{"id":167246,"date":"2020-08-20T13:36:14","date_gmt":"2020-08-20T16:36:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=167246"},"modified":"2020-08-20T13:36:14","modified_gmt":"2020-08-20T16:36:14","slug":"desemprego-em-julho-atinge-131-da-populacao-aponta-pnad-covid19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=167246","title":{"rendered":"Desemprego em julho atinge 13,1% da popula\u00e7\u00e3o, aponta Pnad Covid19"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o cresceu de 12,4% para 13,1%, atingindo 12,3 milh\u00f5es de pessoas em julho. No m\u00eas, mais 438 mil pessoas ficaram sem emprego, se comparado a junho. A popula\u00e7\u00e3o ocupada caiu para 81,5 milh\u00f5es de trabalhadores. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Mensal (Pnad Covid19) divulgada, nessa quinta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a pesquisa, dos 9,7 milh\u00f5es que estavam afastados do trabalho, 6,8 milh\u00f5es informaram que o motivo era o distanciamento social provocado pela pandemia da covid-19, o que representa recuo de 42,6% na compara\u00e7\u00e3o com o contingente de pessoas afastadas em junho.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a coordenadora da pesquisa, Maria L\u00facia Vieira, o movimento pode significar retorno ao trabalho ou demiss\u00e3o. \u201cIsso corresponde a menos da metade das pessoas que estavam afastadas em maio, quando a pesquisa come\u00e7ou. Elas retornaram ao trabalho ou podem ter sido demitidas\u201d, observou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa apurou ainda que entre os que n\u00e3o estavam afastados do trabalho, 8,4 milh\u00f5es trabalhavam de forma remota, que representam 11,7% da popula\u00e7\u00e3o ocupada que n\u00e3o estava afastada.<\/span><\/p>\n<p><b>Ocupa\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O percentual de pessoas ocupadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas em idade de trabalhar passou de 49% em junho para 47,9%, em julho. Dos 81,5 milh\u00f5es de ocupados em julho, 9,7 milh\u00f5es estavam afastados do trabalho. Desses, 6,8 milh\u00f5es o motivo do afastamento era o distanciamento social. Na compara\u00e7\u00e3o com junho, os dois contingentes ca\u00edram, respectivamente, 34% e 42,6%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No total de pessoas ocupadas, a propor\u00e7\u00e3o de afastadas por causa da pandemia caiu de 14,2% para 8,3%. Todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o tiveram queda nesse indicador, com exce\u00e7\u00e3o do Amap\u00e1, do Rio Grande do Sul e de Rond\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Da popula\u00e7\u00e3o ocupada, cerca de 3,2 milh\u00f5es estavam sem a remunera\u00e7\u00e3o do trabalho, o que representa 32,4% do total de pessoas afastadas do trabalho. Em junho, quase metade dos afastados (48,4%) ficou sem remunera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho foi estimada, no m\u00eas passado, em 76,5 milh\u00f5es de pessoas, alta de 2,1% em rela\u00e7\u00e3o a junho. Do total, 28,2 milh\u00f5es ou 36,9% gostariam de trabalhar, mas n\u00e3o buscaram trabalho, e 19 milh\u00f5es, 24,8%, disseram que a pandemia ou \u00e0 falta de trabalho na localidade impediram a busca, apesar da vontade de trabalhar.<\/span><\/p>\n<p><b>Aux\u00edlio emergencial<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda de acordo com a Pnad Covid19 Mensal, 30,2 milh\u00f5es de domic\u00edlios brasileiros, 44,1% do total, tiveram acesso a algum tipo de aux\u00edlio emergencial relacionado \u00e0 pandemia, em julho. Conforme o IBGE, mais 813 mil lares foram beneficiados ante o m\u00eas anterior, quando ficou em 43%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com a pesquisa, todas as grandes regi\u00f5es registraram aumento no percentual de domic\u00edlios recebendo o aux\u00edlio. Os maiores foram no Norte (60,6%) e no Nordeste (59,6%). J\u00e1 no Sul, foram 30,9% dos lares. O valor m\u00e9dio do aux\u00edlio saiu de R$ 885 para R$ 896.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda na pandemia, 3,3 milh\u00f5es de domic\u00edlios conseguiram empr\u00e9stimos para enfrentar esse per\u00edodo. A pesquisa apontou que em cerca de 4 milh\u00f5es dos domic\u00edlios (5,9%) algum morador solicitou empr\u00e9stimo em julho para enfrentar a pandemia. Desse total, no entanto, para 762 mil o empr\u00e9stimo n\u00e3o foi concedido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os que solicitaram e n\u00e3o conseguiram empr\u00e9stimo, 59,2% pertencem \u00e0s duas classes de rendimento mais baixas, que recebem menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo, aponta a pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para 75,7% das pessoas, os bancos e outras institui\u00e7\u00f5es financeiras foram a maior fonte de empr\u00e9stimos. E em 23,6% dos domic\u00edlios algum morador conseguiu empr\u00e9stimo com amigos ou parentes.