{"id":157896,"date":"2020-04-03T15:04:58","date_gmt":"2020-04-03T18:04:58","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=157896"},"modified":"2020-04-03T15:04:58","modified_gmt":"2020-04-03T18:04:58","slug":"classificado-para-toquio-icaro-miguel-atinge-a-lideranca-do-ranking-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=157896","title":{"rendered":"Classificado para T\u00f3quio, \u00cdcaro Miguel atinge a lideran\u00e7a do ranking mundial"},"content":{"rendered":"<p>Imagine uma crian\u00e7a de 10 anos de idade afirmando que, um dia, ser\u00e1 campe\u00e3 ol\u00edmpica. O que poderia ser apenas uma brincadeira ou um sonho infantil acabou ganhando ares de seriedade ao longo dos anos de treinamento. Os resultados apareceram e hoje, perto de completar 25 anos, \u00cdcaro Miguel j\u00e1 pode vislumbrar a possibilidade de realizar seu maior sonho. Com vaga garantida para os Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio, o atleta chegou, na quarta-feira (01.04), \u00e0 lideran\u00e7a do ranking mundial de taekwondo na categoria at\u00e9 87kg.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma realiza\u00e7\u00e3o gigantesca. Voc\u00ea ser n\u00famero 1 do mundo \u00e9 algo gratificante em qualquer \u00e1rea, em qualquer situa\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea olhar na lista do ranking e o seu nome ser o primeiro \u00e9 realmente saboroso\u201d, define. Esta \u00e9 a primeira vez que o Brasil tem um atleta na lideran\u00e7a do ranking masculino da federa\u00e7\u00e3o internacional da modalidade, a World Taekwondo. Bronze em Pequim 2008, Nat\u00e1lia Falavigna chegou a liderar a categoria acima de 73kg em 2009.<\/p>\n<p>A mais recente atualiza\u00e7\u00e3o do ranking \u00e9 resultado daquela que provavelmente foi a melhor semana da vida de \u00cdcaro. No dia 12 de mar\u00e7o, uma quinta-feira, o atleta disputou a seletiva ol\u00edmpica em Heredia, na Costa Rica, quando venceu as duas lutas necess\u00e1rias para carimbar a vaga para os Jogos do Jap\u00e3o. No mesmo evento, o Brasil classificou ainda Edival Marques e Milena Titoneli para T\u00f3quio.<\/p>\n<p>\u201cNo dia seguinte, disputei o Open da Costa Rica, que valia pontos para o ranking. Lutei pela vaga ol\u00edmpica na quinta-feira, e na sexta lutei por pontos. Foi pela pontua\u00e7\u00e3o desse evento que acabei superando o primeiro colocado\u201d, explica. A disputa entre eles ainda \u00e9 bastante acirrada. Enquanto \u00cdcaro soma 247.90, o russo Vladislav Larin tem 247.50. Proximidade que surpreendeu at\u00e9 mesmo o brasileiro quando viu que tinha assumido a lideran\u00e7a. \u201cFiquei surpreso porque para mim isso s\u00f3 aconteceria depois do Pan-Americano, que estava agendado para maio e foi cancelado\u201d, conta.<\/p>\n<p>No taekwondo, o ranking mundial \u00e9 dividido em oito categorias. \u00c9 nele que \u00cdcaro lidera, na subdivis\u00e3o at\u00e9 87kg. J\u00e1 o ranking ol\u00edmpico conta apenas com quatro categorias de peso. Nessa lista, o brasileiro \u00e9 o quarto at\u00e9 80kg.<\/p>\n<p><strong>Foco em 2021<\/strong><\/p>\n<p>A alegria pela conquista da vaga ol\u00edmpica foi momentaneamente interrompida quando, apenas 12 dias depois, o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI) anunciou o adiamento do evento para o pr\u00f3ximo ano, em virtude da pandemia do novo coronav\u00edrus. \u201cNo in\u00edcio eu estava digerindo a ideia, n\u00e3o sabia se tinha gostado ou n\u00e3o, mas acho que foi positivo. A primeira coisa \u00e9 pensarmos na nossa sa\u00fade, dos atletas e, principalmente, da sa\u00fade p\u00fablica em geral. Era o mais sensato a se fazer\u201d, acredita o atleta.