{"id":170137,"date":"2020-10-01T11:00:51","date_gmt":"2020-10-01T14:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=170137"},"modified":"2020-10-01T11:00:51","modified_gmt":"2020-10-01T14:00:51","slug":"valor-da-producao-agricola-foi-recorde-em-2019-e-atingiu-r-361-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=170137","title":{"rendered":"Valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola foi recorde em 2019 e atingiu R$ 361 bi"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas somou, no ano passado, 243,3 milh\u00f5es de toneladas, alta de 6,8% em compara\u00e7\u00e3o a 2018, com valor de produ\u00e7\u00e3o recorde de R$ 361 bilh\u00f5es e expans\u00e3o de 5,1% sobre o ano anterior.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1389434&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1389434&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O destaque foi para o milho, que ultrapassou pela primeira vez 100 milh\u00f5es de toneladas. A cultura do milho registrou 101,1 milh\u00f5es de toneladas em 2019, mostrando aumento de 22,8% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. O algod\u00e3o herb\u00e1ceo (em caro\u00e7o) tamb\u00e9m atingiu recorde de 6,9 milh\u00f5es de toneladas, incremento de 39,1%, enquanto a cana-de-a\u00e7\u00facar apresentou recupera\u00e7\u00e3o frente a 2018, com crescimento no valor de produ\u00e7\u00e3o de 5,3% no ano passado.<\/p>\n<p>Os dados constam da pesquisa\u00a0<em>Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola Municipal 2019<\/em>\u00a0(<em>PAM 2019<\/em>), divulgada\u00a0hoje\u00a0(1\u00ba) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Quanto \u00e0 soja, a principal\u00a0commodity\u00a0(produto mineral e agr\u00edcola comercializado no mercado internacional) agr\u00edcola do Brasil, a \u00e1rea colhida cresceu 3,2%, mas o volume gerado caiu 3,1%, em raz\u00e3o de fatores clim\u00e1ticos adversos em alguns dos principais estados produtores (Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul). Mesmo assim, os pesquisadores do IBGE analisaram que 2019 se consolidou com a terceira maior produ\u00e7\u00e3o de soja na s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A \u00e1rea plantada no pa\u00eds totalizou 81,2 milh\u00f5es de hectares (evolu\u00e7\u00e3o de 3,3%), destacando aumento de 1,2 milh\u00e3o de hectares para o cultivo de milho e de 1,1 milh\u00e3o de hectares para cultivo da soja. A \u00e1rea colhida em 2019 foi de 80,6 milh\u00f5es de hectares, com crescimento de 3,5% ante 2018.<\/p>\n<h2>Principais culturas<\/h2>\n<p>Em termos de valor da produ\u00e7\u00e3o, as principais culturas ficaram assim divididas no ano passado: soja, com 34,8%; cana-de-a\u00e7\u00facar (15,2%); milho (13,2%); caf\u00e9 (4,9%). Primeira do\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0no valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional, apesar da retra\u00e7\u00e3o de 1,8%, a soja somou R$ 125,6 bilh\u00f5es em 2019, seguida da cana, com R$ 54,7 bilh\u00f5es (incremento de 5,3%), e o milho, com R$ 47,6 bilh\u00f5s (alta de 26,3%). Juntos, soja e milho responderam por 88,6% do volume total produzido pelo grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas.<\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE revela que no per\u00edodo de 1995 a 2019, a soja saiu da terceira coloca\u00e7\u00e3o no\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0de maior valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira para o primeiro lugar, o que representou salto no valor nominal de 3.44%. Entre 1995 e 2019, o aumento da \u00e1rea colhida de soja atingiu 207,3%, passando de 11,7 milh\u00f5es de hectares para 35,9 milh\u00f5es de hectares. O volume de soja obtido tamb\u00e9m cresceu 344,9%, com rendimento m\u00e9dio dessa cultura da ordem de 44,8%, gra\u00e7as a investimentos feitos em pesquisa e tecnologia.