros grupos, como o de aliment\u00edcios, resultando em um crescimento de 6,4% no valor da produ\u00e7\u00e3o. \u201cO aumento no grupo de aliment\u00edcios pode ser explicado pelo incentivo da pol\u00edtica de garantia de pre\u00e7os m\u00ednimos para produtos da sociobiodiversidade. Entre eles est\u00e3o o pequi e a castanha-do-par\u00e1, que s\u00e3o produtos importantes para comunidades tradicionais, pequenos agricultores e assentamentos, e tiveram aumento bem expressivo\u201d, analisa Rachel.<\/p>\n<p>A atividade extrativista de produtos n\u00e3o madeireiros, relevante para os povos e comunidades tradicionais, teve crescimento de 2,3% no valor da produ\u00e7\u00e3o, totalizando R$ 1,6 bilh\u00e3o. O valor da produ\u00e7\u00e3o do grupo de aliment\u00edcios, que \u00e9 o maior entre os n\u00e3o madeireiros da extra\u00e7\u00e3o vegetal, cresceu 0,8%, atingindo R$ 1,2 bilh\u00e3o. Entre os produtos desse grupo, o a\u00e7a\u00ed continuou a ter a maior participa\u00e7\u00e3o no valor da produ\u00e7\u00e3o (48,3%).<\/p>\n<p><strong>Minas Gerais lidera valor da produ\u00e7\u00e3o florestal do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>Liderando o ranking dos estados no valor da produ\u00e7\u00e3o florestal, Minas Gerais totalizou R$ 4,4 bilh\u00f5es em 2019. O estado \u00e9 o maior produtor de carv\u00e3o vegetal no pa\u00eds, respondendo por 86,8% do volume nacional. Embora tenha tido uma alta de 2,2% no volume de produ\u00e7\u00e3o, o valor da produ\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o caiu 2% em Minas Gerais.<\/p>\n<p>J\u00e1 o segundo lugar no ranking, o Paran\u00e1, teve um valor da produ\u00e7\u00e3o de R$ 3,1 bilh\u00f5es, com destaque para a produ\u00e7\u00e3o de madeira em tora para outras finalidades, que teve uma alta de 6,2% e alcan\u00e7ou 17,9 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. Com isso, o estado se mant\u00e9m como o maior produtor do pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 Mato Grosso do Sul, maior produtor de madeira em tora para papel e celulose, teve queda de 16,6% na quantidade produzida, totalizando 14,6 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. A retra\u00e7\u00e3o se deu em fun\u00e7\u00e3o dos baixos pre\u00e7os da celulose em 2019.<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios, Jo\u00e3o Pinheiro (MG) liderou o valor da produ\u00e7\u00e3o em 2019, com R$ 263,7 milh\u00f5es. O destaque do munic\u00edpio foi na produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o de eucalipto, que teve um aumento de 7,4% no volume. J\u00e1 Tr\u00eas Lagoas (MS), o segundo no ranking, tem como destaque a produ\u00e7\u00e3o de madeira em tora de eucalipto para papel e celulose. Mesmo com a retra\u00e7\u00e3o de 11% no valor da produ\u00e7\u00e3o do produto, o munic\u00edpio totalizou R$ 247,3 milh\u00f5es no total da silvicultura.<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea de florestas plantadas cresce 1,2% no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa aponta um acr\u00e9scimo de 1,2% na \u00e1rea total de florestas plantadas no pa\u00eds, o que representa um incremento de 118,1 mil hectares. Cerca de 79,4 mil hectares desse total correspondem \u00e0s \u00e1reas de eucalipto, esp\u00e9cie predominante no territ\u00f3rio brasileiro. Eucalipto e pinus, somados, respondem pela cobertura de 96,1% das \u00e1reas cultivadas com florestas plantadas para fins comerciais.<\/p>\n<p>Entre as grandes regi\u00f5es, o Sudeste superou o Sul, totalizando 35,3% da \u00e1rea de florestas plantadas do pa\u00eds. A pesquisa aponta uma tend\u00eancia de amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de silvicultura no Sudeste. Em 2019, a diferen\u00e7a entre as duas regi\u00f5es era de 56,9 mil hectares.<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s tr\u00eas anos consecutivos de crescimento, o valor da produ\u00e7\u00e3o da silvicultura (obtida em florestas plantadas) caiu 5% em 2019 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, atingindo R$ 15,5 bilh\u00f5es. 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