{"id":166503,"date":"2020-08-11T10:49:46","date_gmt":"2020-08-11T13:49:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=166503"},"modified":"2020-08-11T10:49:46","modified_gmt":"2020-08-11T13:49:46","slug":"infectologista-tomar-mais-de-uma-vacina-nao-significa-maior-protecao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=166503","title":{"rendered":"Infectologista: tomar mais de uma vacina n\u00e3o significa maior prote\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tr\u00eas vacinas est\u00e3o com testes em andamento no Brasil atualmente, ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) para a realiza\u00e7\u00e3o de estudos. Todas est\u00e3o em fase avan\u00e7ada de testes, na chamada pesquisa cl\u00ednica, ou seja, aplica\u00e7\u00e3o em humanos. S\u00e3o elas a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laborat\u00f3rio AstraZeneca, com testes feitos pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp); a Coronavac, parceria firmada entre o Instituto Butantan e o laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac Biotech; e a do laborat\u00f3rio Pfizer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desenvolvimento de uma vacina ocorre em etapas. A primeira \u00e9 a laboratorial, onde \u00e9 feita a avalia\u00e7\u00e3o de qual a melhor composi\u00e7\u00e3o para o produto. A segunda etapa, chamada de pr\u00e9-cl\u00ednica, \u00e9 a de testes em animais. A terceira \u00e9 a fase cl\u00ednica, de testes em humanos. Se os testes forem satisfat\u00f3rios, a vacina \u00e9 submetida ao registro na ag\u00eancia regulat\u00f3ria. Mesmo ap\u00f3s o registro, a vacina \u00e9 monitorada no p\u00f3s-mercado pela Anvisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de haver tr\u00eas op\u00e7\u00f5es de vacina em teste no pa\u00eds, a infectologista Nancy Bellei, da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), alerta que tomar mais de um tipo n\u00e3o significa que a pessoa ficar\u00e1 mais protegida contra a covid-19. \u201cA pessoa vai tomar uma vacina, vamos aguardar os estudos e ver depois se h\u00e1 uma vacina melhor que a outra. A pessoa toma uma vacina s\u00f3, n\u00e3o tem nenhuma que a gente recomenda tomar uma e outra. Ningu\u00e9m sabe isso ainda sobre a vacina contra covid-19 e pode ser at\u00e9 pior.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nancy explica que h\u00e1 dois cen\u00e1rios considerados para os resultados das vacinas: o funcionamento delas por um per\u00edodo de tempo em m\u00e9dio prazo, em que funcionariam de forma semelhante \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de anticorpos que se tem visto nas pessoas infectadas pela doen\u00e7a. O outro seria um resultado em longo prazo, ou seja, quanto essas vacinas v\u00e3o ter um papel de estimular a imunidade celular \u2013 considerada permanente, assim como ocorre em doen\u00e7as como o sarampo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA sa\u00edda, em m\u00e9dio prazo, parece que \u00e9 poss\u00edvel, porque essas vacinas induzem produ\u00e7\u00e3o de anticorpo e a\u00ed boa parte das pessoas vacinadas estaria protegida, voc\u00ea diminui a cadeia de transmiss\u00e3o. Em longo prazo, o ideal \u00e9 que essas vacinas pudessem ativar a imunidade celular, que seria a imunidade de mem\u00f3ria, porque os t\u00edtulos de anticorpos &#8211; quantidade presente &#8211; na infec\u00e7\u00e3o natural eles caem, ent\u00e3o a gente precisa ter imunidade celular\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a m\u00e9dica, o que se conhece at\u00e9 o momento \u00e9 que as pessoas que t\u00eam a infec\u00e7\u00e3o por covid-19 v\u00e3o perdendo os anticorpos. \u201cH\u00e1 estudos mostrando que, em torno de 100 dias, perdemos o n\u00edvel de anticorpos, s\u00f3 que n\u00e3o sabemos o quanto resta de imunidade celular que permite responder \u00e0 nova infec\u00e7\u00e3o se a gente encontrar o v\u00edrus dali a algum