{"id":161411,"date":"2020-06-01T13:38:03","date_gmt":"2020-06-01T16:38:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=161411"},"modified":"2020-06-01T13:38:03","modified_gmt":"2020-06-01T16:38:03","slug":"um-em-cada-cinco-medicos-diz-que-esta-capacitado-para-atender-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=161411","title":{"rendered":"Um em cada cinco m\u00e9dicos diz que est\u00e1 capacitado para atender covid-19"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apenas 22,3% dos m\u00e9dicos &#8211; um em cada cinco &#8211; diz estar plenamente capacitado para atender os pacientes com covid-19 em qualquer fase da doen\u00e7a, de casos leves a graves e sob tratamento intensivo. Levantamento feito pela Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina (APM) considerou os profissionais que atuam na linha de frente do combate \u00e0 pandemia \u2013 aqueles que trabalham em hospitais, incluindo os de campanha, totalizando 1.385 profissionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O resultado faz parte de pesquisa realizada pela associa\u00e7\u00e3o, entre 15 e 25 de maio, sobre os problemas dos m\u00e9dicos no enfrentamento \u00e0 covid-19. A amostragem total \u2013 incluindo os profissionais que n\u00e3o trabalham nos hospitais \u2013 contou com a participa\u00e7\u00e3o de 2.808 m\u00e9dicos de todo o pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o, a APM avalia que h\u00e1 uma defici\u00eancia do setor p\u00fablico. Atualmente, 38,5% dos m\u00e9dicos da linha de frente recebem atualiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos hospitais, 38% t\u00eam acesso a conhecimento cient\u00edfico por meio de associa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e 61,5% pesquisam diretamente na literatura m\u00e9dica. J\u00e1 o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e as secretarias estaduais e municipais ficam entre os menores \u00edndices, com 31,5%, 17,5% e 18,5%, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><b>Isolamento social<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tr\u00eas em cada quatro m\u00e9dicos (75,3%) avaliam que o isolamento social \u00e9 bom ou importante no contexto da pandemia do novo coronav\u00edrus, considerando a amostra total. Al\u00e9m disso, a avalia\u00e7\u00e3o desses profissionais sobre a atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade teve queda em maio na compara\u00e7\u00e3o com abril, passando de 72% de aprova\u00e7\u00e3o &#8211; boa e \u00f3tima &#8211; para 17,9%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os profissionais de medicina em geral n\u00e3o demonstraram otimismo quanto ao futuro imediato da pandemia em S\u00e3o Paulo e no Brasil. Ao contr\u00e1rio, 84,5% consideram que o pa\u00eds ainda n\u00e3o atravessou a pior onda da covid-19. Os m\u00e9dicos da linha de frente, por sua vez, est\u00e3o apreensivos, pessimistas, deprimidos, insatisfeitos e revoltados \u2013 somando 79,3%. Somente 20,7% dividem-se entre otimistas (5,3%) e tranquilos (15,4%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A apura\u00e7\u00e3o mostrou tamb\u00e9m que 96,6% de todos os m\u00e9dicos entrevistados admitem a possibilidade de faltar profissionais para o atendimento dos infectados pela doen\u00e7a. Somente 3,4% disseram ser improv\u00e1vel faltar m\u00e9dicos para cuidar dos infectados. Para 34,4% daqueles que est\u00e3o na linha de frente, j\u00e1 h\u00e1 falta de m\u00e9dicos e outros profissionais da sa\u00fade nas unidades em que trabalham.<\/span><\/p>\n<p><b>Integridade dos m\u00e9dicos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A APM relatou preocupa\u00e7\u00e3o sobre dados que dizem respeito \u00e0 integridade dos m\u00e9dicos, j\u00e1 que 58,5% presenciaram ou souberam de casos de viol\u00eancia contra m\u00e9dicos e outros profissionais da sa\u00fade por causa da pandemia. \u201cO mais grave \u00e9 que 17% desses epis\u00f3dios s\u00e3o de agress\u00e3o f\u00edsica\u201d, informou a entidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro risco considerado iminente pela associa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de que 64% dos m\u00e9dicos da linha de frente n\u00e3o foram testados para covid-19. \u201cQuer dizer, s\u00e3o profissionais vulner\u00e1veis, assim como os pacientes que assistem\u201d, segundo a APM. De acordo com o levantamento, apenas 58,7% relataram que, quando algum profissional da sa\u00fade tem sintomas que possam ser atribu\u00eddos \u00e0 covid-19, ele \u00e9 sistematicamente submetido ao teste para confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sofre com a falta de testagem. Conforme aponta a pesquisa, 54,3% dos m\u00e9dicos da linha de frente afirmaram que faltam testes para todos os pacientes com suspeita da doen\u00e7a nos locais em que trabalham. Nos locais em que esses profissionais prestam atendimento, apenas 12,2% disseram haver testes dispon\u00edveis para todas as pessoas; 39,4% afirmaram que s\u00f3 h\u00e1 testes para os pacientes com sintomas graves; e 9,1% relatam n\u00e3o existir testes em seus locais de trabalho, ou seja, nem casos com sintomas graves s\u00e3o testados.<\/span><\/p>\n<p><b>Estrutura e insumos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para 50,3% daqueles que est\u00e3o atendendo pacientes com covid-19 na linha de frente, os m\u00e9dicos e profissionais da sa\u00fade n\u00e3o est\u00e3o trabalhando com estrutura f\u00edsica, insumos adequados e seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eles indicaram defici\u00eancias que t\u00eam encontrado nos locais onde trabalham para atendimento aos pacientes com covid-19: 33% dizem que faltam m\u00e1scaras N95, PFF2 ou equivalente (N99, N100 ou PFF3) nos hospitais em que atendem. H\u00e1 tamb\u00e9m car\u00eancia de leitos para pacientes que precisam de interna\u00e7\u00e3o em unidades de terapia intensiva (UTI) (18%) e de leitos para os pacientes que precisam de interna\u00e7\u00e3o em unidades regulares (12,2%), sendo que no levantamento de abril esses \u00edndices eram menores: 11% e 5,7%, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No per\u00edodo de realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa, um em cada quatro m\u00e9dicos da linha de frente (24,7%) chegou a atender de seis a mais de 20 infectados pelo novo coronav\u00edrus ou com suspeita da doen\u00e7a, o que foi considerada uma \u201cdesumana e arriscada carga\u201d pela APM. O restante dos profissionais (75,3%) atendiam at\u00e9 cinco desses pacientes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dos profissionais da linha de frente do combate \u00e0 pandemia, 33,7% tiveram pacientes que morreram com suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e 7,3% j\u00e1 viram morrer entre seis at\u00e9 mais de 20 pessoas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas 22,3% dos m\u00e9dicos &#8211; um em cada cinco &#8211; diz estar plenamente capacitado para atender os pacientes com covid-19 em qualquer fase da doen\u00e7a, de casos leves a graves e sob tratamento intensivo. 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