{"id":167052,"date":"2020-08-18T10:50:49","date_gmt":"2020-08-18T13:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=167052"},"modified":"2020-08-18T10:50:49","modified_gmt":"2020-08-18T13:50:49","slug":"quatro-em-cada-10-empresas-ainda-percebem-efeitos-negativos-da-covid-19-na-primeira-quinzena-de-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=167052","title":{"rendered":"Quatro em cada 10 empresas ainda percebem efeitos negativos da Covid-19 na primeira quinzena de julho"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">De 2,8 milh\u00f5es de empresas em funcionamento no Brasil na primeira quinzena de julho, 44,8% perceberam efeito negativo da Covid-19; 28,2%, efeito pequeno ou inexistente; e 27% tiveram efeito positivo devido \u00e0s medidas de isolamento social. Regionalmente, as empresas o Centro-Oeste perceberam o maior impacto negativo (51,0%), seguidas pelas das regi\u00f5es Norte (48,1%) e Sul (47,2%). Esses s\u00e3o os destaques do terceiro ciclo da Pesquisa Pulso Empresa, divulgada nessa ter\u00e7a-feira (18), e que integra as estat\u00edsticas experimentais do IBGE.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As pequenas empresas (at\u00e9 49 funcion\u00e1rios, o maior contingente da amostra) foram as mais afetadas: de 2,7 milh\u00f5es de empresas nessa faixa, 44,9% sofreram impacto negativo. Entre m\u00e9dias empresas (de 50 a 499 funcion\u00e1rios) e as de maior porte (a partir de 500 funcion\u00e1rios), o impacto foi menor: 39,1% e 39,2%, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa tamb\u00e9m revela que as maiores incid\u00eancias com pequeno ou nenhum efeito foram encontradas entre as empresas de porte m\u00e9dio (37,4%) e de grande porte (35,6%). Entre as que foram impactadas positivamente, o percentual \u00e9 maior entre as pequenas empresas, 27%, ante 23,4% nas m\u00e9dias e 25,3% nas de grande porte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuatro em cada dez empresas (44,8%) ainda percebem efeitos negativos da Covid-19. Ainda h\u00e1 uma grande incid\u00eancia de impacto negativo, mas j\u00e1 come\u00e7amos a perceber uma melhora, visto que, na quinzena anterior, o impacto negativo atingiu 62,4% das empresas. A diferen\u00e7a para as quinzenas anteriores \u00e9 a maior incid\u00eancia de empresas que relataram efeitos pequenos ou inexistentes (28,2%) e as que relataram efeitos positivos (27%), que, juntas, somam um percentual maior do que as que relataram efeitos negativos\u201d, analisa Fl\u00e1vio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os setores, os efeitos negativos foram percebidos por 47% de 1,2 milh\u00e3o de empresas de servi\u00e7os, com destaque para os servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias (55,5%) e os servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares (48,3%); seguidos por 44% de 1,1 milh\u00e3o empresas do com\u00e9rcio, com maior impacto no com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (52,4%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cApesar da percep\u00e7\u00e3o de impacto negativo, houve uma melhora na percep\u00e7\u00e3o das empresas de servi\u00e7os, passando de 65,5% na quinzena anterior para 47%; assim como do com\u00e9rcio, que passou de 64,1% para 44%. Essa melhora de percep\u00e7\u00e3o fica evidenciada na maior incid\u00eancia de empresas que sinalizaram um efeito pequeno ou inexiste, ou um efeito positivo. No caso do com\u00e9rcio, 35,5% das empresas indicaram efeito positivo. Esse cen\u00e1rio retrata o processo de reabertura, com maior fluxo de pessoas refletindo-se nos neg\u00f3cios. \u00c9 natural que a percep\u00e7\u00e3o negativa v\u00e1 reduzindo a cada quinzena, na medida que o isolamento social v\u00e1 diminuindo\u201d, destaca Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 a ind\u00fastria manteve-se est\u00e1vel, com um impacto negativo em 42,9% das 313,4 mil empresas; assim como a constru\u00e7\u00e3o, em que 38% das 160 mil empresas relataram terem sido afetadas negativamente.<\/span><\/p>\n<p><b>Com\u00e9rcio tem a maior incid\u00eancia de empresas com redu\u00e7\u00e3o de vendas<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A percep\u00e7\u00e3o do impacto negativo da Covid-19 sobre vendas ou servi\u00e7os comercializados durante a primeira quinzena de julho atingiu 46,8% das empresas em funcionamento; mas, em contrapartida, foi pequeno ou inexistente para 26,9%, e, para 26,1%, o impacto foi positivo. \u201cNovamente, h\u00e1 um comportamento disseminado de percep\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o das vendas, mas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quinzena anterior, h\u00e1 em alguns segmentos maior incid\u00eancia de empresas que sinalizaram aumento ou que o efeito foi nulo ou inexistente\u201d, observa Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O com\u00e9rcio (51,6%), sobretudo o com\u00e9rcio varejista (54,6%), teve o maior contingente de empresas com percep\u00e7\u00e3o de impacto negativo sobre as vendas; enquanto que, no setor de servi\u00e7os, as atividades mais afetadas foram as de servi\u00e7os profissionais, administrativos e complementares (48,1%) e de servi\u00e7os prestados \u00e0s fam\u00edlias (47,7%). Na ind\u00fastria e na constru\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o de vendas afetou 40,8% e 31,9% das empresas, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao impacto positivo sobre as vendas, o destaque \u00e9 o com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas, em que 40,5% das empresas tiveram percep\u00e7\u00e3o de aumento de vendas. No com\u00e9rcio, esse percentual \u00e9 de 32,7%; e na ind\u00fastria, 28%.