tempo. N\u00f3s n\u00e3o sabemos isso ainda\u201d, disse ao ressaltar que \u00e9 uma doen\u00e7a nova e que houve pouco tempo para se desenvolver estudos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuem j\u00e1 teve infec\u00e7\u00e3o, a gente n\u00e3o sabe se vai ter uma prote\u00e7\u00e3o em longo prazo, ent\u00e3o muito menos ainda conseguimos antever se as vacinas v\u00e3o ter esse papel e, se tiverem, por quanto tempo. Porque se elas n\u00e3o tiverem, vai ser como uma vacina de gripe, que voc\u00ea tem que dar toda hora de novo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>Imunidade celular x anticorpos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nancy Bellei afirma que se as vacinas n\u00e3o tiverem a compet\u00eancia de ativar a imunidade celular, o problema n\u00e3o ser\u00e1 resolvido em longo prazo. \u201c\u00c9 totalmente diferente, imunidade celular n\u00e3o \u00e9 anticorpo, ela \u00e9 a mem\u00f3ria imunit\u00e1ria que a gente faz com algumas doen\u00e7as: sarampo, caxumba, rub\u00e9ola, catapora, que nunca mais a gente pega porque tem imunidade. Eu n\u00e3o sei o quanto essas vacinas v\u00e3o estimular a imunidade celular para que a gente, se encontrar o v\u00edrus novamente, mesmo sem ter anticorpo, rapidamente o produza\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com a infectologista, houve prova de imunidade celular em algumas vacinas, mas n\u00e3o se sabe na pr\u00e1tica o quanto isso ser\u00e1 aplicado. \u201cH\u00e1 alguns estudos com essas vacinas, mas n\u00e3o permitem dizer isso na pr\u00e1tica, s\u00f3 depois de aplicar e ter os estudos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela explica que a imunidade celular \u00e9 resultado da a\u00e7\u00e3o de defesa de c\u00e9lulas que s\u00e3o ativadas quando chega um organismo estranho no corpo da pessoa. \u201c\u00c9 diferente da imunidade humoral, que s\u00e3o os anticorpos. Eles est\u00e3o na circula\u00e7\u00e3o, independentemente de serem ativados. A imunidade celular \u00e9 mais permanente, mais definitiva, e a imunidade humoral \u00e9 definitiva se eu tenho imunidade celular. Se n\u00e3o, ela \u00e9 transit\u00f3ria.\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>CoronaVac<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vacina chamada de CoronaVac est\u00e1 em fase adiantada de testes, na terceira etapa, chamada cl\u00ednica, de testagem em humanos. Na produ\u00e7\u00e3o da CoronaVac, o novo coronav\u00edrus \u00e9 introduzido em uma c\u00e9lula do tipo Vero, cultivada em laborat\u00f3rio. O v\u00edrus se multiplica e, no final, \u00e9 inativado e incorporado \u00e0 vacina que ser\u00e1 aplicada na popula\u00e7\u00e3o. Com a aplica\u00e7\u00e3o da dose, o sistema imunol\u00f3gico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O an\u00fancio de produ\u00e7\u00e3o da vacina pelo governo de S\u00e3o Paulo ocorreu em 11 de junho, ap\u00f3s parceria firmada entre o Instituto Butant\u00e3 e o laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac Biotech. O investimento do Instituto Butant\u00e3 nos estudos, na fase cl\u00ednica, \u00e9 de R$ 85 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNessa vacina, voc\u00ea vai ter todos os componentes do v\u00edrus. Ent\u00e3o alguns advogam que com uma vacina desse tipo, haveria mais chance de ela ser mais imunog\u00eanica [maior capacidade de estimular uma resposta imunol\u00f3gica], j\u00e1 que voc\u00ea est\u00e1 oferecendo grande quantidade de prote\u00ednas diferentes que podem estimular o sistema imune\u201d, disse a Nancy Bellei.