{"id":168967,"date":"2020-09-16T10:49:09","date_gmt":"2020-09-16T13:49:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=168967"},"modified":"2020-09-16T10:49:09","modified_gmt":"2020-09-16T13:49:09","slug":"quatro-em-cada-dez-empresas-ainda-percebem-impacto-negativo-da-covid-na-1a-quinzena-de-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=168967","title":{"rendered":"Quatro em cada dez empresas ainda percebem impacto negativo da Covid na 1\u00aa quinzena de agosto"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">De 3,2 milh\u00f5es de empresas em funcionamento na primeira quinzena de agosto, 38,6% ainda perceberam impactos negativos decorrentes da pandemia em suas atividades. Por outro lado, para 33,9%, o impacto foi pequeno ou inexistente; e, para 27,5%, o efeito foi positivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A percep\u00e7\u00e3o de impacto negativo mant\u00e9m-se e \u00e9 maior entre as empresas de pequeno porte, de at\u00e9 49 funcion\u00e1rios (38,8%), e melhora na percep\u00e7\u00e3o das empresas intermedi\u00e1rias (de 50 a 499 funcion\u00e1rios) e de maior porte (acima de 500 empregados), que sinalizaram maior incid\u00eancia de efeitos pequenos ou inexistentes na quinzena \u2013 respectivamente 44,7% e 46,6%.\u00a0 Os dados s\u00e3o da Pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid19 nas empresas, divulgados pelo IBGE.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA cada quinzena aumenta a percep\u00e7\u00e3o de efeitos pequenos ou inexistentes ou positivos entre as empresas de maior porte\u201d, destaca Fl\u00e1vio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele explica que a Pulso Empresa \u00e9 uma pesquisa conjuntural de percep\u00e7\u00e3o empresarial, que complementa o entendimento das outras pesquisas conjunturais respons\u00e1veis por investigarem mensalmente dados quantitativos do desempenho das empresas. J\u00e1 a Pulso aborda temas que n\u00e3o s\u00e3o tratados nas pesquisas conjunturais mensais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNeste quinto ciclo, relativo \u00e0 primeira quinzena de agosto, percebemos a manuten\u00e7\u00e3o dos efeitos negativos para 38,6% das empresas, com destaque para as de pequeno porte, que permanecem com os maiores impactos. Por setores, o com\u00e9rcio varejista e a atividade de constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o os mais afetados na quinzena. Dentre as regi\u00f5es, o Nordeste destaca-se com 52% de efeitos positivos relacionados \u00e0s medidas de flexibiliza\u00e7\u00e3o do isolamento. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vendas, a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o atinge 36,1% das empresas, afetando principalmente o com\u00e9rcio varejista\u201d, resume Magheli.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As empresas dos setores de Constru\u00e7\u00e3o (47,9%) e de Com\u00e9rcio (46,3%) reportaram as maiores incid\u00eancias de efeitos negativos na quinzena.\u00a0 Por outro lado, as empresas industriais (38,9%) informaram impactos pequenos ou inexistentes, e, no setor de servi\u00e7os, a mesma incid\u00eancia foi de 41,9%, com destaque para os segmentos de servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (61,5%) e servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares (45,6%).\u00a0 Nesses dois setores, a soma da percep\u00e7\u00e3o de impactos pequenos ou inexistentes com a de efeitos positivos \u00e9 superior a de impactos negativos, com destaque para ind\u00fastria (67,1%) e servi\u00e7os (68,3%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 a primeira quinzena em que a soma da percep\u00e7\u00e3o de impactos positivos com impactos pequenos ou inexistente \u00e9 maior que os negativos. Mas em servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o essa percep\u00e7\u00e3o subiu de 59% para 80,3%\u201d, observa Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre as grandes regi\u00f5es, o Nordeste destaca-se pela menor incid\u00eancia de efeitos negativos (20,4%), e a regi\u00e3o \u00e9 onde ocorre a maior percep\u00e7\u00e3o de impactos positivos, passando de 35,3% para 52,0%. Os maiores percentuais de impactos negativos foram no Sudeste (43,6) e no Norte (41,9%), enquanto Sul (39,9%) e Centro-Oeste (39,8%) t\u00eam percep\u00e7\u00e3o semelhantes.<\/span><\/p>\n<p><b>Metade das empresas do varejo percebe redu\u00e7\u00e3o das vendas na 2\u00aa quinzena de agosto<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para 36,1% das empresas em atividade, houve percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas vendas. Por porte de empresas, destaca-se a maior incid\u00eancia de efeitos inexistentes e\/ou de aumento das vendas entre as empresas de grande porte, 80,4%, enquanto apenas 16,8% sinalizaram percep\u00e7\u00e3o de diminui\u00e7\u00e3o.