{"id":159928,"date":"2020-05-08T16:46:32","date_gmt":"2020-05-08T19:46:32","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=159928"},"modified":"2020-05-08T16:46:32","modified_gmt":"2020-05-08T19:46:32","slug":"adicoes-e-reducoes-no-estoque-de-agua-do-brasil-caem-de-2013-a-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=159928","title":{"rendered":"Adi\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00f5es no estoque de \u00e1gua do Brasil caem de 2013 a 2017"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, as adi\u00e7\u00f5es no estoque total de \u00e1gua do Brasil foram de 27 milh\u00f5es de hect\u00f4metros c\u00fabicos (hm\u00b3), contra redu\u00e7\u00e3o de 33 milh\u00f5es. \u00c9 o que mostram as Contas Econ\u00f4micas e Ambientais da \u00c1gua (CEAA) 2013-2017, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e elaboradas em parceria com a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA).<\/p>\n<p>Em 2013, a adi\u00e7\u00e3o no estoque total de \u00e1gua foi de 29 milh\u00f5es de hm\u00b3, contra redu\u00e7\u00e3o de 35 milh\u00f5es. \u201cOu seja, os valores foram proporcionalmente maiores do que aqueles apresentados em 2017\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil o ge\u00f3grafo Marcus Fuckner, coordenador de Conjuntura e Gest\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o da ANA.<\/p>\n<p>As adi\u00e7\u00f5es ao estoque brasileiro de \u00e1gua s\u00e3o formadas principalmente pela chuva e pelos fluxos de entrada de \u00e1gua no pa\u00eds, al\u00e9m dos retornos da economia e das fam\u00edlias. J\u00e1 as redu\u00e7\u00f5es s\u00e3o compostas pela evapotranspira\u00e7\u00e3o, pelos fluxos de sa\u00edda de \u00e1gua, principalmente para o mar, e tamb\u00e9m pelas capta\u00e7\u00f5es. Por isso, Fuckner disse ser importante avaliar a varia\u00e7\u00e3o de cada um desses componentes que as contas de \u00e1gua apresentam para poder compreender a din\u00e2mica do grande estoque de \u00e1gua nacional.<\/p>\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o (chuva) foi a principal respons\u00e1vel pelas adi\u00e7\u00f5es de \u00e1gua em 2017, com participa\u00e7\u00e3o de 51,1%, seguida das entradas de outros pa\u00edses a montante e de outros recursos no territ\u00f3rio (36,4%), al\u00e9m do retorno ao meio ambiente pelas atividades econ\u00f4micas (12,5%). O volume de precipita\u00e7\u00e3o teve queda acumulada de 13% entre 2013 e 2016, voltando a crescer 6% de 2016 para 2017.<\/p>\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o de energia<\/strong><\/p>\n<p>A principal retirada de \u00e1gua contabilizada nas contas corresponde \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia, consequ\u00eancia da caracter\u00edstica da matriz energ\u00e9tica brasileira, na qual predominam as hidrel\u00e9tricas. Em 2017, a participa\u00e7\u00e3o da hidroenergia na retirada de \u00e1gua foi de 83,0%, seguida por 0,8% na retirada total de \u00e1gua por esgoto e atividades relacionadas.<\/p>\n<p>No caso do setor de esgoto, Marcus Fuckner destacou que tamb\u00e9m \u00e9 computada a drenagem da \u00e1gua da chuva nas cidades. \u201cQuando falamos dos usos em que uma parcela da \u00e1gua retirada \u00e9 consumida, os chamados usos consultivos, a\u00ed temos as atividades com as maiores retiradas, correspondendo ao setor agropecu\u00e1rio e ao setor de abastecimento de \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>Acrescentou que essas caracter\u00edsticas, em termos de grandeza, t\u00eam se mantido est\u00e1veis ao longo da s\u00e9rie temporal analisada nas contas. No caso da gera\u00e7\u00e3o de energia, foi observado um aumento constante na retirada de \u00e1gua, ano ap\u00f3s ano, acompanhando a demanda crescente da economia e da popula\u00e7\u00e3o. No caso da agricultura, os anos de 2014 e 2016 tiveram menores valores, como resultado de per\u00edodos de escassez nas regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste em cada um desses anos. Tamb\u00e9m em 2014 foi observada a menor retirada do setor de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em rela\u00e7\u00e3o aos demais anos.<\/p>\n<p><strong>Setor de abastecimento<\/strong><\/p>\n<p>A CEAA 2013\/2017 mostra que cerca de 92% da \u00e1gua utilizada pelas fam\u00edlias brasileiras s\u00e3o fornecidos pelo setor de abastecimento, ou seja, pelos operadores do servi\u00e7o de \u00e1gua. \u201cEssa \u00e1gua que chega \u00e0s nossas resid\u00eancias se transforma em esgoto, retorna para o meio ambiente tamb\u00e9m por meio desse setor da economia, sendo coletada ou tratada por ele. Ou retorna <em>in natura<\/em> para os corpos h\u00eddricos, quando n\u00e3o h\u00e1 coleta, nem tratamento\u201d.