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela acrescenta que as vacinas com v\u00edrus inteiros normalmente s\u00e3o mais reatog\u00eancias, ou seja, causam mais rea\u00e7\u00e3o. \u201cEnt\u00e3o, existe sempre essa discuss\u00e3o: voc\u00ea quer uma vacina que seja muito imunog\u00eanica, mas n\u00e3o quer que seja muito reatog\u00eancia\u201d. Segundo a m\u00e9dica, isso \u00e9 o que ocorre em geral com vacinas desse tipo, e \u00e9 preciso aguardar os resultados dos testes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A terceira etapa \u2013 os testes em humanos \u2013 \u00e9 dividida em tr\u00eas fases. As fases 1 (inicial, que avalia se a vacina \u00e9 segura) e 2 (que conta com maior quantidade de volunt\u00e1rios e avalia a efic\u00e1cia do produto) j\u00e1 foram executadas na China, com sucesso. A Fase 3 dessa terceira etapa est\u00e1 sendo realizada no Brasil, com 9 mil volunt\u00e1rios de todo o pa\u00eds, e foi iniciada em S\u00e3o Paulo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caso os testes com esses 9 mil volunt\u00e1rios, na Fase 3, se mostrem positivos, a vacina entrar\u00e1 na etapa de registro na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria e ent\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a ser produzida em larga escala. A expectativa do Instituto Butant\u00e3 \u00e9 de que a vacina poder\u00e1 estar dispon\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o em junho de 2021, com fornecimento ao SUS, o Sistema \u00danico da Sa\u00fade, de forma gratuita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Butant\u00e3 tem capacidade de produzir 1 milh\u00e3o de vacinas por dia. As primeiras pessoas a serem vacinadas no Brasil devem ser aquelas dos grupos de maior risco, como idosos e\/ou com comorbidades, ou seja, doen\u00e7as pr\u00e9-existentes.<\/span><\/p>\n<p><b>Oxford<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laborat\u00f3rio AstraZeneca, essa vacina usa um vetor viral &#8211; baseado em um v\u00edrus modificado &#8211; que atinge chimpanz\u00e9s, mas n\u00e3o humanos, ao qual \u00e9 acrescida uma prote\u00edna que o novo coronav\u00edrus usa para invadir c\u00e9lulas, para induzir a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos \u2014 em vez de um v\u00edrus inativado. A vacina j\u00e1 est\u00e1 na Fase 3 dos ensaios cl\u00ednicos, a \u00faltima etapa de testes em seres humanos para determinar a seguran\u00e7a e efic\u00e1cia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Nancy, existem in\u00fameros trabalhos que determinam que a por\u00e7\u00e3o do v\u00edrus que estimula os anticorpos neutralizantes \u00e9 a da prote\u00edna Spike &#8211; usada para penetrar nas c\u00e9lulas. \u201cPara o v\u00edrus entrar na c\u00e9lula, ele tem que se ligar em um determinado ponto, que est\u00e1 na prote\u00edna S [Spike]. Vacinas que trabalham com a indu\u00e7\u00e3o de prote\u00edna S, por meio de RNA mensageiro ou com o vetor de adenov\u00edrus &#8211; carreando um peda\u00e7o gen\u00e9tico dessa prote\u00edna -, estimulariam diretamente a nossa produ\u00e7\u00e3o de anticorpo neutralizante, que evitaria que o v\u00edrus se ligasse ao receptor.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A infectologista afirma que, dessa forma, as vacinas seriam menos reatog\u00eanicas \u2013 causariam menos rea\u00e7\u00f5es -, mas seriam mais espec\u00edficas. \u201cSe eventualmente o v\u00edrus tiver uma muta\u00e7\u00e3o nessa regi\u00e3o da prote\u00edna Spike, no futuro uma vacina desse tipo teria que ser modificada, porque n\u00e3o mais reconhecer\u00edamos o v\u00edrus, por se tratar de uma regi\u00e3o muito espec\u00edfica\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo cl\u00ednico da vacina, foi firmado acordo entre a Universidade de Oxford e a Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). Em S\u00e3o Paulo, com a viabiliza\u00e7\u00e3o financeira da Funda\u00e7\u00e3o Lemann no custeio da infraestrutura m\u00e9dica e de equipamentos necess\u00e1rios, os testes tiveram in\u00edcio em 20 de junho. Em pouco mais de um m\u00eas, cerca de 1,7 mil volunt\u00e1rios, de um total de 2 mil a serem recrutados na capital paulista, j\u00e1 foram selecionados e tomaram a vacina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a