\u00a0 J\u00e1 nas empresas de menor porte, 63,7% sinalizaram efeito nulo e\/ou de aumento nas vendas, enquanto 36,3% sinalizaram percep\u00e7\u00e3o de diminui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por setores, a percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o nas vendas afetou mais o com\u00e9rcio, que passou de 29,5% na segunda quinzena de julho para 44,5%, com destaque para o com\u00e9rcio varejista que subiu de 29,7% para 48,9%; seguidos por constru\u00e7\u00e3o (36,2%), ind\u00fastria (30,8%) e servi\u00e7os (29,7%).\u00a0 Destaca-se a maior incid\u00eancia de efeitos pequenos ou inexistentes em servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o que subiu de 43,8% para 71,2%; e constru\u00e7\u00e3o (de 30,6% para 45,2%).<\/span><\/p>\n<p><b>Maior parte das empresas j\u00e1 n\u00e3o percebe impacto negativo na fabrica\u00e7\u00e3o ou na capacidade de atendimento a clientes<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maior parte das empresas (48,8%) relatou n\u00e3o ter havido impacto da Covid-19 sobre a fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos ou a capacidade de atendimento aos clientes, atingindo um percentual de 66,2% quando se somam as que relataram impacto positivo (17,4%).\u00a0 Mas 33,7% do total de empresas ainda relataram dificuldades.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que em alguns setores como o com\u00e9rcio (45,2%), especialmente o com\u00e9rcio varejista (49,1%), apesar da abertura e maior circula\u00e7\u00e3o de pessoas, ainda percebemos uma certa dificuldade na capacidade de atendimento aos clientes\u201d, diz Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para 47,6%% das empresas, houve dificuldade no acesso a fornecedores, embora 42,45 reportaram que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa. \u201cNovamente o com\u00e9rcio \u00e9 destaque passando de 65,2% para 70,8%, e sobretudo o com\u00e9rcio varejista que passou de 71,9% para 78,5%. J\u00e1 os servi\u00e7os t\u00eam uma taxa est\u00e1vel de 62%\u201d, completa Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m subiu a percep\u00e7\u00e3o de dificuldades na capacidade de realizar pagamentos de rotina, passando de 38,9% na segunda quinzena de julho para 44,9% na primeira quinzena de agosto. O percentual de empresas \u00a0 sinalizando que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa manteve-se est\u00e1vel em (49,7%), percentual que chega a 74,1% entre as empresas de grande porte e a 66,3% entre as de porte intermedi\u00e1rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs empresas de constru\u00e7\u00e3o registraram a maior incid\u00eancia de efeitos negativos, passando de 23,3% para 52,2% e empresas do com\u00e9rcio passaram de 42,3% para 51%\u201d, destaca Magheli.<\/span><\/p>\n<p><b>9 em cada dez empresas mantiveram empregos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quase 9 em cada dez empresas (86,4% \u2013 cerca de 2,7 milh\u00f5es de empresas) mantiveram o quadro de funcion\u00e1rios ao final da primeira quinzena de agosto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quinzena anterior. Apenas 8,7% (277 mil empresas) informaram ter reduzido o n\u00famero de funcion\u00e1rios. Desse total, a maior propor\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o (52,6% ou 144,6 mil empresas) foi observada na faixa at\u00e9 25%, com destaque para as empresas de menor porte (51,6%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A realiza\u00e7\u00e3o de campanhas de informa\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o, e a ado\u00e7\u00e3o de medidas extras de higiene continuam sendo as principais iniciativas entre as medidas de rea\u00e7\u00e3o para enfrentar a pandemia, sendo adotadas por 92,9% das empresas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outros 32,3% de empresas adotaram o trabalho remoto, e 15,3% anteciparam f\u00e9rias dos funcion\u00e1rios. J\u00e1 30,6% das empresas alteraram o m\u00e9todo de entrega de seus produtos ou servi\u00e7os, enquanto 13,2% lan\u00e7aram ou passaram a comercializar novos produtos e\/ou servi\u00e7os na primeira quinzena de agosto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O adiamento de pagamento de impostos foi adotado por 32,0%; e o acesso \u00e0 linha de cr\u00e9dito emergencial foi a medida tomada por 10,9% das empresas.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 3,2 milh\u00f5es de empresas em funcionamento na primeira quinzena de agosto, 38,6% ainda perceberam impactos negativos decorrentes da pandemia em suas atividades. Por outro lado, para 33,9%, o impacto foi pequeno ou inexistente; e, para 27,5%, o efeito foi positivo. 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