{"id":170220,"date":"2020-10-02T10:26:28","date_gmt":"2020-10-02T13:26:28","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=170220"},"modified":"2020-10-02T10:26:28","modified_gmt":"2020-10-02T13:26:28","slug":"melhora-percepcao-das-empresas-sobre-impactos-da-covid-na-2a-quinzena-de-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=170220","title":{"rendered":"Melhora percep\u00e7\u00e3o das empresas sobre impactos da Covid na 2\u00aa quinzena de agosto"},"content":{"rendered":"<p>De 3,4 milh\u00f5es de empresas em funcionamento, na segunda quinzena de agosto, 33,5% perceberam impactos negativos decorrentes da pandemia em suas atividades. Na quinzena anterior, eram 38,6%. Mas para 37,9%, o impacto foi pequeno ou inexistente; e, para 28,6%, o efeito foi positivo.<\/p>\n<p>A melhora na percep\u00e7\u00e3o atinge todos os portes de empresa, que sinalizaram maior incid\u00eancia de efeitos pequenos ou inexistentes na quinzena do que impactos negativos. Isso fica evidenciado nas empresas de maior porte (52,6%) e de porte intermedi\u00e1rio (43,3%) mas tamb\u00e9m entre as de pequeno porte (37,8%). J\u00e1 as que mais perceberam efeitos positivos s\u00e3o as de porte intermedi\u00e1rio (33,8%).<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid19 nas Empresas, divulgados pelo IBGE. Fl\u00e1vio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas, destaca que a Pulso inicialmente procurou avaliar a situa\u00e7\u00e3o das empresas em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo pr\u00e9-pandemia e depois acompanh\u00e1-las ao longo dos \u00faltimos tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>\u201cNum primeiro momento, percebemos impactos negativos correlacionados \u00e0 demanda \u2013 vendas, produ\u00e7\u00e3o e atendimento \u2013 devido ao fechamento das lojas e ao isolamento social. E, num segundo momento, o que passou a prevalecer foram os pontos relacionados \u00e0 oferta e \u00e0 cadeia de suprimentos, devido \u00e0s dificuldades de acessar fornecedores\u201d, analisa Magheli.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, verificou-se um processo de retomada gradual das atividades, influenciado pela abertura e flexibiliza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o nos estados e munic\u00edpios. Com isso, as empresas foram percebendo os impactos cada vez menos negativos. \u201cMas os munic\u00edpios tiveram a\u00e7\u00f5es diferenciadas e, apesar de avan\u00e7arem no movimento de abertura, muitos ainda operam com controles e restri\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rio ou capacidade\u201d, explica o coordenador.<\/p>\n<p>Entre as atividades, assim como na quinzena anterior, as empresas de constru\u00e7\u00e3o (40,0%) e do com\u00e9rcio (36,0%) reportaram as maiores incid\u00eancias de efeitos negativos na quinzena. Por outro lado, nas empresas industriais, 40,3% reportaram impactos pequenos ou inexistentes e no setor de servi\u00e7os, a incid\u00eancia foi de 43,2%, com destaque para os segmentos de servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (68,7%) e servi\u00e7os de transporte (48,8%).<\/p>\n<p>\u201cDo ponto de vista setorial, no in\u00edcio da pesquisa, h\u00e1 uma incid\u00eancia forte de dificuldades na ind\u00fastria, na constru\u00e7\u00e3o, nos servi\u00e7os e principalmente no com\u00e9rcio, devido \u00e0 grande depend\u00eancia dos pequenos com\u00e9rcios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s lojas f\u00edsicas. Ao longo desses tr\u00eas meses, ocorreu uma retomada gradual, mas no final de agosto 33,5% das empresas ainda sinalizam algum grau de dificuldade\u201d, diz Magheli.<\/p>\n<p>Regionalmente, os impactos gerais negativos perdem a predomin\u00e2ncia ao longo das quinzenas para a maior incid\u00eancia de efeitos nulos ou positivos. Na segunda quinzena de agosto, o Sul foi o mais impactado negativamente (37,2%), seguido pelo Sudeste (35%). Os efeitos seguiram pequenos ou inexistentes para 37,4% das empresas na regi\u00e3o Norte; 37,3% no Sudeste; 42,9% no Sul e 40,7% no Centro-Oeste.<\/p>\n<p>\u201cDestaque para a maior percep\u00e7\u00e3o de efeitos positivos para as empresas do Nordeste (45,0%). Diversas atividades voltaram a operar no Nordeste desde com\u00e9rcio de rua, transporte intermunicipal, al\u00e9m de amplia\u00e7\u00e3o dos hor\u00e1rios de funcionamento\u201d, explica Magheli.<\/p>\n<p><strong>Percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas vendas afetou mais setor da constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vendas, h\u00e1 um equil\u00edbrio nas percep\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o nas vendas (32,9% das empresas); impactos pequenos ou inexistentes (34,7%); e aumento nas vendas (32,2%). Somando-se efeitos nulos e positivos, chega-se a 66,9%.