Unifesp, o recrutamento continua e os volunt\u00e1rios est\u00e3o sendo acompanhados de perto para que os pesquisadores monitorem a sa\u00fade deles, assim como seguran\u00e7a e efic\u00e1cia da vacina. No Rio de Janeiro, ser\u00e3o 2 mil testados e, em Salvador, mais mil volunt\u00e1rios recrutados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A expectativa \u00e9 de que a vacina tenha seu dossi\u00ea de registro apresentado \u00e0 Anvisa ainda neste ano. A partir da\u00ed, as doses produzidas ser\u00e3o disponibilizadas ao Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, para serem aplicadas na popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Pfizer<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No fim de julho, a Pfizer e a BioNTech anunciaram a escolha do Brasil como um dos locais para a fase cl\u00ednica de seu programa de vacina \u00e0 base de RNA mensageiro, o Projeto Lightspeed, contra o novo coronav\u00edrus. A Fase 2 dos testes cl\u00ednicos \u2013 em humanos \u2013 est\u00e1 sendo conduzido em S\u00e3o Paulo, no Centro Paulista de Investiga\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica, e na Bahia, na Institui\u00e7\u00e3o Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As pesquisas baseiam-se em potenciais vacinas de RNA mensageiro (mRNA), produzido sinteticamente, que tem como objetivo estimular a produ\u00e7\u00e3o de uma prote\u00edna semelhante ou id\u00eantica \u00e0 do v\u00edrus no organismo. Essa prote\u00edna deve ser capaz de estimular o sistema imune a produzir c\u00e9lulas de defesa, fazendo com que, quando a pessoa entrar em contato com o v\u00edrus, j\u00e1 tenha desenvolvido imunidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEsse tipo de vacina a gente nunca utilizou. Nessa [vacina] de RNA mensageiro, haveria uma indu\u00e7\u00e3o de a gente produzir essa prote\u00edna e a\u00ed o nosso sistema de anticorpos a reconheceria. Ent\u00e3o a gente teria uma prote\u00e7\u00e3o. Mas essa \u00e9 a vacina mais diferente de todas, \u00e9 uma plataforma de vacina que nunca foi utilizada, ent\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil ainda antecipar vantagens e desvantagens\u201d, disse a infectologista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nancy explica que essa vacina se assemelha \u00e0 de Oxford porque trabalha com a indu\u00e7\u00e3o de prote\u00edna, por meio de RNA mensageiro, e a outra pelo vetor de adenov\u00edrus. Ela avalia que ambas t\u00eam potencial para serem menos reatog\u00eanicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a Pfizer, diferentemente das vacinas convencionais, as vacinas de mRNA s\u00e3o potencialmente mais r\u00e1pidas de serem produzidas. A expectativa \u00e9 apresentar em outubro os resultados dos estudos para autoridades regulat\u00f3rias de todo o mundo e, a partir da\u00ed, elas avaliar\u00e3o como ser\u00e1 feita a distribui\u00e7\u00e3o. A meta \u00e9 produzir 100 milh\u00f5es de doses neste ano e mais 1,3 bilh\u00e3o em 2021.<\/span><\/p>\n<p><b>Quarta vacina<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O governo do Paran\u00e1 firmou parceria de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e cient\u00edfica com a China para iniciar a testagem e a produ\u00e7\u00e3o de outra vacina contra a covid-19 no estado, por meio do Instituto de Tecnologia (Tecpar). O termo de confidencialidade assinado com a empresa estatal chinesa Sinopharm possibilitar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o da terceira fase de testes \u2013 aplica\u00e7\u00e3o em humanos \u2013 no Paran\u00e1. A expectativa \u00e9 que o processo possa come\u00e7ar ainda neste m\u00eas de agosto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O tipo de vacina a ser testado \u00e9 a inativada e o prazo de fornecimento, caso os testes cl\u00ednicos apresentem resultados satisfat\u00f3rios, est\u00e1 previsto para o segundo semestre de 2021.