<\/p>\n<p>O segundo maior acr\u00e9scimo no valor da produ\u00e7\u00e3o foi observado na cana-de-a\u00e7\u00facar (1.225,9%), seguida\u00a0do milho (1.216,1%). Esses aumentos s\u00e3o explicados pelos t\u00e9cnicos do IBGE como decorrentes dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e da valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar frente ao real. O estado de\u00a0Mato Grosso deteve, em 2019, a primeira posi\u00e7\u00e3o no\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0de valor da produ\u00e7\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o de 16,2%, superando S\u00e3o Paulo (15,4%) que se destacou no cultivo de cana. Na terceira coloca\u00e7\u00e3o, aparece o Rio Grande do Sul (11,4%), segundo maior produtor nacional de soja e primeiro de arroz.<\/p>\n<h2>Safra<\/h2>\n<p>A expans\u00e3o de 6,8% na safra do grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2019, frente ao ano anterior, teve como principais respons\u00e1veis o milho, com mais 18,8 milh\u00f5es de toneladas, e o algod\u00e3o herb\u00e1ceo (+1,2 milh\u00e3o de toneladas). Por outro lado, a produ\u00e7\u00e3o de soja caiu 3,1% e a de arroz, 12,2%. Apesar disso, o grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas alcan\u00e7ou 243,3 milh\u00f5es de toneladas, registrando ainda recorde de R$ 212,6 bilh\u00f5es no valor da produ\u00e7\u00e3o, o que representou aumento de 6,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou, no ano passado, 74,1 milh\u00f5es de toneladas de soja, retra\u00e7\u00e3o de 11% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Desse total, 78,4% foram destinados \u00e0 China, principal parceiro comercial do pa\u00eds. Os estados que se destacaram pelo pre\u00e7o m\u00e9dio da saca de 60 quilos de soja foram Alagoas (R$ 82,09 a saca), Acre (R$ 75,55) e Minas Gerais (R$ 73,75). O menor pre\u00e7o foi observado em Mato Grosso (R$ 60,97 a saca).<\/p>\n<p>O algod\u00e3o herb\u00e1ceo registrou produ\u00e7\u00e3o recorde em 2019 de 6,9 milh\u00f5es de toneladas, o que levou o Brasil a ampliar o volume da exporta\u00e7\u00e3o do produto bruto em 65,7%, tornando o pa\u00eds o segundo maior exportador mundial, atr\u00e1s dos Estados Unidos. Os estados de Mato Grosso e da Bahia responderam por 90% desse cultivo.<\/p>\n<p>Com o aumento de 22,8% da produ\u00e7\u00e3o de milho, a exporta\u00e7\u00e3o do produto atingiu recorde de 42,8 milh\u00f5es de toneladas (aumento de 86,2% em compara\u00e7\u00e3o a 2018). Mato Grosso manteve o primeiro lugar na produ\u00e7\u00e3o nacional de milho, com 31,5 milh\u00f5es de toneladas e valor da produ\u00e7\u00e3o de R$ 11,8 bilh\u00f5es. Os 20 maiores munic\u00edpios produtores de milho est\u00e3o na Regi\u00e3o Centro-Oeste, liderados por Sorriso, em Mato Grosso, com produ\u00e7\u00e3o de 3,1 milh\u00f5es de toneladas, em 2019.<\/p>\n<h2>Grandes regi\u00f5es<\/h2>\n<p>O maior valor da produ\u00e7\u00e3o agricola brasileira em 2019 foi apresentado pela Regi\u00e3o Centro-Oeste (R$ 107,9 bilh\u00f5es), alta de 12,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, tendo como principais lavouras a soja, o milho e a cana. O destaque regional foi o estado de Mato Grosso, com gera\u00e7\u00e3o de R$ 58,4 bilh\u00f5es, grande parte devido \u00e0 soja.