{"id":168076,"date":"2020-09-02T10:49:32","date_gmt":"2020-09-02T13:49:32","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=168076"},"modified":"2020-09-02T10:49:32","modified_gmt":"2020-09-02T13:49:32","slug":"seis-em-cada-dez-empresas-percebem-impacto-da-covid-como-pequeno-inexistente-ou-positivo-na-2a-quinzena-de-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=168076","title":{"rendered":"Seis em cada dez empresas percebem impacto da Covid como pequeno, inexistente ou positivo na 2\u00aa quinzena de julho"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">De 3 milh\u00f5es de empresas em funcionamento na segunda quinzena de julho, 37,5% perceberam impactos negativos decorrentes da crise do novo coronav\u00edrus em suas atividades. Por outro lado, para 36,3%, o impacto foi pequeno ou inexistente; e, para 26,1%, o efeito foi positivo. Na maioria das atividades, a soma da percep\u00e7\u00e3o de impactos pequenos ou inexistentes e de efeitos positivos \u00e9 superior a de impactos negativos. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid19 nas empresas, divulgados nesta quarta-feira (2), pelo IBGE.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cApesar da continuidade dos efeitos negativos, destaca-se a percep\u00e7\u00e3o de melhora em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quinzenas anteriores. Na segunda quinzena de junho, a incid\u00eancia de efeitos negativos era percebida por 62,4% das empresas; na primeira quinzena de julho, por 44,8%; e agora, na segunda quinzena de julho, por 37,5%. Isso j\u00e1 era esperado, pois, a medida em que aumenta o processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o, as empresas passam a ter maiores receitas\u201d, explica Fl\u00e1vio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A percep\u00e7\u00e3o de impacto negativo \u00e9 maior entre as empresas de grande porte (37,8%), aquelas acima de 500 funcion\u00e1rios; e, entre as de pequeno porte, com at\u00e9 49 funcion\u00e1rios, (37,6%). Mas s\u00e3o tamb\u00e9m as empresas de grande porte, as que mais perceberam impactos pequenos ou inexistente (41,25%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO setor de servi\u00e7os continua sendo o mais impactado negativamente, enquanto o da constru\u00e7\u00e3o tem o maior percentual de efeitos pequenos ou inexistentes\u201d, ressalta Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pandemia afetou 42,9% de 1,3 milh\u00e3o de empresas de servi\u00e7os, especialmente servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares (53,8%) e aqueles prestados \u00e0s fam\u00edlias (48%). No com\u00e9rcio, 36,1% de 1,2 milh\u00e3o de empresas relataram efeitos negativos, com destaque para o com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (38,3%), e com\u00e9rcio varejista (37,8%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No setor industrial, 30,6% das 334 mil empresas destacaram impacto negativo; enquanto para 35,8%, o efeito foi pequeno ou inexistente; e, para 33,6%, o impacto nessa quinzena foi positivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDestaque para a melhora de percep\u00e7\u00e3o e maior incid\u00eancia de efeitos positivos e efeitos pequenos ou inexistentes, observada nos segmentos de servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias, outros servi\u00e7os e atividades do com\u00e9rcio. Por regi\u00f5es, destaque para as regi\u00f5es Sudeste e Sul, com a maior incid\u00eancia de efeitos pequenos ou inexistentes na quinzena\u201d, analisa Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na constru\u00e7\u00e3o, o percentual de percep\u00e7\u00e3o de efeitos pequenos ou inexistentes, passou de 26,7% na primeira quinzena de junho para 55,4% na segunda quinzena de julho. No com\u00e9rcio, os impactos s\u00e3o pequenos ou inexistentes para 36,5% das empresas e positivos para 27,4%. Enquanto que, na ind\u00fastria, 35,8% das empresas perceberam impactos pequenos ou inexistentes; e 33,6%, efeitos positivos; e, nos servi\u00e7os, os \u00edndices foram de 33,6% e 23,5%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre as grandes regi\u00f5es, o Norte concentra a maior incid\u00eancia de empresas que perceberam impactos positivos 41,1%. O Sul e o Sudeste continuam com a evolu\u00e7\u00e3o de menor incid\u00eancia de efeitos negativos, registrando, respectivamente, 36,7% e 33,3%, taxas que, nas quinzenas anteriores, se situavam acima de 40%. J\u00e1 o Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o onde as empresas foram mais atingidas pela crise do novo coronav\u00edrus (49,6%), seguido por Centro-Oeste (44,75).<\/span><\/p>\n<p><b>Mais da metade das empresas n\u00e3o perceberam impacto negativo na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos ou acesso a fornecedores<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maior parte das empresas (55%) relatou n\u00e3o ter havido impacto da Covid-19 sobre a fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos ou a capacidade de atendimento aos clientes. Esse percentual chega a 61,8% entre as empresas de grande porte e a 57,4% entre as de porte intermedi\u00e1rio. Mas 33,1% do total de empresas ainda relataram dificuldades, e 11,6% acusaram facilidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para 44,8%, n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa no acesso a seus fornecedores. Mas cresceu o percentual de empresas que voltaram a sinalizar dificuldades, 45,3%, taxa que, na quinzena anterior, foi de 38,6%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO que influenciou mais a taxa foram as empresas de pequeno porte (45,5%). Entre as atividades, os destaques s\u00e3o as empresas do com\u00e9rcio (65,2%), especialmente o com\u00e9rcio varejista (71,9%) e o de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (70,45), que ficaram na faixa de sete em cada dez empresas sinalizando dificuldade de acesso aos fornecedores\u201d, completa Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m cai a percep\u00e7\u00e3o de dificuldades na capacidade de realizar pagamentos de rotina, passando de 47,3% na primeira quinzena de julho para 38,9%, na segunda quinzena de julho. Por outro lado, cresce para 49,7% o percentual de empresas sinalizando que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa, percentual que chega a 69,9% entre as empresas de grande porte e a 60,9% entre as de porte intermedi\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre as atividades, os destaques s\u00e3o as empresas da constru\u00e7\u00e3o (67,5%) e ind\u00fastria (55,5%), sinalizando n\u00e3o ter percebido altera\u00e7\u00e3o significativa. \u201cTrata-se de uma sinaliza\u00e7\u00e3o de melhora das receitas, permitindo realizar os pagamentos de rotina\u201d, diz Magheli.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 3 milh\u00f5es de empresas em funcionamento na segunda quinzena de julho, 37,5% perceberam impactos negativos decorrentes da crise do novo coronav\u00edrus em suas atividades. Por outro lado, para 36,3%, o impacto foi pequeno ou inexistente; e, para 26,1%, o efeito foi positivo. 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