<\/span><\/p>\n<p><b>Governo federal<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O governo federal assinou, na \u00faltima quinta-feira (6), a medida provis\u00f3ria (MP) que abre cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio de R$ 1,9 bilh\u00e3o para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o da vacina ap\u00f3s a conclus\u00e3o dos testes e registro na Anvisa. A transfer\u00eancia de tecnologia na formula\u00e7\u00e3o, envase e controle de qualidade da vacina ser\u00e1 realizada por meio de um acordo da AstraZeneca com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o governo, embora seja baseada em nova tecnologia, essa plataforma j\u00e1 foi testada anteriormente para outras doen\u00e7as, como, por exemplo, nos surtos de ebola e Mers (s\u00edndrome respirat\u00f3ria do Oriente M\u00e9dio, causada por outro tipo de coronav\u00edrus) e \u00e9 semelhante a outras plataformas da Bio-Manguinhos\/Fiocruz, o que facilita sua implanta\u00e7\u00e3o em tempo reduzido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, a Fiocruz recebeu R$ 100 milh\u00f5es, em doa\u00e7\u00e3o de um grupo de empresas, para investir no aprimoramento de suas instala\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o usadas na produ\u00e7\u00e3o da vacina da covid-19. A primeira etapa de adequa\u00e7\u00e3o inclui a constru\u00e7\u00e3o de um laborat\u00f3rio para controle de qualidade de 100 milh\u00f5es de doses importadas da AstraZeneca, a partir de dezembro. A previs\u00e3o \u00e9 que a f\u00e1brica esteja totalmente conclu\u00edda no in\u00edcio de 2021, quando ser\u00e1 poss\u00edvel a incorpora\u00e7\u00e3o total da tecnologia pelo Brasil e a realiza\u00e7\u00e3o de todo o processo de produ\u00e7\u00e3o da vacina no local.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA Funda\u00e7\u00e3o Lemann articulou a vinda dos testes da vacina de Oxford ao Brasil e financiou parte dos testes por entender a import\u00e2ncia de o pa\u00eds ter acesso \u00e0 vacina. Agora participa tamb\u00e9m da doa\u00e7\u00e3o para a montagem da f\u00e1brica que possibilita a autonomia na produ\u00e7\u00e3o. S\u00e3o passos importantes para garantir resposta ao enfrentamento da covid-19 e para oferecer \u00e0 sociedade brasileira um legado p\u00fablico na \u00e1rea da sa\u00fade que ir\u00e1 beneficiar todo o pa\u00eds nesse e em outros desafios\u201d, disse Denis Mizne, diretor executivo da funda\u00e7\u00e3o.L<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parte das institui\u00e7\u00f5es dessa coaliz\u00e3o tamb\u00e9m apoiar\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica similar no Instituto Butant\u00e3, em S\u00e3o Paulo, que est\u00e1 testando a CoronaVac.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas vacinas est\u00e3o com testes em andamento no Brasil atualmente, ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) para a realiza\u00e7\u00e3o de estudos. Todas est\u00e3o em fase avan\u00e7ada de testes, na chamada pesquisa cl\u00ednica, ou seja, aplica\u00e7\u00e3o em humanos. S\u00e3o elas a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laborat\u00f3rio AstraZeneca, com testes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":166501,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[302,436,440,439],"tags":[],"class_list":["post-166503","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil-mundo","category-destaque-da-semana","category-destaques-do-dia","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/166503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=166503"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/166503\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/166501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=166503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=166503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=166503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}