<\/p>\n<p>A frustra\u00e7\u00e3o logo deu lugar \u00e0 estrat\u00e9gia. \u201cComo j\u00e1 tenho a vaga, eu saio na vantagem porque nem todos os atletas conquistaram ainda. Alguns Pr\u00e9-Ol\u00edmpicos foram cancelados, ent\u00e3o minha cabe\u00e7a agora est\u00e1 simplesmente em me preparar e j\u00e1 pensando na Olimp\u00edada do ano que vem. Outros ainda t\u00eam que pensar em Pr\u00e9-Ol\u00edmpico, em classifica\u00e7\u00e3o, e meu foco agora \u00e9 s\u00f3 na prepara\u00e7\u00e3o e em chegar l\u00e1 melhor do que a gente est\u00e1 hoje\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Em tempos de isolamento social, \u00cdcaro saiu de S\u00e3o Caetano do Sul (SP), onde treina h\u00e1 seis anos, e voltou para a casa dos pais em Juatuba (MG). \u00c9 l\u00e1 que ele recebe os treinos dos t\u00e9cnicos e executa o que pode durante a quarentena. \u201cEstamos focando mais na parte f\u00edsica porque para trabalhar a parte t\u00e9cnica de forma mais intensa eu precisaria de algu\u00e9m treinando junto comigo\u201d, explica. \u201cFa\u00e7o tamb\u00e9m corre\u00e7\u00e3o de chutes e outros movimentos\u201d, completa.<\/p>\n<p>Em casa ou em competi\u00e7\u00f5es, na inf\u00e2ncia ou na fase adulta, o sonho nunca mudou. \u201cEu sempre falei que queria ser campe\u00e3o ol\u00edmpico, acho que desde os meus 10 anos de idade, desde quando comecei a treinar. Eu sempre via isso como uma meta real na minha vida. Eu sabia que eu iria participar, s\u00f3 n\u00e3o sabia quando\u201d, conta, rindo.<\/p>\n<p>\u201cTentei a vaga para o Rio e acabei n\u00e3o conseguindo, mas continuei trabalhando e agora deu certo. Eu vejo como a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho. N\u00e3o vou parar por aqui. Quero muito ser campe\u00e3o ol\u00edmpico, vou continuar trabalhando para esse ouro. \u00c9 a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho, \u00e9 uma meta alcan\u00e7ada, mas n\u00e3o acaba aqui. Eu quero um pouquinho mais ainda\u201d, avisa.<\/p>\n<p>Um objetivo que nunca foi limitado pela defici\u00eancia que carrega. \u00cdcaro n\u00e3o enxerga com o olho direito, devido a um acidente ocorrido aos seis anos de idade. Ele e a fam\u00edlia tinham passado uma tarde de domingo em um s\u00edtio, e o menino ficou muito tempo na piscina. Ao ver os olhos vermelhos do filho, a m\u00e3e resolveu colocar \u00e1gua boricada, mas confundiu os frascos e acabou pingando am\u00f4nia. Ao longo do tempo, \u00cdcaro perdeu totalmente a vis\u00e3o do olho direito.<\/p>\n<p><strong>Apoio federal<\/strong><\/p>\n<p>Na caminhada rumo \u00e0 medalha, \u00cdcaro conta com o apoio da Bolsa P\u00f3dio, categoria mais alta do programa Bolsa Atleta do governo federal. \u201cSempre digo que o esporte brasileiro s\u00f3 existe por causa do Bolsa P\u00f3dio e das For\u00e7as Armadas. N\u00e3o sou atleta militar, mas reconhe\u00e7o que o apoio das For\u00e7as Armadas tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para o esporte brasileiro se sustentar. E, se n\u00e3o fosse o Bolsa P\u00f3dio, a gente estaria totalmente desestruturado agora\u201d, pondera. \u201cEu n\u00e3o sei como faria toda essa prepara\u00e7\u00e3o e como manteria a cabe\u00e7a tranquila para simplesmente treinar e colocar o meu melhor em quadra\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O Bolsa Atleta contempla hoje 236 atletas ol\u00edmpicos (130 homens e 106 mulheres) e seis paral\u00edmpicos (quatro homens e duas mulheres) no taekwondo. O investimento federal neles soma R$ 4,7 milh\u00f5es ao ano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das tr\u00eas vagas para os Jogos Ol\u00edmpicos, o taekwondo brasileiro tamb\u00e9m j\u00e1 tem tr\u00eas atletas assegurados nos Jogos Paral\u00edmpicos de T\u00f3quio. Campe\u00e3 mundial, D\u00e9bora Menezes garantiu a vaga pelo ranking, por ser a vice-l\u00edder. J\u00e1 Nathan Torquato e Silvana Fernandes conquistaram o posto pelo Pr\u00e9-Ol\u00edmpico, tamb\u00e9m em Heredia, na Costa Rica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong>Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine uma crian\u00e7a de 10 anos de idade afirmando que, um dia, ser\u00e1 campe\u00e3 ol\u00edmpica. O que poderia ser apenas uma brincadeira ou um sonho infantil acabou ganhando ares de seriedade ao longo dos anos de treinamento. 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