<\/p>\n<p>No Nordeste do pa\u00eds, o valor da produ\u00e7\u00e3o somou R$ 42,4 bilh\u00f5es, destacando soja e cana. A Bahia foi o estado da regi\u00e3o com maior valor da produ\u00e7\u00e3o: R$ 19,3 bilh\u00f5es. Na Regi\u00e3o Norte, a soja tamb\u00e9m foi o destaque em 2019, com valor de produ\u00e7\u00e3o de R$ 21,4 bilh\u00f5es, dos quais o Par\u00e1 participou com R$ 10,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No Sudeste, o valor da produ\u00e7\u00e3o atingiu R$ 97,6 bilh\u00f5es, destacando-se S\u00e3o Paulo (R$ 5,5 bilh\u00f5es). Os principais produtos foram a cana, o caf\u00e9 e a soja. No Sul, o valor da produ\u00e7\u00e3o totalizou R$ 91,6 bilh\u00f5es no ano passado, com destaque para o Rio Grande do Sul (R$ 40,8 bilh\u00f5es). Soja, milho e arroz foram os principais produtos.<\/p>\n<h2>Caf\u00e9<\/h2>\n<p>A pesquisa destaca que embora o Brasil seja considerado o maior produtor mundial de caf\u00e9 pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Caf\u00e9 (ICO, a sigla em ingl\u00eas), a produ\u00e7\u00e3o nacional de caf\u00e9 somou, no ano passado, 3 milh\u00f5es de toneladas, queda de 15,3% comparado a 2018. Do mesmo modo, o valor da produ\u00e7\u00e3o (R$ 17,6 bilh\u00f5es) teve redu\u00e7\u00e3o de 22% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, o desempenho negativo pode ser atribu\u00eddo \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da quantidade produzida de caf\u00e9 ar\u00e1bica (-21,4%), em fun\u00e7\u00e3o da caracter\u00edstica da cultura de alternar anos de abund\u00e2ncia com anos de recupera\u00e7\u00e3o da planta. No ano passado, 69, 6% da produ\u00e7\u00e3o foram\u00a0de caf\u00e9 ar\u00e1bica, o que corresponde a 2,1 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>O Brasil exportou 2,2 milh\u00f5es de toneladas de caf\u00e9 n\u00e3o torrado (verde) em 2019, o que mostrou alta de 22,1% sobre 2018, batendo novo recorde. Minas Gerais foi o maior exportador do produto, com 73% do total comercializado no mercado externo.<\/p>\n<h2>Munic\u00edpios<\/h2>\n<p>De acordo com a PAM 2019, dos 50 munic\u00edpios com maior valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, 22 est\u00e3o no estado de Mato Grosso e totalizaram, no ano passado, R$ 37,1 bilh\u00f5es. Em seguida, aparecem Goi\u00e1s, a Bahia e Mato Grosso do Sul, com seis munic\u00edpios cada.<\/p>\n<p>Sorriso, em Mato Grosso, respondeu por 1,1% do valor da produ\u00e7\u00e3o nacional, com R$ 3,9 bilh\u00f5es e expans\u00e3o de 19,7% frente ao ano anterior. Seu principal produto foi a soja. A seguir, aparece Sapezal, tamb\u00e9m em Mato Grosso, com valor de R$ 3,4 bilh\u00f5es, alta de 1,1% sobre o total gerado em 2018. O algod\u00e3o herb\u00e1ceo \u00e9 o principal produto da cidade. A terceira posi\u00e7\u00e3o \u00e9 ocupada por S\u00e3o Desid\u00e9rio, na Bahia, com valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de R$ 3,2 bilh\u00f5es, registrando\u00a0queda de 12,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A principal cultura tamb\u00e9m \u00e9 o algod\u00e3o herb\u00e1ceo.<\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o Sul, o munic\u00edpio com maior valor de produ\u00e7\u00e3o foi Guarapuava (PR), com R$ 772,8 milh\u00f5es; no Norte, Igarap\u00e9-Miri (PA), com R$ 891,0 milh\u00f5es; no Sudeste, Una\u00ed (MG), com R$ 1,4 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas somou, no ano passado, 243,3 milh\u00f5es de toneladas, alta de 6,8% em compara\u00e7\u00e3o a 2018, com valor de produ\u00e7\u00e3o recorde de R$ 361 bilh\u00f5es e expans\u00e3o de 5,1% sobre o ano anterior. 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