{"id":168500,"date":"2020-09-09T11:08:03","date_gmt":"2020-09-09T14:08:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=168500"},"modified":"2020-09-09T11:08:03","modified_gmt":"2020-09-09T14:08:03","slug":"gasolina-e-alimentos-puxam-alta-de-024-da-inflacao-em-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=168500","title":{"rendered":"Gasolina e alimentos puxam alta de 0,24% da infla\u00e7\u00e3o em agosto"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A infla\u00e7\u00e3o de agosto foi a mais alta para o m\u00eas desde 2016, embora o \u00edndice (0,24%) tenha desacelerado em rela\u00e7\u00e3o a julho (0,36%). Pesaram mais no bolso do consumidor, principalmente, a gasolina, que subiu pelo terceiro m\u00eas seguido, e os alimentos, que chegaram a registrar certa estabilidade de pre\u00e7os em julho, mas voltaram a subir em agosto. Para as fam\u00edlias de menor renda, o impacto \u00e9 maior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados foram divulgados hoje (9) pelo IBGE e comp\u00f5em o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento de um a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos. No ano, o indicador acumula alta de 0,70% e, em 12 meses, de 2,44%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), que se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, apresentou alta de 0,36% em agosto, sendo o maior resultado para o m\u00eas desde 2012 (0,45%). No ano, o INPC acumula alta de 1,16% e, nos \u00faltimos doze meses, de 2,94%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO item de maior peso (4,67% do total) no IPCA \u00e9 a gasolina (3,22%), que fez com que os Transportes (alta de 0,82%) apresentassem o maior impacto positivo no \u00edndice de agosto. E a segunda maior contribui\u00e7\u00e3o veio do grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (0,78%). J\u00e1 no INPC, que \u00e9 um \u00edndice mais voltado para fam\u00edlias de menor renda, os produtos aliment\u00edcios (alta de 0,80% em agosto) pesam mais e por isso o \u00edndice acumula uma alta superior \u00e0 do IPCA no ano\u201d, explica Pedro Kislanov, gerente da pesquisa, ressaltando que os alimentos t\u00eam peso de 20,05% no IPCA e 22,82% no INPC.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os alimentos para consumo no domic\u00edlio tiveram alta de 1,15% em agosto no IPCA. Os principais itens que influenciaram essa eleva\u00e7\u00e3o foram o tomate (12,98%), o \u00f3leo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%) e as carnes (3,33%). Sendo que altas em componentes b\u00e1sicos da alimenta\u00e7\u00e3o do brasileiro, como arroz e feij\u00e3o, podem elevar a percep\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o nas g\u00f4ndolas dos mercados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO arroz (3,08% em agosto) acumula alta de 19,25% no ano e o feij\u00e3o, dependendo do tipo e da regi\u00e3o, j\u00e1 tem infla\u00e7\u00e3o acima dos 30%. O feij\u00e3o preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano e o feij\u00e3o carioca, de 12,12%\u201d, destaca Pedro Kislanov.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, a alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio (-0,11%) segue em queda, embora menos intensa que a do m\u00eas anterior (-0,29%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As pe\u00e7as de Vestu\u00e1rio (-0,78%) tamb\u00e9m apresentaram defla\u00e7\u00e3o e foi ainda mais intensa que a registrada em julho (-0,52%). Houve quedas nos pre\u00e7os das roupas masculinas (-0,74%), femininas (-1,23%) e infantis (-1,46%), al\u00e9m dos cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (-0,55%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado o que mais segurou a infla\u00e7\u00e3o de agosto pelo IPCA foi a Educa\u00e7\u00e3o (-3,47%), j\u00e1 que v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es de ensino passaram a aplicar descontos em suas mensalidades durante o per\u00edodo de isolamento em fun\u00e7\u00e3o da pandemia de Covid-19, em virtude da suspens\u00e3o das aulas presenciais. Os pre\u00e7os dos cursos regulares recuaram 4,38%, sendo que maior queda foi observada na pr\u00e9-escola (-7,71%), seguida pelos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (-5,84%), pela educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos (-4,80%) e pelas creches (-4,76%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas despesas de casa (Habita\u00e7\u00e3o), no entanto, houve alta (0,36%). Os maiores impactos vieram do aluguel residencial (0,32%) e da energia el\u00e9trica (0,27%). Vale destacar ainda o aumento nos pre\u00e7os de alguns materiais de constru\u00e7\u00e3o, como o tijolo (9,32%) e o cimento (5,42%), que j\u00e1 haviam subido em julho (4,13% e 4,04%, respectivamente).<\/span><\/p>\n<p><b>Cinco das regi\u00f5es pesquisadas tiveram defla\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cinco das 16 regi\u00f5es pesquisadas apresentaram defla\u00e7\u00e3o em agosto. O menor \u00edndice ficou com o munic\u00edpio de Aracaju(-0,30%), especialmente por conta da queda no custo dos cursos regulares (-7,27%). Os demais locais com IPCA no campo negativo foram Fortaleza (-0,23%), Rio de Janeiro (-0,13%), Bel\u00e9m (0,04%) e Vit\u00f3ria (0,03%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na outra ponta, o maior resultado positivo foi observado no munic\u00edpio de Campo Grande(1,04%), particularmente em fun\u00e7\u00e3o da alta de alguns itens aliment\u00edcios, como as carnes (6,28%) e as frutas (9,54%). Sendo que outros sete locais ficaram acima da m\u00e9dia nacional (0,24%): Goi\u00e2nia (0,66%), Bras\u00edlia (0,58%), Rio Branco (0,54%), Recife (0,46%), S\u00e3o Lu\u00eds (0,38%), Porto Alegre (0,33%) e S\u00e3o Paulo (0,31%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 pelo INPC, apenas dois dos 16 locais pesquisados registraram defla\u00e7\u00e3o, Fortaleza (-0,16%) e Aracaju (-0,23%). E dez regi\u00f5es tiveram infla\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia de 0,36%, sendo as mais elevadas em Campo Grande (1,33%), que marcou mais que o triplo, Bras\u00edlia e Rio Branco, ambas marcando quase o dobro (0,71%).<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o de agosto foi a mais alta para o m\u00eas desde 2016, embora o \u00edndice (0,24%) tenha desacelerado em rela\u00e7\u00e3o a julho (0,36%). 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