<\/span><\/p>\n<p><b>Covid-19<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa revela ainda que caiu para 2,1 milh\u00f5es o n\u00famero de pessoas que se queixaram de sintomas conjugados relacionados \u00e0 s\u00edndrome gripal e que podiam estar associados \u00e0 covid-19. Entre elas, 1,8 milh\u00e3o de pessoas relataram perda de cheiro ou sabor; 666 mil febre, tosse e dificuldade de respirar; e 540 mil tiveram febre, tosse e dor no peito. No m\u00eas anterior, foram 2,4 milh\u00f5es de pessoas com sintomas conjugados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O atendimento em estabelecimento de sa\u00fade foi a op\u00e7\u00e3o de 1,3 milh\u00e3o de pessoas que relataram sintomas conjugados, o que significa alta de 200 mil em compara\u00e7\u00e3o o m\u00eas anterior. A maior parte (75,7%) procurou atendimento em estabelecimentos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Ao todo, 71 mil ficaram internadas em hospitais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta edi\u00e7\u00e3o, a pesquisa trouxe seis novos temas relativos \u00e0 pandemia, al\u00e9m das quest\u00f5es sobre o mercado de trabalho e sintomas de s\u00edndrome gripal. Os pesquisadores apuraram informa\u00e7\u00f5es sobre testes da covid, comorbidades, comportamento (ado\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de medidas de isolamento), indicadores escolares (aula on line), solicita\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos e itens de higiene e prote\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 julho, cerca de 13,3 milh\u00f5es de pessoas (6,3% da popula\u00e7\u00e3o) fizeram algum tipo de testagem para diagn\u00f3stico da covid-19, como o exame com material coletado na boca ou nariz com o cotonete (swab), o teste r\u00e1pido com sangue coletado por um furo no dedo ou o exame com sangue retirado da veia do bra\u00e7o. Segundo o IBGE, entre essas pessoas, 2,7 milh\u00f5es, ou 20,4%, deram positivo para a doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs testes foram realizados por homens e mulheres na mesma propor\u00e7\u00e3o (6,2% e 6,4%, respectivamente), mas, principalmente, por pessoas de 30 a 59 anos de idade (9,1%). Quanto maior o n\u00edvel de escolaridade e a renda, maior foi o percentual de pessoas que fez algum teste\u201d, informou a coordenadora da pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A unidade da federa\u00e7\u00e3o com o maior percentual de testes realizados desde o in\u00edcio da pandemia foi o Distrito Federal (16,7%), seguido do Amap\u00e1 (11,0%) e do Piau\u00ed (10,5%). O menor percentual (4,1%) de exames realizados foi em Pernambuco. Na sequ\u00eancia, Minas Gerais, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul tiveram 4,5%.<\/span><\/p>\n<p><b>Comorbidades<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A hipertens\u00e3o, com 12,8%, foi a doen\u00e7a mais frequente entre as 47,2 milh\u00f5es de pessoas que tinham alguma comorbidade. As outras foram asma ou bronquite ou enfisema (5,7%); diabetes (5,3%); depress\u00e3o (3,0%); doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o (2,7%) e c\u00e2ncer (1,1%).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Maria L\u00facia, o percentual de pessoas com alguma dessas doen\u00e7as cr\u00f4nicas que testou positivo ficou em 1,6%.<\/span><\/p>\n<p><b>Isolamento<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa apurou ainda que em julho cerca de 49,2 milh\u00f5es, ou 23,3% da popula\u00e7\u00e3o, seguiram o isolamento social, enquanto 4,1 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o tomaram nenhuma medida restritiva de isolamento para evitar o cont\u00e1gio pelo coronav\u00edrus. O contato f\u00edsico foi evitado por 64,4 milh\u00f5es, embora tenham mantido as sa\u00eddas de casa. J\u00e1 92 milh\u00f5es ficaram em casa e s\u00f3 sa\u00edram em caso de necessidades b\u00e1sicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEssas medidas mais restritivas de isolamento foram seguidas, sobretudo, pelas mulheres, crian\u00e7as at\u00e9 os 13 anos e idosos. Cerca de 84,5% dos idosos ficaram rigorosamente em casa ou s\u00f3 sa\u00edram em caso de necessidade\u201d, disse a coordenadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda segundo a pesquisa, quase todos os 68,5 milh\u00f5es de domic\u00edlios tinham itens b\u00e1sicos de higiene e prote\u00e7\u00e3o contra a covid-19, entre eles sab\u00e3o ou detergente para higienizar as m\u00e3os (99,6%), m\u00e1scara (99,3%) e \u00e1gua sanit\u00e1ria ou desinfetante (98,1%) para limpeza da casa. O \u00e1lcool 70% estava presente em 95,8% dos domic\u00edlios. O percentual de luvas descart\u00e1veis foi menor e estava presente em 43,2% das resid\u00eancias. As casas com moradores de menor renda e nas regi\u00f5es Norte e Nordeste foram as que esses dois itens eram menos comuns.<\/span><\/p>\n<p><b>Escolas<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda em julho, 8,7 milh\u00f5es de estudantes entre 6 anos e 29 anos de idade, que frequentavam escola ou universidade, n\u00e3o tiveram qualquer atividade escolar, o que representa 19,1% do total, enquanto 72% dos alunos, ou 32,6 milh\u00f5es, tiveram atividades escolares. O restante (8,9%) estava de f\u00e9rias no per\u00edodo. Do total de 45,3 milh\u00f5es de estudantes, 60,5% frequentavam o ensino fundamental, 21,1% o ensino m\u00e9dio e 18,4% do ensino superior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Maria L\u00facia Vieira, a pesquisa deixa evidente grandes diferen\u00e7as entre as regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cNo Norte, quase 40% dos estudantes do ensino fundamental e quase metade das do ensino m\u00e9dio ficaram sem atividades escolares em julho. Por outro lado, no Sul, 91,7% dos que estavam no fundamental e quase 90% das do ensino m\u00e9dio realizaram atividades escolares. Quanto menor a renda da fam\u00edlia, maior o percentual de estudantes que n\u00e3o tiveram atividades escolares durante a pandemia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o cresceu de 12,4% para 13,1%, atingindo 12,3 milh\u00f5es de pessoas em julho. 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