<\/span><\/p>\n<p><b>Estabilidade no percentual de empresas com dificuldade para fabricar produtos ou atender clientes<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um total de 47,4% das empresas n\u00e3o percebeu altera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao impacto sobre a capacidade de fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos ou na capacidade de atendimento aos clientes; e, para 11,3%, houve facilidade. J\u00e1 41,3% das empresas alegaram ter tido dificuldade. O maior impacto negativo foi no com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (58,1%) e no com\u00e9rcio por atacado (57,7%). No setor de servi\u00e7os, o maior impacto foi nas atividades de outros servi\u00e7os (56,5%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a maioria das empresas, (51,8%) n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa no acesso aos fornecedores de insumos, mat\u00e9rias-primas ou mercadorias, com destaque para os servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (82,8%). Mas, para 38,6%, houve dificuldade. O destaque \u00e9 o segmento de com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas, em que 72% relataram ter enfrentado dificuldade, seguido pelo setor de com\u00e9rcio (47,4%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quanto ao impacto da Covid-19 sobre a capacidade de realizar pagamentos de rotina durante a pandemia, 47,3% das empresas encontraram dificuldade. Para 46,3%, n\u00e3o houve altera\u00e7\u00f5es significativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quinzena anterior; e 5,1% alegaram ter tido facilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEssa percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o aumenta de acordo com o porte da empresa, sendo de 64,4% entre as de maior porte e de 56,3% entre as de porte intermedi\u00e1rio. Setorialmente, os destaques s\u00e3o o setor de constru\u00e7\u00e3o, em que 78,7% informaram n\u00e3o ter havido altera\u00e7\u00e3o, e a atividade de servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, com 67,7% relatando n\u00e3o ter havido altera\u00e7\u00e3o. Por outro lado, ainda temos ind\u00fastria (44,4%), com\u00e9rcio (52,1%) e servi\u00e7os em geral (47,2%) com maior incid\u00eancia de percep\u00e7\u00e3o de dificuldade\u201d, destaca Magheli.<\/span><\/p>\n<p><b>Oito em cada dez empresas mantiveram funcion\u00e1rios<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para 80,7% das empresas, n\u00e3o houve mudan\u00e7a no quadro de funcion\u00e1rios; enquanto que, para 13,5%, houve redu\u00e7\u00e3o; e, para 5,3%, houve aumento. O comportamento \u00e9 disseminado pelos setores de ind\u00fastria (79,2%), com\u00e9rcio (77,6%), constru\u00e7\u00e3o (77,6%) e servi\u00e7os (84,3%). O maior percentual de empresas que demitiram \u00e9 na faixa intermedi\u00e1ria (de 50 a 499 funcion\u00e1rios) e empresas de maior porte (500 ou mais).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cApesar das dificuldades, a maior parte das empresas reportaram que mantiveram o quadro de funcion\u00e1rios. E, entre as 380 mil empresas que sinalizaram ter havido redu\u00e7\u00e3o (13,5%), a maior parte (70%) promoveu redu\u00e7\u00e3o inferior a 25%\u201d, ressalta Magheli.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas adotadas, 86,7% das empresas realizaram campanhas de informa\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o e adotaram medidas extras de higiene; 22,4% anteciparam f\u00e9rias dos funcion\u00e1rios; 38,7% adotaram trabalho domiciliar; 12,8% obtiveram linha de cr\u00e9dito emergencial para pagamento da folha salarial; 37,6% adiaram o pagamento de impostos; 32% alteraram o m\u00e9todo de entrega de produtos ou servi\u00e7os; e 18% lan\u00e7aram ou passaram a comercializar novos produtos ou servi\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2,8 milh\u00f5es de empresas em funcionamento no Brasil na primeira quinzena de julho, 44,8% perceberam efeito negativo da Covid-19; 28,2%, efeito pequeno ou inexistente; e 27% tiveram efeito positivo devido \u00e0s medidas de isolamento social. Regionalmente, as empresas o Centro-Oeste perceberam o maior impacto negativo (51,0%), seguidas pelas das regi\u00f5es Norte (48,1%) e Sul [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":167053,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,440,261,439],"tags":[],"class_list":["post-167052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-destaques-do-dia","category-economia","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/167052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=167052"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/167052\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/167053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=167052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=167052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=167052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}