<\/p>\n<p>Nos 8% restantes, principalmente em \u00e1reas rurais, as fam\u00edlias captam \u00e1gua diretamente dos corpos h\u00eddricos para o seu uso e o retorno da \u00e1gua utilizada tamb\u00e9m ocorre de maneira direta no meio ambiente, informou o coordenador de Conjuntura e Gest\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o da ANA.<\/p>\n<p>Segundo Marcus Fuckner, o estudo mostra ainda que h\u00e1 uma disparidade muito grande tanto no estoque, quanto no uso da \u00e1gua nas diferentes regi\u00f5es, por parte das atividades econ\u00f4micas e das fam\u00edlias. As diferen\u00e7as regionais s\u00e3o muito grandes, afirmou. \u201cA Regi\u00e3o Norte, por exemplo, se destaca pelo maior estoque e fluxo de \u00e1gua, tanto de entrada como de sa\u00edda. J\u00e1 a Regi\u00e3o Nordeste pelo menor, sendo inclusive as redu\u00e7\u00f5es de estoque maiores que as adi\u00e7\u00f5es, o que reduz mais ainda a disponibilidade de \u00e1gua nessa regi\u00e3o, em que boa parte do territ\u00f3rio \u00e9 caracterizada pelo clima semi\u00e1rido\u201d.<\/p>\n<p>O ge\u00f3grafo da ANA disse que, em termos de retirada e consumo de \u00e1gua, o destaque \u00e9 a Regi\u00e3o Sudeste, em diferentes atividades econ\u00f4micas e no uso das fam\u00edlias, j\u00e1 que re\u00fane maior popula\u00e7\u00e3o e maior din\u00e2mica econ\u00f4mica. O Centro-Oeste do pa\u00eds, de maneira diferente, se destaca pelo uso da \u00e1gua na agricultura que depende da chuva, a chamada agricultura de sequeiro. A Regi\u00e3o Sul se destaca na irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Plano Nacional<\/strong><\/p>\n<p>A nova edi\u00e7\u00e3o das CEAA mostra que ocorreu grande varia\u00e7\u00e3o temporal e setorial no estoque e uso da \u00e1gua no pa\u00eds ao longo do per\u00edodo analisado. \u201cIsso \u00e9 reflexo tanto de crises h\u00eddricas vivenciadas em diferentes regi\u00f5es brasileiras, quanto do desempenho da atividade econ\u00f4mica nos diferentes setores\u201d.<\/p>\n<p>Marcus Fuckner ressaltou que a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados das contas retrata um pioneirismo metodol\u00f3gico que o Brasil trouxe, \u201cinclusive para o cen\u00e1rio mundial\u201d, e contribui para diferentes pol\u00edticas p\u00fablicas, em especial para a gest\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos no pa\u00eds. \u201cUm exemplo \u00e9 a oportunidade de contribuir para a elabora\u00e7\u00e3o do novo Plano Nacional de Recursos H\u00eddricos no horizonte de 2021 a 2040, que est\u00e1 sendo iniciado, pois as Contas de \u00c1gua apresentam de maneira muito clara que h\u00e1 diversos Brasis dentro de nosso pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Fuckner explicou que o hect\u00f4metro c\u00fabico \u00e9 utilizado nas tabelas de estoques das contas de \u00e1gua porque as grandezas s\u00e3o muito elevadas, o que demonstra o tamanho do pa\u00eds e o grande volume de \u00e1guas. \u201cUm hect\u00f4metro c\u00fabico corresponde a 1 milh\u00e3o de metros c\u00fabicos e 1 metro c\u00fabico, por sua vez, corresponde a 1.000 litros. Sendo assim, um hect\u00f4metro c\u00fabico \u00e9 igual a 1 bilh\u00e3o de litros, o que faz com que os n\u00fameros sejam muito grandes e inadequados para serem apresentados nessa escala de litros, caso fosse usada essa unidade de medida de volume\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, as adi\u00e7\u00f5es no estoque total de \u00e1gua do Brasil foram de 27 milh\u00f5es de hect\u00f4metros c\u00fabicos (hm\u00b3), contra redu\u00e7\u00e3o de 33 milh\u00f5es. \u00c9 o que mostram as Contas Econ\u00f4micas e Ambientais da \u00c1gua (CEAA) 2013-2017, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e elaboradas em parceria com a Ag\u00eancia Nacional de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":159929,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,261,439],"tags":[],"class_list":["post-159928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-economia","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/159928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=159928"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/159928\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/159929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=159928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=159928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=159928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}