<\/p>\n<p>A maior incid\u00eancia de efeitos inexistentes e\/ou de aumento das vendas atingiu todos os portes de empresa. Entre as de porte intermedi\u00e1rio, 79,9% sinalizaram efeito nulo e\/ou de aumento nas vendas enquanto 19,8% sinalizaram diminui\u00e7\u00e3o. J\u00e1 entre as de menor porte, 66,7% reportaram efeito nulo e\/ou de aumento nas vendas e 33,1% sinalizaram percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas vendas.<\/p>\n<p>Por setores, a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas vendas afetou mais a constru\u00e7\u00e3o (42,7%). Mas para 38,3% das empresas industriais e 43,6% de servi\u00e7os, prevaleceu a incid\u00eancia de efeitos pequenos ou inexistente sobre as vendas. Para 40,7% das empresas do com\u00e9rcio, ressalta-se a maior incid\u00eancia de efeitos positivos, com destaque para o com\u00e9rcio varejista (43%) e com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (46,6%).<\/p>\n<p>Regionalmente registrou-se percep\u00e7\u00e3o de aumento de vendas nas regi\u00f5es Norte (44%), Nordeste (58,6%) e Centro-Oeste (40,5%). No Sul (40,6%) e no Sudeste (36%) houve maior incid\u00eancia de diminui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mais da metade das empresas n\u00e3o percebe impacto negativo na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos ou na capacidade de atendimento a clientes<\/strong><\/p>\n<p>Para 54,4% das empresas n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa na capacidade de fabricar produtos ou atender clientes; enquanto que 31,4% tiveram dificuldades e 13,9%, facilidade. Al\u00e9m disso, 46,8% tiveram dificuldades no acesso aos seus fornecedores e 44,1% n\u00e3o perceberam altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cerca de 40,3% das empresas tiveram dificuldades em realizar pagamentos de rotina na segunda quinzena de agosto, enquanto 53,0% consideraram que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa nesse item.<\/p>\n<p><strong>9 em cada 10 empresas mantiveram empregos<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao pessoal ocupado, desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, a maior parte das empresas buscou manter os funcion\u00e1rios. Na segunda quinzena de agosto, 85% das empresas em funcionamento (2,9 milh\u00f5es) mantiveram o n\u00famero de colaboradores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quinzena anterior; 8,1% indicaram redu\u00e7\u00e3o; e 6,3% (218 mil) ampliaram o quadro.<\/p>\n<p>Entre as 280 mil empresas estimadas que demitiram, 56,8% reportaram que diminu\u00edram em at\u00e9 25% seu pessoal, com destaque para as empresas de menor porte (55,8%).<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de campanhas de informa\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o, e a ado\u00e7\u00e3o de medidas extras de higiene seguem como as principais iniciativas para enfrentar a pandemia, sendo adotadas por 93,1% das empresas. Outras 28,6% alteraram o m\u00e9todo de entrega de produtos ou servi\u00e7os; 25,7% adotaram o trabalho remoto; 20,1% anteciparam f\u00e9rias dos funcion\u00e1rios; e 23,8% adiaram o pagamento de impostos.<\/p>\n<p>\u201cAo longo dessas seis quinzenas (tr\u00eas meses) a percep\u00e7\u00e3o das empresas melhorou, mas o efeito de diminui\u00e7\u00e3o sobre as vendas, redu\u00e7\u00e3o na capacidade de fabricar produtos ou atender clientes, dificuldades em acessar fornecedores e insumos e realizar pagamentos ainda faz parte da rotina das empresas\u201d, resume Magheli.<\/p>\n<p>Nesta sexta e \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Pulso Empresa: Impacto da Covid19 nas Empresas, que integra as Estat\u00edsticas Experimentais do IBGE, Flavio Magheli destaca que a pesquisa foi planejada para ter seus resultados divulgados num per\u00edodo oportuno e de forma a complementar outros indicadores conjunturais com informa\u00e7\u00f5es adicionais relevantes para se possa ter um entendimento sobre a atividade empresarial e os efeitos da pandemia.<\/p>\n<p>\u201cTradicionalmente nas pesquisas conjunturais do IBGE s\u00e3o pesquisadas informa\u00e7\u00f5es quantitativas mensais, para apresentar o desempenho. Com a Pulso, o IBGE conseguiu investigar, quinzena a quinzena, a percep\u00e7\u00e3o das empresas sobre os efeitos da pandemia, o impacto nas vendas, a capacidade de atender os clientes, fabricar produtos, realizar pagamentos de rotina, mudan\u00e7as nos processos, e acesso fornecedores. Assim como as principais medidas para mitigar os efeitos da pandemia\u201d conclui Magheli.<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 3,4 milh\u00f5es de empresas em funcionamento, na segunda quinzena de agosto, 33,5% perceberam impactos negativos decorrentes da pandemia em suas atividades. Na quinzena anterior, eram 38,6%. Mas para 37,9%, o impacto foi pequeno ou inexistente; e, para 28,6%, o efeito foi positivo. 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