{"id":164769,"date":"2020-07-16T15:44:22","date_gmt":"2020-07-16T18:44:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=164769"},"modified":"2020-07-16T15:44:22","modified_gmt":"2020-07-16T18:44:22","slug":"falta-de-remedios-prejudica-tratamento-da-covid-19-nas-utis-alertam-medicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=164769","title":{"rendered":"Falta de rem\u00e9dios prejudica tratamento da Covid-19 nas UTIs, alertam m\u00e9dicos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A falta de medicamentos sedativos e anest\u00e9sicos foi apontada como um dos principais problemas para o tratamento de pacientes cr\u00edticos da Covid-19. Outros entraves para um bom atendimento s\u00e3o a falta de profissionais capacitados e as desigualdades de estrutura entre grandes e pequenas cidades e tamb\u00e9m entre as regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse diagn\u00f3stico foi feito durante audi\u00eancia p\u00fablica dessa quinta-feira (16), da Comiss\u00e3o Externa da C\u00e2mara que examina as a\u00e7\u00f5es de combate ao coronav\u00edrus. Relatora da comiss\u00e3o, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que \u00e9 enfermeira, questionou como se poderia minimizar os efeitos da car\u00eancia de medicamentos utilizados para intuba\u00e7\u00e3o. Ela alertou para o quadro atual nos estados do Sul do pa\u00eds, onde os casos est\u00e3o aumentando.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNo momento em que a distribui\u00e7\u00e3o dos insumos estrat\u00e9gicos, ou seja, a produ\u00e7\u00e3o e a chegada em quantidade suficiente para cada uma das nossas unidades de terapia intensiva, tem se mostrado insuficiente\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anestesiologia, Rogean Nunes, disse ter recebido relatos de que o abastecimento tem melhorado nos \u00faltimos dias. Mas a institui\u00e7\u00e3o recomendou que, fora os pacientes com Covid-19, os outros poderiam receber anest\u00e9sicos por inala\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os estoques destes medicamentos est\u00e3o regulares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Suzana Lobo, deu um panorama do tratamento da Covid-19 nas UTIs. Do in\u00edcio de mar\u00e7o ao in\u00edcio de julho, foram 27 mil pessoas internadas em todo o pa\u00eds, com uma m\u00e9dia de perman\u00eancia de 12 dias, fora os pacientes diagnosticados com outras s\u00edndromes respirat\u00f3rias. Dois ter\u00e7os das vagas est\u00e3o na rede privada e um ter\u00e7o no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Na rede p\u00fablica, 70% dos internados em UTIs ficam intubados.<\/span><\/p>\n<p><b>UTIs no interior<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A especialista tamb\u00e9m detalhou as desigualdades na distribui\u00e7\u00e3o da terapia intensiva: s\u00f3 6% das cidades do pa\u00eds t\u00eam leitos de UTI e 50% deles est\u00e3o em capitais e grandes cidades, apesar de tr\u00eas quartos dos brasileiros morarem no interior. Suzana Lobo alerta, no entanto, para o risco da abertura de novas vagas sem as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00f3s temos que levar em considera\u00e7\u00e3o se h\u00e1 profissionais para ficar abrindo leitos para que as cidades possam voltar a funcionar. Onde \u00e9 que est\u00e3o os profissionais, onde \u00e9 que est\u00e3o os insumos, analg\u00e9sicos, sedativos, bombas, tomografia, exames, essa equipe multidisciplinar que \u00e9 fundamental para um resultado bom? A gente n\u00e3o pode abrir a UTI com um m\u00e9dico que n\u00e3o tem experi\u00eancia, tocar 20,30 doentes sem uma equipe toda, \u00e9 claro que nossos resultados n\u00e3o v\u00e3o ser adequados\u201d, observou.<\/span><\/p>\n<p><b>Distribui\u00e7\u00e3o de profissionais<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a audi\u00eancia p\u00fablica, muitos parlamentares ressaltaram a necessidade de amplia\u00e7\u00e3o das resid\u00eancias m\u00e9dicas. Mesmo no Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a m\u00e9dica Ho Yeh-Li teve que formar equipe de l\u00edderes nas UTIs para ajudar na capacita\u00e7\u00e3o de outros profissionais que n\u00e3o tinham experi\u00eancia com terapia intensiva. Ela afirmou que uma tarefa p\u00f3s-pandemia \u00e9 tentar melhorar a distribui\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cUma coisa que a gente sente \u00e9 a aus\u00eancia de uma pol\u00edtica de interioriza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos e l\u00f3gico que geralmente isso acontece porque, infelizmente, tem uma distribui\u00e7\u00e3o desigual da infraestrutura de sa\u00fade pelo nosso pa\u00eds. Nenhum m\u00e9dico que tem uma boa forma\u00e7\u00e3o quer trabalhar numa estrutura prec\u00e1ria. Afinal, \u00e9 o seu CRM que est\u00e1 sob risco\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ho Yeh-Li apontou outros problemas, como o risco do uso de ventiladores inadequados nas UTIs, o medo de profissionais que t\u00eam equipamentos de prote\u00e7\u00e3o deficientes e uma quest\u00e3o pol\u00eamica: a necessidade de escolher, para o tratamento intensivo, aqueles pacientes com mais chance de sobreviver.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia C\u00e2mara<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de medicamentos sedativos e anest\u00e9sicos foi apontada como um dos principais problemas para o tratamento de pacientes cr\u00edticos da Covid-19. Outros entraves para um bom atendimento s\u00e3o a falta de profissionais capacitados e as desigualdades de estrutura entre grandes e pequenas cidades e tamb\u00e9m entre as regi\u00f5es do pa\u00eds. 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